Cidade flutuante nas Maldivas abrigará até 20 mil pessoas

Por: Redação -
15/07/2022

O nome ‘Maldivas’ traz à mente imagens de praias paradisíacas com águas cristalinas e resorts pitorescos. Mas o arquipélago enfrenta uma ameaça catastrófica: o aumento do nível do mar. Uma das soluções criativas que o país encontrou para esse problema é construir uma cidade flutuante que abrigará até 20 mil pessoas.

 

A ‘Maldives Floating City’ ficará a 15 minutos de barco da capital, Malé, e consistirá em aproximadamente 5 mil unidades unidades habitacionais conectadas por passarelas. A megaestrutura, inspirada na geometria dos corais, será instalada em uma laguna de 200 hectares em meio ao Oceano Índico.

 

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O projeto segue um modelo de turismo integrado, o que fica claro pela mistura de casas, hotéis, lojas e restaurantes. Os edifícios serão baixos e ficarão de frente para o mar, posicionados ao longo de ruas ladeadas de palmeiras onde não circularão carros. Uma rede de pontes, canais e docas promete criar coesão e facilitar o acesso a todos os serviços.

 

Sua construção resulta de uma parceria público-privada entre a empresa holandesa Dutch Docklands e o governo das Maldivas. O projeto está sendo elaborado há mais de uma década e atuará como um modelo de desenvolvimento sustentável ​​para o futuro, seja nas Maldivas ou em outros lugares.

As unidades habitacionais são construídas em um estaleiro local e depois anexadas à cidade flutuante. Elas são fixadas a uma imensa placa de concreto subaquática que é parafusada ao fundo do mar em palafitas de aço. Os recifes de corais que cercam a cidade ajudam a fornecer um quebra-ondas natural, estabilizando-a e, assim, evitando desconfortos aos moradores.

 

As primeiras unidades já estão sendo inauguradas, e moradores poderão se estabelecer no local no início de 2024. A cidade está prevista para ser concluída até 2027.

Um futuro incerto

O arquipélago de mais de 1.190 ilhas que compõe as Maldivas é uma das regiões mais vulneráveis ​​do mundo às mudanças climáticas. Grande parte de sua área terrestre fica menos de um metro acima do nível do mar, o que torna o seu território especialmente suscetível ao avanço das águas. Especialistas preveem que, em 2050, 80% do país estará submerso.

 

Mas não se engane: a política das Maldivas não é de terra arrasada. Os projetos urbanísticos que visam salvar o futuro do país também se preocupam com manter a natureza já existente.

 

“Esta cidade flutuante não requer nenhuma recuperação de terras, portanto, causa um impacto mínimo nos recifes de coral”, explica Mohamed Nasheed, ex-presidente das Maldivas e atual presidente do Parlamento. “Nossa adaptação às mudanças climáticas não deve destruir a natureza, mas trabalhar com ela. Nas Maldivas, não podemos parar as ondas, mas podemos subir com elas.”

 

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