A empresa britânica Royal Navy começou os testes do inflável Pacific 24, que pode navegar totalmente armado e sem tripulação
Por Felipe Toniolo, sob supervisão do jornalista Otto Aquino
Mais de £ 3 milhões estão sendo investidos no Pacific 24 (P24), um barco inflável que possui grandes diferenciais em relação aos modelos tradicionais. O novo inflável não exige tripulação e pode navegar individualmente ou em grupos a velocidades de até 38 nós!
Em serviço há mais de 25 anos, os barcos tripulados P24s (de 7,8m de comprimento) têm sido fundamentais para tarefas de busca e salvamento no Caribe e no Oriente Médio, com operações de interdição de narcóticos e transporte de pessoas, mercadorias entre navios ou até do navio para terra. Mas a possibilidade de navegar sem tripulação criou uma expectativa grande na Marinha britânica. Segundo a Royal Navy, embarcações sem tripulação podem executar missões similares ou inteiramente novas dos disponibilizados anteriormente.
Em uma declaração, o Ministro das Compras da Defesa, Jeremy Quin, disse: “Iniciar os testes do barco Pacific 24, sem tripulação, é um importante trampolim no desenvolvimento da Royal Navy de sua capacidade autônoma para garantir que nossa frota permaneça na vanguarda da inovação e tecnologia militar, pronto para enfrentar as ameaças em evolução da guerra moderna”.
O Pacific 24 sem tripulação é patrocinado pela NavyX, que é a ala especializada da Royal Navy dedicada ao desenvolvimento, com o teste de novas tecnologias para o uso na linha de frente. A estrutura do sistema de casco e propulsão do P24 a princípio, permanece o mesmo, mas o sistema de controle e os sensores foram alterados ou modificados para permitir o movimento autônomo. Em uso, um marinheiro deve ser capaz de dar tarefas genéricas à embarcação não tripulada, e o barco decidirá por si próprio como executar essa tarefa solicitada.
De acordo com Rob Manson, da equipe NavyX, patrocinadora do projeto, a novidade com operações não tripuladas não é apenas uma mudança radical para a empresa, mas também irá garantir possíveis inovações tecnológicas.
Os testes com o novo barco começaram neste mês, seguidos pela integração nos sistemas de combate e navegação de um exemplar na linha de frente, no fim do ano. Os testes determinarão se os britânicos irão investir em uma frota de embarcações desse tipo ou em algumas missões mais específicas.
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