Pontoons em alta: Fluvimar atualiza linha com foco em mais conforto e sofisticação
No São Paulo Boat Show, marca apresenta três embarcações, incluindo o carro-chefe da linha, que recebeu mudanças na área gourmet, no banheiro e nos acabamentos


A Fluvimar participa do São Paulo Boat Show 2026 com três embarcações em exposição. Os modelos trazem novidades voltadas principalmente ao conforto, à praticidade e à sofisticação a bordo. Entre os destaques está o F-Boat 9500, carro-chefe e campeão de vendas da marca, que chega ao salão com atualizações de configuração e acabamento.
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Segundo Aline Almeida, representante comercial da Fluvimar, as mudanças acompanham uma procura maior pelos modelos da marca. “A gente quis trazer mais sofisticação e conforto, porque estamos tendo uma procura maior”, explica.


Entre as novidades do modelo está a possibilidade de utilizar quartzo no lugar da madeira em alguns elementos do interior. Para a versão 2027, a Fluvimar oferece quatro opções de cores do material, que podem ser aplicadas na área gourmet e nas mesas de centro.


A escolha pelo material também está relacionada à facilidade de manutenção. De acordo com Aline, a utilização do quartzo já havia sido testada na versão X da embarcação — considerada a mais requintada da linha —, e teve boa aceitação entre os clientes.
A madeira tem a questão de ficar envernizando, tendo a manutenção e tudo mais. O quartzo facilita a manutenção e a limpeza também– frisou Aline
A área gourmet do 9500 também recebeu uma série de atualizações. Em uma delas, a antiga geladeira deu lugar a uma cervejeira com chopeira, enquanto a churrasqueira passou a utilizar sistema por infravermelho, em substituição ao modelo com chama utilizado anteriormente.


A mudança, segundo a representante da marca, busca reduzir a emissão de fumaça e trazer mais segurança durante o uso. A pia, por sua vez, recebeu uma nova cuba, quadrada. Nas especificações técnicas, são 9,50 metros de comprimento, 3 metros de largura, capacidade para 26 passageiros, tanque de combustível de 300 litros (200 litros e água) e motorização de 250 a 300 hp.
Duplo Deck ganha espaço no andar superior
O segundo modelo apresentado pela Fluvimar no São Paulo Boat Show 2026 é o F-Boat 9500 Duplo Deck — o mesmo escolhido pelo sertanejo Zé Neto, da dupla Zé Neto e Cristiano. A embarcação recebeu atualizações justamente na área superior, que ficou mais espaçosa nesta configuração.


O espaço também ganhou um bar para armazenamento de bebidas e uma geladeira no deck superior, recurso pensado para facilitar a utilização da área por quem permanece nesse ambiente.




As especificações técnicas trazem 9,50 metros de comprimento, 3 metros de largura, capacidade para 26 passageiros (mais 5 no deck), tanque de combustível de 300 litros (200 litros e água) e motorização de 300 hp.




Fluvimar X aposta em perfil esportivo
Com o costado totalmente em fibra, o F-Boat 9500 X é apresentado pela marca como uma opção de perfil mais esportivo e sofisticado — e também recebeu alterações. Entre as mudanças está a instalação de um vaso sanitário mais alto, com o objetivo de aumentar o conforto durante o uso. O banheiro também conta com chuveiro, permitindo que o espaço seja utilizado para banho.


Outro detalhe são as pastilhas aplicadas no piso, que, segundo a marca, facilitam a limpeza e contribuem para o acabamento do ambiente. Os três modelos expostos podem ser configurados com banheiro. A Fluvimar também oferece a possibilidade de substituir o ambiente fechado por uma cortina, ampliando o espaço disponível para estofados.


As especificações técnicas apresentam 9,87 metros de comprimento, 3 metros de largura, capacidade para 26 passageiros, tanque de combustível de 320 litros (200 litros e água) e motorização de 250 a 300 hp.




Para Aline, parte do interesse pelos pontoons está relacionada à proposta de convivência a bordo. “É uma navegação mais espaçosa, que permite maior convivência na área social. Você consegue interagir com todo mundo”, destacou.
São Paulo Boat Show 2026
O maior salão náutico da América Latina leva seus visitantes para uma verdadeira imersão no universo das águas. Mais de 170 embarcações, incluindo botes, lanchas e jets, tomam conta do pavilhão do São Paulo Expo e podem ser vistas de perto.


O público ainda encontra uma ampla variedade de equipamentos, motores, acessórios e serviços náuticos das principais marcas do mercado. Veículos off-road, projetos inovadores e atrações para toda família, como o NÁUTICA Talks, complementam o evento, que traz ainda o Espaço dos Desejos, área de luxo que expõe carros esportivos, helicópteros, relógios de alto padrão e até obras de arte.
Desconto para leitores NÁUTICA
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SÃO PAULO BOAT SHOW 2026
Quando: de 24 a 29 de setembro de 2026
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP)
Horário: das 13h às 22h; no primeiro dia, abertura às 15h; no último dia, encerramento às 21h
Mais informações: no site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
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Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
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Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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