Projeto brasileiro de veleirinho de 16 pés com barraca de camping faz sucesso na internet


Curiosa mistura de barco com barraca de camping, este veleirinho foi apresentado pelo autor do projeto, o carioca Pedro Ponce, em sua página no Facebook. Imediatamente, alguém o batizou de “Campingboat”. Brasileiro com tempo livre fica ainda mais criativo — e bem-humorado. Foi o maior sucesso. “Não imaginava que fosse receber tantas ideias e opiniões”, conta Pedro, que é velejador, designer, desenhista e (como ele mesmo diz, em tom de brincadeira) “projeto de projetista”. Brincadeira levada a sério, no árido universo de fórmulas, cálculos e equações, que é o dos projetistas de barcos.

Com 5 metros de comprimento (cerca de 16 pés), casco de compensado naval e fibra de vidro pesando 450 kg, mastro e configuração das velas ainda não definidos, o Campingboat começou a ganhar forma há um ano, quando Pedro, que mora no Bracuhy, em Angra dos Reis, decidiu fazer, à distância, dois cursos oferecidos pela Brana, uma das mais conceituadas escolas de projetos de pequenas e médias embarcações de esporte, lazer e serviço. “Foram oito meses trocando informações com os professores, especialmente o Sergio Mitake. Eu não tinha grana para pagar e o Luiz e o Cássio, que comandam a escola, foram supergenerosos”, diz.

A ideia era criar um barco tão ágil e acessível como um daysailer e, ao mesmo tempo, com um design moderno e seguro para o comandante acampar a bordo. “O barco foi pensando para costear a Ilha Grande e a região de Paraty. Num fim de tarde, você monta a barraca no convés e curte a noite. Há milhares de cantinhos incríveis aqui para pernoitar”, sugere ele.

Segundo Pedro, o conceito campingboat é bastante difundido fora do Brasil. Daí seu interesse pelo projeto, fácil de executar e barato, que será oferecido a todos que estiverem interessados em construir de forma amadora. “Apesar de adorar os barcões também (já tive um veleiro de 45 pés), acredito que precisamos dar um passo atrás e voltar a olhar para veleiros menores, mais acessíveis”, justifica.

Com costado alto, o veleirinho tem tudo para se comportar bem no mar. A barraca, vendida no Brasil, é leve e fácil de montar e minúscula para guardar. O custo? Pedro ainda não sabe precisar. “A ideia sempre foi um barco que coubesse em um orçamento de R$ 15 mil, mas ainda é um chute”, acredita. No caso, um chute bem baixo.
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