Vai melhorar

Por: Redação -
30/10/2015

Os primeiros dias da Transat Jacques Vabre causaram muitas baixas e muito sofrimento a bordo para as duplas que disputam a regata, maior travessia transatlântica do mundo. Até o início da tarde desta sexta-feira (30), a prova teve 11 desistências dos 42 barcos que largaram no domingo (25) em Le Havre, na França. O percurso até o destino final em Itajaí, no Brasil, tem 10 mil quilômetros e tradicionalmente os primeiros dias são desfavoráveis. Além das quebras, vários veleiros estão com problemas e seguem para pit stops em portos da Europa e da África. Porém, os barcos terão uma trégua neste fim de semana para todas as quatro classes que competem no evento. A aproximação ao Atlântico Sul, com menos vento, deve diminuir os problemas. “Há muitos barcos quebrados por causa do vento forte. As condições não foram normais desde o início da Transat Jacques Vabre, tornando a navegação muito difícil. Isso acaba estragando as velas e outros equipamentos nos barcos. A tendência é que a partir de agora a situação comece a ficar mais calma”, disse Francis Le Goff, um dos organizadores da Transat Jacques Vabre. “Essa é a regata”.

A classe com maior número de problemas é a IMOCA 60. Foram cinco desistências, com possibilidade de outras mais nas próximas horas. “É normal, pois muitos barcos da classe são novos. Muitas vezes suas equipes decidem desistir para não estragar os veleiros pra sempre”, contou Francis Le Goff.

Proporcionalmente, os velozes Ultime são os mais afetados. Dois dos quatro trimarãs na disputa estão fora. Um capotou e outro quebrou uma peça que sustenta a vela. Os Ultime são um dos mais velozes do mundo e devem completar o trajeto de 10 mil quilômetros em no máximo 12 dias.

Os velejadores de oceano sempre têm dilemas em provas longas: a velocidade x manutenção do barco. Muitas vezes, as equipes escolhem reduzir a intensidade para não ter problemas. Invariavelmente uma peça ou outra acaba quebrando pela força dos ventos e batida das ondas. “Saímos de Le Havre com a meta de evitar danos maiores ao nosso barco, mas em regatas longas e difíceis como a Transat Jacques Vabre é muito difícil chegar com o veleiro intacto no destino final”, disse Renato Araújo, brasileiro do Zetra, oitavo colocado entre os Class40 por enquanto.

Com experiência em travessias em solitário, Volvo Ocean Race e mais uma vez na Transat Jacques Vabre, a britânica ficou satisfeita com o desempenho do seu barco IMOCA nas condições ruins apresentadas. “Os primeiros dias foram realmente difíceis e nós seguramos bem o barco. Agora não podemos encostar nos líderes, mas sabemos que eles não estão muito longe”, disse Sam Davies, co-skipper Iniciatives Coeur (IMOCA).

Foto: Divulgação

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