Azimut Yachts exibirá quatro embarcações no Rio Boat Show 2019

Por: Redação -
18/04/2019
Foto: Divulgação

Embarcações que são verdadeiros sonhos de consumo, que trazem o design italiano aliado ao conforto e espaços de mansões flutuantes e que chegam a medir mais de 25 metros de comprimento. Líder pelo 19º ano consecutivo em fabricação de embarcações de luxo mundial, a Azimut Yachts, com fábrica no Brasil, anuncia alguns dos modelos da marca confirmados para o maior salão náutico outdoor da América Latina, o Rio Boat Show 2019, que acontecerá de 27 de abril a 5 de maio na Marina da Glória. Confira:

Azimut 83

Este iate de 83 pés tem 4 suítes, áreas de estar, jantar, cozinha completa, dois postos de comando e espaços externos de convivência que impressionam, como um flybridge de mais de 40 m². Ao todo são mais de 250 m², 3 conveses e 25,2 metros de comprimento. Com designers interior e exterior assinados por mundialmente renomados arquitetos, Achille Salvagni e Stephano Righini, a embarcação traz nobreza em cada detalhe, incluindo mármore nos banheiros, uso de grandes espelhos e vidros, couro italiano, revestimentos e madeiras nobres. Cores suaves que contrastam com tonalidades escuras em alto brilho complementam a sofisticação desse iate de grandes dimensões.

Azimut 74

Com 22,6 metros, esta grande lancha traz fibra de carbono em parte de sua superestrutura, o que significa mais leveza, melhor navegabilidade e estabilidade, assim como acontece em foguetes e carros de automobilismo. A redução do peso do barco possibilitou que a marca investisse intensivamente em detalhes e acabamentos de luxo, incluindo metais, pedras, vidros e madeiras. A ampliação dos volumes do barco é mais uma característica, tanto que poderia ser facilmente comparado com um barco de um tamanho maior. No salão principal, por exemplo, sem colunas, áreas de jantar, estar, cozinha e central de comando se integram perfeitamente, com vistas deslumbrantes para o mar, graças a grandiosas janelas que vão do chão ao teto. Quatro belas suítes formam o pavimento inferior, com destaque ao espaço reservado ao proprietário. Com uma grande janela lateral nessa suíte, a impressão é de estar em um aquário pela vista proporcionada. Também conta com outras 3 suítes e 3 pavimentos além de generosa área externa, tudo mobiliado e equipado.

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Azimut 62

Com quase 19 metros de comprimento, este modelo de 62 pés é assinado pelo italiano Achille Salvagni (um dos 100 melhores designers do mundo segundo AD Collector e incluído na lista “A” elaborada pela Elle Decor USA). Conta com móveis elegantes, linhas curvas e ao mesmo tempo versáteis o que possibilita criar diferentes ambientes e atmosferas. É o caso do flybridge com layout personalizável. A embarcação tem o equivalente a 156 m² de área útil, 3 espaçosas suítes, amplas áreas de convivência e móveis exclusivos feitos à mão por artesãos especializados italianos. Grandes janelas panorâmicas, couro italiano, mármore, diferentes tipos de madeiras e outros acabamentos diferenciados são outras das características do modelo.

Nova Azimut 56

Pela primeira vez em evento náutico, a Azimut Yachts apresentará a nova versão do luxuoso modelo Azimut 56. O diferencial é a alteração de layout interior que eleva a cozinha ao convés principal, seguindo a tendência da integração de espaços gourmet e convivência. Apesar das modificações, a embarcação mantém conforto, tecnologia e aproveitamento de espaços da tradicional Azimut 56. Nas áreas externas, destaque para a grandiosa praça de popa com plataforma submergível, espaço para descanso e refeições, e churrasqueira adicional. A proa reserva mais espaços para relaxamento e diversão a bordo através do solário com grandes almofadas e sofá com capacidade para até seis pessoas, sem falar do flybridge, igualmente espaçoso e elegante. Em seu interior, áreas de estar e jantar se integram perfeitamente à central de comando. Cozinha, três cabines espaçosas e dois banheiros finamente decorados com móveis, couro e revestimentos italianos complementam a embarcação.

Anote aí!

RIO BOAT SHOW 2019

Quando? De 27 de abril a 5 de maio
Onde? Marina da Glória
Horário? 27/04 (primeiro dia) – Das 12h às 22h
Dias de semana – Das 15h às 22h
Fim de semana – Das 12h às 22h
05/05 (último dia) – Das 12h às 21h

Acesse: www.rioboatshow.com.br

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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