Cientistas criam baterias de água que não pegam fogo e são recicláveis

Novidade apresenta durabilidade superior a opções do mercado e expectativa é de que seja aplicada em grande e pequena escala

Por: Redação -
14/03/2024
Foto: Carelle Mulawa-Richards/ Universidade RMIT/ Reprodução

Um experimento inusitado no campo elétrico abriu espaço para que futuras gerações de barcos contem com baterias alimentadas pela mesma substância em que as embarcações navegam: água.

Embora a ideia soe um tanto contraditória, têm se provado um sucesso para a equipe global de pesquisadores liderada pela RMIT University (Instituto Real de Tecnologia de Melbourne), na Austrália, responsáveis pela inovação.

Foto: Carelle Mulawa-Richards/ Universidade RMIT/ Reprodução

Um dos motivos é a impossibilidade de a bateria pegar fogo ou explodir, diferentemente das que usam íons de lítio e que estão presentes em aparelhos como celulares e computadores.

 

Mas não para por aí. Segundo o professor e principal pesquisador Tianyi Ma, as baterias de água podem ser aplicadas em grande e pequena escala, com capacidade para alimentarem desde pequenos aparelhos eletrônicos, até veículos elétricos.

 

“Nossas baterias agora duram significativamente mais – comparáveis ​​às baterias comerciais de íons de lítio no mercado – tornando-as ideais para uso intensivo e de alta velocidade em aplicações do mundo real”, comentou.

Foto: Carelle Mulawa-Richards/ Universidade RMIT/ Reprodução

Outro ponto positivo da novidade está intimamente relacionado ao desafio mundial de dar um fim consciente ao lixo eletrônico. Ciente dos problemas que “consumidores, indústria e governos enfrentam” nesse quesito, os pesquisadores garantiram que as baterias de água “podem ser desmontadas com segurança e os materiais podem ser reutilizados ou reciclados”.

Como funcionam as baterias de água

O verdadeiro nome da inovação é “baterias aquosas de íons metálicos”. Elas usam água para substituir algumas substâncias presentes nas baterias comuns, chamadas eletrólitos orgânicos – que permitem o fluxo de corrente elétrica entre os terminais positivo e negativo.


Além disso, são fabricadas com materiais como magnésio e zinco, abundantes na natureza. “[São] baratos e menos tóxicos do que as alternativas utilizadas em outros tipos de baterias, o que ajuda a reduzir os custos de fabricação e reduz os riscos à saúde humana e ao meio ambiente”, aponta Ma.

 

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