Flex 450 tem conforto, design e acabamento de um autêntico barco de lazer

29/11/2017

Quando o assunto é inflável, imagina-se logo um barco com tubulões de borracha coloridos, cockpit com console central, casco de fibra de vidro e bancos que cumprem simplesmente a sua função precípua. Não é o caso deste Flex 450. Cheio de requinte, o inflável de 4,50 metros de comprimento por 2,15 m de boca, da Flexboat, inaugura a linha Premium da marca, caracterizada pela construção moderna e pelo acabamento esmerado.

Embalado para passeio, vem equipado com apoio de braço almofadado com alças ergométricas, almofadas de espuma injetada à prova d’água, escada retrátil e targa de inox. Outro diferencial deste, digamos, bote de luxo — segundo o estaleiro, este 15 pés mira também o mercado de botes de apoio para iates — é a posição de pilotagem, a boreste em vez de central, com a manete fixada na carenagem deste bordo. Compacto, ele foi desenhado para transportar até cinco pessoas em águas parcialmente abrigadas. Pesa 450 kg sem motor e vazio. Pouco, muito pouco mesmo nele lembra o Flexboat SR15, seu irmão em tamanho, lançado no início dos anos 1990, nos primeiros anos de vida do maior fabricante brasileiro de barcos infláveis.

Por fora, a parte mais marcante no design do Flex 450 é a carenagem. Repare que ela envolve o banco na popa (confortável para dois adultos) e termina no console de pilotagem a boreste. Além de imprimir um estilo mais encorpado ao barco, essa carenagem serve para esconder a bem-acabada capota de fibra — esta, equipada com hastes embutidas, à prova de vibrações ou ruídos — que, assim, não polui o visual do barco nem atrapalha a movimentação a bordo. É verdade que existe uma técnica para armar e desarmar a capota de fibra, mas nada que não se aprenda rapidamente na entrega técnica.

Detalhe: para evitar que o mofo manche o tecido da capota, há ventilação nos dois lados da carenagem, escondida atrás do nome do barco — outra boa ideia dos projetistas. Debaixo do anatômico banco de popa, existe um grande paiol com volume de 570 litros, maior que o porta-malas de um automóvel Corolla, por exemplo, e mais que suficiente para guardar coletes salva-vidas, defensas, cabos de amarração e material de limpeza. O manuseio desse banco é facilitado pelos dois amortecedores de inox, que não sofrem com o ataque da maresia. Na extremidade da popa, chama atenção o acabamento plástico existente nos cones dos dois tubulões, imitando a saída das turbinas de um avião a jato.

Você pode conferir tudo sobre este modelo na edição do mês de Náutica, disponível nas principais bancas e livrarias do país, na loja online e, também, na versão digital.

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