Embarcação centenária encontrada no litoral paulista pode ser o veleiro inglês Kestrel

Por: Redação -
26/10/2017
Foto: Reprodução

Os destroços de um navio centenário encontrados na Praia do Embaré, em Santos, no litoral de São Paulo, podem se tratar do veleiro inglês Kestrel, que afundou nessa região em fevereiro de 1895.

 

De acordo com uma publicação da época, o encalhe do Krestel ocorreu pela ausência de um capitão a bordo. Uma ventania levou a embarcação à praia e um rebocador que navegava pela barra da cidade ainda tentou fazer o resgate, sem sucesso. “Era um veleiro de três mastros, que se assemelha aos destroços localizados”, relatou o arqueólogo Manoel Gonzalez.

 

Análises revelaram que a embarcação está toda enterrada e que, dentro dela, há um objeto de metal do tamanho de um carro popular. Uma equipe de arqueólogos aguarda liberação para poder realizar a escavação do local.

 

Segundo a prefeitura, os destroços – formados de pedaços de madeira e metal – têm pouco mais de 50 metros de comprimento e 12 metros de largura, aproximadamente. A equipe que estuda a descoberta constatou que trata-se de uma embarcação de mais de 100 anos, por conta do material encontrado.

 

Arqueólogos e historiadores de Portugal foram acionados para auxiliarem nas investigações. Gonzalez lidera um grupo de seis pesquisadores eaguarda autorização da Marinha do Brasil para realizar uma escavação prévia de trechos da área, para complementar a análise e encontrar outras pistas, como eventuais cargas que ele transportava. “Por enquanto, é um fragmento sem vida. Tendo todas as informações encontradas, ajuda a criar uma vida para ele”.

 

A Marinha do Brasil ainda analisa os documentos protocolados pelo arqueólogo sobre a descoberta. Apenas a autoridade marítima pode autorizar a escavação do sítio arqueológico, que é monitorado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Ministério Público, na esfera Estadual e Federal.

 

A intenção dos pesquisadores é escavar toda a área e retirar por completo o navio. “É uma operação que deve ser feita para preservá-lo, além de garantir a segurança dos banhistas. Depois, ele pode ser exposto”, fala. Estima-se que o trabalho custe R$ 1 milhão, e o grupo ainda estuda uma maneira de viabilizá-lo.

 

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