Volvo Ocean Race


O futuro do Team Vestas Wind ainda está indefinido, mas o objetivo de todos os envolvidos é colocar o barco novamente na disputa da Volvo Ocean Race 2014-15. O primeiro passo será o mais difícil: tirar o veleiro que está preso em Cargados Carajos Shoals (St Brandon), uma ilha do Oceano Índico. O comandante da equipe, Chris Nicholson, voltou para o local do incidente para supervisionar a operação de retirada do barco. Talvez seja o momento mais complicado da história e nada como o líder para ajudar nesse processo.
Chris Nicholson voou na noite de quarta-feira (17) para as Ilhas Maurício e se juntará o Neil Cox, que está conduzindo o processo. Cox é um dos homens mais experientes nesse segmento. “A nossa meta, que daria uma medalha de ouro se tivesse em disputa, é fazer com que o barco flutue novamente e saia de onde está espetado. Precisamos passar por uma pequena lagoa e chegar a uma área segura”, disse Neil Cox. “Primeiro vamos evitar que o barco se desintegre. Depois ter chance de rebocar de volta para Maurício ou para um rebocador da Maersk Line”.
O Team Vestas Wind encalhou no dia 29 de novembro, andando a 19 nós (35 km/h) e forçou Nicholson e os outros oito tripulantes a abandonar o barco. Todos saíram ilesos.
A equipe de resgate montará base em um navio, já que não há nenhuma maneira de ficar na ilha. Barcos de pesca locais foram fretados para atravessar todos os dias a ‘lagoa’ existente na ilhota. “Esta regata me colocou em situações bastante inusitadas como atleta, mas agora digo que isso é único, jamais visto. Precisamos saber como está o barco, se está podendo suportar. Nós vamos tentar levar todas as partes conosco para tentar reciclar ou fazer um novo”, contou Neil Cox, que já correu outras edições da Volvo Ocean Race.
Os outros seis barcos e suas equipes estão descansando esperando o início da terceira etapa, que larga no início de janeiro de Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, para a Sanya, na China.
Foto: Divulgação
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