Confira a história dos “barcos rápidos” que contrabandeavam bebidas e cigarro nos EUA


Durante o período de Lei Seca nos Estados Unidos, diversas maneiras de trazer bebidas alcoólicas e cigarros para o país foram estudadas. Entre elas, a mais eficaz era pelo mar, em que pequenos barcos se afastavam da costa e iam até os grandes cargueiros para contrabandear tais produtos.
Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações
O auge da proibição nos EUA foi na década de 1930, onde imperava o “Corredor do Rum”, quando navios transportavam rum de ilhas no Caribe para bares clandestinos na Flórida, e de lá, para o país inteiro. No entanto, mesmo depois do fim da Lei Seca havia muitos impostos em cima de bebidas e cigarros que chegavam ao país. Nesse ínterim, a solução se voltou novamente para a água.
Com o passar do tempo, os barcos da Guarda Costeira começaram a evoluir e interceptar os navios que realizavam esse contrabando. Em meio a isso, entrou em cena o construtor e projetista Donald Aronow, que revolucionou as lanchas offshore da época. Além de ser o construtor, Aronow foi um famoso piloto de corrida de lanchas offshore —incluindo algumas que ele mesmo projetou.
Diante da eminente revolução das lanchas, logo o “Corredor do Rum” se transformou em “Lanchas de cigarro”, quando eram usadas para fugir da Guarda Costeira entre o Canadá e os EUA.


Leia mais:
>> Marinheiro inglês se prepara para quebrar o recorde mundial de navegação solo
>> Conheça o curioso jet WetBike que pertenceu ao narcotraficante Pablo Escobar
Tais lanchas se diferenciavam por uma combinação de fibra de vidro, kevlar e fibra de carbono, usando um casco de corrida offshore profundo estilo “V”, variando de 6 a 15 metros (20 a 50 pés) de comprimento.
Construídas para atingir altas velocidades, as “lanchas de cigarro”, que com o tempo começaram a ser chamadas de “Go-Fast” (no português, “Barcos Rápidos”), chegaram a alcançar 150 km/h (80 nós), em águas calmas. Já em águas agitadas chegavam aos 50 nós e mantinham 25 nós no mar do Caribe. Essa velocidade já era muito superior aos barcos usados pela Guarda Costeira.
A partir da década de 1960, lanchas que seguiam essas especificações eram as mais utilizadas no contrabando de álcool e cigarro. Posteriormente, na década de 1980, essas mesmas lanchas eram o meio de locomoção das drogas que chegavam aos EUA e que mais tarde iriam para a Europa.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
Gostou desse artigo? Clique aqui para assinar o nosso serviço de envio de notícias por WhatsApp e receba mais conteúdos.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Primeiro veleiro artesanal de Maria Beatriz (Bibi) foi destruído em acidente que vitimou um amigo. Hoje, ela prepara um novo em sua memória
Registros feitos por Izaias Silva Santos mostram a restinga e as dunas lado a lado e encantam a internet
Celebrada em 8 de junho, a data chama atenção para a preservação marinha e para os impactos da ação humana nos ecossistemas aquáticos
Itajaí se destaca pelo turismo ligado ao mar e por ser palco de grandes eventos náuticos, como a The Ocean Race e o Marina Itajaí Boat Show
Pilotos, chefes de equipe e bilionários ligados ao paddock levam ao Principado embarcações que unem luxo, tecnologia e experiências VIP a bordo




