Fotos: 3º dia de lounge NÁUTICA no Marina Itajaí Boat Show 2025

06/07/2025

O terceiro dia de Marina Itajaí Boat Show 2025 foi agitado não apenas nos estandes. Neste sábado (5), o salão catarinense ficou marcado por várias visitas ilustres no lounge flutuante da NÁUTICA, que recebe grandes nomes do universo náutico.

Como não poderia deixar de ser, os convidados especiais que passaram pelo espaço exclusivo não escaparam dos cliques. Sendo assim, confira as fotos de todas as figuras que estiveram no lounge NÁUTICA — que seguirá até domingo (6), encerramento do evento.

3º dia do Marina Itajaí Boat Show: quem passou pelo lounge NÁUTICA

Ademar Borges, prefeito da Barra do Sul, Ernani Paciornik e Aquiles José. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Dinez Rezende e Débora Felipe, diretora de marketing da Sessa Marine. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Alexandre Gonçalves, Louise Pimentel, Thalita Vicentini, Cila Schulman e Eduardo Colunna. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Pedro Dias, Márcio Ishikawa e Stella Ross, da Ross Mariner, e Jorge Arakelian, da King Boats. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Julio Gill. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Otto Aquino e Marco Garcia, da Ventura Experience. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Phelipe Gomes e Camila Toledo, da Vinícola Thera. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Fabrício Ardigo. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Carlos Gayoso de Oliveira, diretor da Marina Itajaí. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Manny Bhangoo e Mariah Martins. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Sergio Ribeiro, Sergio Schulze, Carlos Alberto e Rubens Petry. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Sandro Miranda. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Larissa Andrade, Thalita Vicentini e Elaine Mafra. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Claudinei Adair Klaus, Jackson Borges, Ademar Borges, prefeito Barra do Sul, Aquiles José e Perterson Alessandro da Silva. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Guilherme Vitor, Fernando Setti, André Luis e Denis Andrade. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Rodolfo Guzansky e Sávio Santos. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Yara Piccoli, Paulo Piccoli e Ernani Paciornik. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Luisa Moreira e José da Costa. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Marcelo Paulo e Vanessa da Silva, da Móbile Design. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Marcos Alves, da Yamaha Náutica Brasil. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Eduardo Colunna, Cila Schulman, Alexandre Leite, diretor do Itaipu Parquetec, Louise Pimentel e Ernani Paciornik. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Sandro Miranda, Roberto Deschamps e Fabrício Ardigo. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Juliana Mello e Ramon Lopes. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Carlos Müller, da NTC Float. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Elis Daiane, Priscila Nesi, Cleidiane Cubas e Ana Paula Azevedo. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Angela Hames, Adeni Rocha, Anderson Rocha, Eliane Rocha, Eraldo Lehmkuhl e Fabíola Schlemper. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Alex Ferrer. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Carlos Sousa, da GrowDeck. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Joe Lago. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Christiano Sestini, diretor executivo da Marine Express. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica
Jorge Camasmie, sócio-proprietário da Master Marine. Foto: Gabriela Tavares / Revista Náutica

Marina Itajaí Boat Show 2025

Celebrado em um dos principais polos da indústria náutica brasileira, o Marina Itajaí Boat Show 2025 traz atrativos para todos os gostos. Nas embarcações, os modelos vão dos jets aos grandes iates, passando por veleiros e lanchas de pequeno, médio e grande porte.

 

Quem busca por motores, o coração dos barcos, encontra quatro das principais marcas do setor reunidas: Yanmar, Yamaha, Hidea e Volvo Penta.

Foto: Victor Santos/Revista Náutica

Inovação da edição 2025, o evento terá o primeiro shopping náutico 100% flutuante do Brasil, montado sobre a Baía Afonso Wippel. Além dele, uma segunda área de shopping, na área seca, vai reunir uma ampla variedade de empresas apresentando acessórios e serviços para embarcações.

 

Enfatizando que o lifestyle náutico vai muito além dos barcos, o evento tem ainda uma série de empreendimentos de luxo sendo apresentados, bem como dois carrões: um DBX707, SUV da Aston Martin, e o Artura, superesportivo híbrido da McLaren.

 

Anote aí!
Quando: De 3 a 6 de julho de 2025
Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado, das 11h às 21h; domingo, das 11h às 20h.
Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100, Centro, Itajaí-SC)
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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