Eles cruzaram o Atlântico a bordo de um carro flutuante em 119 dias nos anos 1990

Por: Redação -
25/10/2019

Em 1999, estes dois amigos italianos – Marco Amoretti e Marcolino De Candia –, cruzaram o Atlântico a bordo de um carro flutuante. A ideia veio do pai de Marco – Giorgio –, que um ano antes de ser diagnosticado com câncer terminal, criou um “automóvel marítimo”. No entanto, ele estava muito doente para concluir a viagem, então seu filho partiu para realizar seu sonho.

Em 4 de maio de 1999, quatro jovens partiram das Ilhas Canárias para alcançar o outro lado do Oceano Atlântico. Eles usaram um Volkswagen Passat destruído e um Ford Taunus cheio de poliuretano flutuante para completar a viagem. “O compartimento do motorista e do passageiro foi organizado como um abrigo. Em cima do carro, tínhamos um barco de borracha com um buraco no meio que nos permitia entrar e sair do carro”, explicou Marco.

Fotos: Reprodução

Os dois irmãos de Marco também embarcaram na aventura, mas desistiram no meio do caminho devido a fortes enjoos. Não que isto tenha desencorajado os dois amigos que tinham certeza de que seriam capazes de realizar a travessia. No entanto, engana-se quem estima que a viagem foi fácil. O par era frequentemente atingido por tempestades e chegou a ser atacado por um tufão. Uma das vezes, eles perderam todo o contato com o mundo quando o telefone via satélite quebrou.

“Quando finalmente ligamos para casa novamente, eu continuava perguntando sobre meu pai. Eles não nos disseram nada para não diminuir nossa confiança, mas, pouco antes de chegarmos à Martinica, descobri que ele havia morrido”, conta Marco.

No entanto, eles desafiaram todas as probabilidades e completaram a exaustiva jornada. Depois de 4 longos meses, os dois viajantes chegaram ao seu destino – o Caribe. “Fiquei orgulhoso porque mostrei ao mundo que o sonho de meu pai não era impossível”, completa o italiano.

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