Ciclone extratropical causa estragos na região Sul e deixa Sudeste em alerta

01/07/2020
Foto: Shutterstock

Na tarde desta terça-feira (30), um ciclone extratropical, fenômeno também chamado de “ciclone bomba”, atingiu a região Sul do país, como mostra o vídeo de Joinville, em Santa Catarina (abaixo). As condições de mar na região Sul e Sudeste do país, em especial na área C (Charlie) do Cabo de Santa Marta (SC) ao Cabo de São Tomé (RJ), ainda merecem muita atenção.

Ventos sudoeste (SW) continuam entrando em toda a região com intensidade de moderada a forte, podendo alcançar os 30 nós – com mais de 40 nós de rajadas – em pontos da costa de Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Sul do Rio de Janeiro. Tais eventos devem ocorrer ainda nesta quarta-feira (1º), entre o meio da manhã e o final da tarde.

No Sudeste, porém, os efeitos serão menores. O ciclone deve apenas tangenciar o Estado de São Paulo em sua passagem pela região. Ainda assim, a previsão do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) é que as temperaturas na capital paulista cheguem a 8º C entre a noite de quinta e a madrugada de sexta-feira. Em cidades como Florianópolis e Balneário Camboriu, em Santa Catarina, a passagem do fenômeno deixou um rastro de destruição.

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As previsões da IPM (Iniciativa Pro Mar) de três dias atrás se consolidam, com o aumento de mar criado pela força dos ventos que atingem a costa. Até o próximo sábado (4), já com forte redução dos ventos a partir da manhã de quinta-feira em quase toda região da área C, devem haver eventos de ressaca em toda a linha costeira do Sul e Sudeste, com ondas de, praticamente, 4 metros. A previsão de condições favoráveis à navegação voltam somente a partir de sábado, em especial em São Paulo e no Rio de Janeiro.

De acordo com o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Heráclio Alves, ciclones extratropicais são relativamente comuns e são formados por áreas de baixa pressão atmosférica. Este que passa pelo Brasil surgiu próximo ao Paraguai e vai cruzar diversas regiões continentais até chegar ao oceano, onde ainda atua por algum tempo e depois perde força.

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