10 dicas sobre anodo de sacrifício, uma das peças mais importantes de um barco
O anodo é um dos menores (e mais básicos) componentes de qualquer barco. Mas, sem ele, a corrosão das partes metálicas que ficam em contato com a água (motores, por exemplo) seria capaz de arruinar qualquer embarcação em pouquíssimo tempo. Para evitar que isso aconteça, ele – o anodo – é corroído, poupando assim componentes bem mais caros e sofisticados. Esta é a função do anodo: corroer no lugar dos outros. Ou seja, ele existe para ser sacrificado, feito um boi de piranha náutico. Daí o seu nome oficial: anodo de sacrifício.

Basicamente, um anodo não passa de um bloquinho sólido de metal, que, quando grudado a qualquer parte metálica submersa do barco, cumpre o papel de ser destruído no lugar dele.
Isso acontece graças a um fenômeno chamado eletrólise, ou a corrente elétrica gerada pela união de dois metais submersos (o do anodo com outro qualquer, do barco), que irá corroer aquele de maior eletronegatividade – no caso, o anodo. Mas, para que isso aconteça, existem outras particularidades que devem ser respeitadas, como mostramos nos dez tópicos abaixo.
1 – O melhor material para o anodo é o zinco ou liga de zinco com magnésio e alumínio, para uso no mar. Já nos barcos que ficam em água doce a melhor matéria-prima é a liga de magnésio.
2 – O anodo não deve ser pintado em hipótese alguma, porque isso tira completamente a sua capacidade de ser corroído.
3 – Também pelo mesmo motivo, o anodo não deve ser aplicado em partes pintadas. É preciso assegurar o contato dele diretamente com um metal.
4 – Os melhores locais para a instalação do anodo são os de pouca resistência à água, como dentro do escapamento do motor ou na base dos motores de popa.
5 – Qualquer anodo deve ser substituído por outro quando a corrosão atingir 50% do seu tamanho. Porque, a partir daí, ele corroerá ainda mais rapidamente.
6 – Não dá para calcular exatamente a vida útil de um anodo, porque isso depende do tempo que ele permanecer na água – ou seja, quanto mais tempo submerso, mais rápido será o seu processo de corrosão. Por isso, ele deve ser verificado a cada seis meses e trocado, em média, a cada um ano completo.
7 – Todas as vezes que o seu barco estiver fora d´água, aproveite para ver o estado do anodo e passar uma escova ou palha de aço nele, a fim de eliminar a camada superficial já deteriorada.
8 – Em todas as revisões do motor, não esqueça de exigir que seja trocado o anodo. Ou, no mínimo, que ele seja limpo.
9 – O ideal é que o anodo seja aparafusado ou soldado em alguma parte metálica da propulsão, ou seja, eixo, leme, rabeta, flap ou hélice.
10 – Usar mais anodos do que o indicado pode surtir efeito contrário. Muitos metais farão com que a massa dos anodos fique “mais dura” e isso atrapalhará a sua corrosão. Que, afinal, é objetivo desta curiosa (mas fundamental) pecinha de metal.
Não perca nada! Clique aqui para receber notícias do mundo náutico no seu WhatsApp.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
O programa contemplará 11 bolsistas, que receberão subsídio mensal para estudar presencialmente na sede das Nações Unidas, em Nova York
Marca terá três sucessos de sua linha nas águas da Marina da Glória para o salão, que ocorre de 11 a 19 de abril
Vídeo de barco "se revirando" em vez de afundar é real e mostra modelos "inafundáveis" da Guarda Costeira Canadense; assista!
Disputada no último fim de semana, etapa australiana terminou com o Mubadala na 7ª colocação. Circuito no Brasil ocorrerá nos dias 11 e 12 de abril
Estaleiro levará dupla imponente para marcar presença na Marina da Glória. Evento acontece de 11 a 19 de abril




