Projeto brasileiro de veleirinho de 16 pés com barraca de camping faz sucesso na internet

15/04/2020

Curiosa mistura de barco com barraca de camping, este veleirinho foi apresentado pelo autor do projeto, o carioca Pedro Ponce, em sua página no Facebook. Imediatamente, alguém o batizou de “Campingboat”. Brasileiro com tempo livre fica ainda mais criativo — e bem-humorado. Foi o maior sucesso. “Não imaginava que fosse receber tantas ideias e opiniões”, conta Pedro, que é velejador, designer, desenhista e (como ele mesmo diz, em tom de brincadeira) “projeto de projetista”. Brincadeira levada a sério, no árido universo de fórmulas, cálculos e equações, que é o dos projetistas de barcos.

Com 5 metros de comprimento (cerca de 16 pés), casco de compensado naval e fibra de vidro pesando 450 kg, mastro e configuração das velas ainda não definidos, o Campingboat começou a ganhar forma há um ano, quando Pedro, que mora no Bracuhy, em Angra dos Reis, decidiu fazer, à distância, dois cursos oferecidos pela Brana, uma das mais conceituadas escolas de projetos de pequenas e médias embarcações de esporte, lazer e serviço. “Foram oito meses trocando informações com os professores, especialmente o Sergio Mitake. Eu não tinha grana para pagar e o Luiz e o Cássio, que comandam a escola, foram supergenerosos”, diz.

A ideia era criar um barco tão ágil e acessível como um daysailer e, ao mesmo tempo, com um design moderno e seguro para o comandante acampar a bordo. “O barco foi pensando para costear a Ilha Grande e a região de Paraty. Num fim de tarde, você monta a barraca no convés e curte a noite. Há milhares de cantinhos incríveis aqui para pernoitar”, sugere ele.

Segundo Pedro, o conceito campingboat é bastante difundido fora do Brasil.  Daí seu interesse pelo projeto, fácil de executar e barato, que será oferecido a todos que estiverem interessados em construir de forma amadora. “Apesar de adorar os barcões também (já tive um veleiro de 45 pés), acredito que precisamos dar um passo atrás e voltar a olhar para veleiros menores, mais acessíveis”, justifica.

Com costado alto, o veleirinho tem tudo para se comportar bem no mar. A barraca, vendida no Brasil, é leve e fácil de montar e minúscula para guardar. O custo? Pedro ainda não sabe precisar. “A ideia sempre foi um barco que coubesse em um orçamento de R$ 15 mil, mas ainda é um chute”, acredita. No caso, um chute bem baixo.

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