Com mais de 150 m² de área útil, Azimut 62 será um dos grandes lançamentos do Boat Show

Por: Redação -
24/09/2018

A Azimut 62, embarcação que passou a ser fabricada no Brasil recentemente pela filial produtiva da Azimut Yachts, terá a sua primeira unidade lançada em território nacional durante o São Paulo Boat Show, de 27 de setembro a 2 de outubro, no São Paulo Expo.

Com quase 19 metros de comprimento e o equivalente a 156 m² de área útil, o modelo pode ser comparado a uma mansão no mar com três espaçosas suítes, móveis exclusivos feitos à mão por artesãos especializados e lounges externos com layouts personalizáveis.

O design interior, além de todo o mobiliário, é assinado pelo italiano Achille Salvagni, um dos 100 melhores designers do mundo segundo a AD Collector e incluído na lista “A” elaborada pela Elle Decor USA. O estilo sofisticado e a atmosfera intimista criada por Salvagni introduz uma linguagem inovadora à náutica inspirada na arquitetura residencial.

O desenho externo foi concebido pelo igualmente renomado profissional de embarcações de luxo, Stefano Righini. Destaque para as grandiosas janelas que contornam as laterais da embarcação, do chão ao teto, e oferecem uma visão panorâmica para o exterior. A criação de lounges privativos no exterior para relaxamento, encontros, refeições e banhos de sol, tanto na proa quanto no flybridge, são mais diferenciais.

Tecnologia de última geração é mais uma novidade nessa categoria de iate, identificada pelo Centro de Pesquisas e Desenvolvimento na matriz italiana da marca. Trata-se da direção eletrônica por meio do inovador programa ECS – Enhanced Cruising Solutions, que ajusta a compensação de forma contínua durante a navegação, reduzindo o atrito e otimizando o consumo. Isso permite que o proprietário personalize as funções de controle do barco e o esforço de direção de acordo com a velocidade e o estilo de seu comando.

Interiores da nova Azimut 62

– Os móveis projetados ao interior seguem as linhas fluidas da embarcação. Conforme o projeto de Achille Salvagni foram feitos à mão por artesãos especializados italianos. Para os resultados e criação de seções curvas foram necessárias a utilização e a combinação de cerca de 40 modelos de suas peças de design.

– São três variedades de madeira usadas alternadamente em seu interior: carvalho escovado de cor escura e madeira tai perolada de poros fechados, embelezada com mogno maciço com acabamento de 100 gloss, latão cromado e bandas de aço.

– Além de opções de pisos tradicionais, o barco traz alternativas técnicas inovadoras, resistentes à água e que proporcionam a sensação de conforto térmico.

– Para o projeto de iluminação, há seis modos de luzes pré-definidas para o convés principal, criando ambientes de conforto e atmosfera única.

– Salão principal é integrado, em um único nível, entre central de comando com sala de jantar, estar e cozinha, amplamente mobiliados e equipados, incluindo eletrodomésticos da Miele, além de adega climatizada como opcional. Couro italiano, mármore, madeiras e cristal marcam presença, que refletem a sofisticação e autenticidade junto às vistas panorâmicas garantidas pelas grandiosas janelas de 1,50 metros de altura por 2,30 metros de comprimento.

– Os sofás na sala de jantar, desenhados por Salvagni, com estofados em Batyline, refletem as linhas fluidas dos interiores e criam um efeito suspenso original.

– Abaixo do convés principal, o layout é formado por três camarotes e três banheiros. Com um design de casa, a suíte do proprietário, que ocupa todo o centro do iate, se destaca, além da amplitude, pelas peças de design, linhas fluidas, espaços notáveis de armazenamento e belíssima vista ao mar.

– Além das três suítes com decor autêntica, há a cabine da tripulação (com acesso separado) que pode ter duas configurações: com duas camas ou com uma com ampliação de espaço para armazenamento.

Exteriores da Azimut 62

– No solário de proa, no convés, foi criado um lounge privativo com uma grande área de descanso que pode ser customizada e transformada em uma área de estar privativa, com a utilização de dois grandes sofás para até seis pessoas.

– Acima do convés, o flybridge é extremamente espaçoso, versátil e dividido em três ambientes. Ali se encontra a segunda estação de comando com duas confortáveis poltronas, bar e sala de jantar, que pode ser personalizada e se transformar em um amplo solário. Outro ambiente de estar na proa do flybridge é mais um convite para o relaxamento. Além disso, a criação de uma terceira área foi possível graças ao projeto do designer exterior Stefano Righini que permitiu a ampliação da superfície do flybridge em direção à popa criando um salão isolado equipado por confortáveis sofás e almofadas de espumas em células super macias, estofadas em Batyline, um tecido tecnológico, leve, extremamente durável e de fácil manutenção, mesmo em ambientes marítimos.

– Conforto no fly também é garantido pelo hard top (similar ao teto solar) operado eletronicamente.

– A elegância dos exteriores é igualmente destacada por mesas, no cockpit e no flybridge, em mármore sintético com borda sólida em teca: durável e altamente sofisticada.

– A plataforma de banho, submergível, pode transportar um bote de 3,25 metros.

A Azimut 62, que estreia no Brasil na próxima semana, está equipada com dois motores MAN i6 de 800 mhp ou, alternativamente, 900 mhp Volvo D13.

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Com o tema “O mercado náutico vem com tudo”, o salão náutico paulista, como de costume, reunirá os grandes lançamentos e destaques do setor em um só lugar! Além disso, trará um verdadeiro show de experiência. Veja abaixo outros ótimos motivos para visitar o maior salão náutico da América Latina.

Destinos Náuticos: um pavilhão exclusivo destinado a cidades com potencial náutico, que prometem seduzir os visitantes. A atração mostrará o potencial turístico de diversos lugares, cuidadosamente selecionados. Uma ótima oportunidade para planejar seu próximo passeio.

Espaço dos Desejos: os objetos e serviços mais cobiçados do mercado de luxo, de aeronaves a automóveis, estarão ao alcance dos visitantes no Espaço dos Desejos, que reúne marcas de requinte em uma área de mais de 2,5 mil m² reservada.

Tudo sobre mergulho: pelo quarto ano consecutivo, o PADI Dive Festival, maior evento de mergulho da América Latina, será realizado simultaneamente ao Boat Show, com novidades aos amantes do fundo do mar.

Congresso Náutica: para discutir os entraves ao desenvolvimento do turismo náutico no Brasil e como superá-los, especialistas de diversas áreas participarão do 4º Congresso NÁUTICA, que indicará os caminhos a percorrer. O evento, exclusivo para convidados, acontecerá nos dias 27 e 28 de setembro, e reunirá prefeitos e secretários de turismo.

Sabor do Mar: os visitantes do salão náutico paulista poderão saborear um cardápio único dentro de uma experiência gastronômica inesquecível, preparada por um dos principais chefs do Brasil.

Ganhe um jet: os visitantes do Boat Show que preencherem um cupom na entrada do evento concorrerão ao sorteio de um jet Sea-Doo Spark Trixx. Imperdível.

Os principais lançamentos: com o tema “O mercado náutico vem com tudo”, o São Paulo Boat Show reunirá os grandes lançamentos e destaques do setor em um só lugar! Lanchas, equipamentos, acessórios, motores e muito mais!

Aproveite e compre seu ingresso antecipado para visitar o São Paulo Boat Show. Saiba como.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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