Esportes náuticos são apontados como ferramentas de inclusão, cidadania e superação em Fórum da ANB
Painel do II Fórum Náutico Internacional da ANB reuniu atletas e especialistas para discutir preparação emocional, acessibilidade e o potencial de Salvador para o desenvolvimento da vela e do remo


Mais do que competição e busca por resultados, os esportes náuticos podem atuar como ferramentas de transformação social, inclusão e desenvolvimento. Esse foi um dos temas discutidos no painel “Esportes Náuticos: Educação, Saúde, Cidadania e Inclusão”, realizado durante o II Fórum Náutico Internacional da ANB, em Salvador, que acontece entre os dias 16 e 17 de setembro.
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Mediado por Marcelo Fróes — diretor da ANB –, o papo reuniu atletas para falar sobre preparação emocional, superação e o papel do esporte como ferramenta de cidadania entre os jovens. Durante o painel, a psicóloga espanhola Delfina Vicente Santiago, especialista em alta performance, destacou que o trabalho mental é tão importante quanto o físico.
Treinamos a mente e a capacidade de ir além. Este é um trabalho importante tanto para treinadores quanto para os atletas– afirmou


Ela explicou que cada modalidade exige um preparo psicológico diferente e específico, e citou ainda a importância do “treinamento invisível” para chegar aos bons resultados: comer adequadamente, dormir bem e saber lidar com ego, sucesso e fracasso. O baiano Renê Campos, remador paralímpico bronze em Tóquio e médico, contou sua história de superação e como se preparou mentalmente para vencer. “Aos 26 anos a vida mudou: de médico passei a ser paciente com uma lesão medular”, relatou.


Após o choque e a perda de identidade, encontrou no remo a chance de recomeçar. Sem lugar ideal para treinar em Salvador, praticou muito em uma lagoa em Sauípe, no período da pandemia, e garantiu a medalha. Em sua fala, convocou as autoridades e os órgãos para um trabalho conjunto para melhorar as condições de treinamentos para os atletas do remo.
Já o velejador Bernardo Peixoto, que hoje é o número 1 do Brasil no Ranking SSL e está em campanha para Los Angeles 2028, ressaltou os desafios financeiros e logísticos da classe Nacra 17, que hoje concentra na Europa o circuito de competições, mas declarou seu amor pela Baía de Todos os Santos. “É um dos melhores lugares para velejar, o clima e as condições são bons. Um dos melhores palcos para o meu esporte. Embora hoje eu treine no Rio, sempre que posso volto para velejar em Salvador”, comentou ele, reforçando o potencial de Salvador para a vela.
Salvador Boat Show 2026
A agenda de conteúdo náutico também seguirá em Salvador ainda este ano. De 5 a 8 de novembro, a Bahia Marina recebe a 3ª edição do Salvador Boat Show, maior evento náutico da Bahia. Realizado na Baía de Todos-os-Santos, o salão reunirá embarcações, marcas, equipamentos e serviços ligados à navegação, aproximando o público de negócios, turismo náutico, lazer, inovação e experiências no mar.
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