FS Yachts exibe FS 355 pela primeira vez com motor de centro-rabeta e área gourmet
Desde a noite em que foi revelada, em abril deste ano, a FS 355 tem deixado a FS Yachts orgulhosa de seu novo projeto. Depois de atracar nos últimos Boat Shows, realizados no Rio de Janeiro, Itajaí e Brasília, chegou a vez de jogar seu charme ao público de São Paulo — e com mudanças que a tornam ainda mais atraente.
Confira quem passou pelo Lounge NÁUTICA no segundo dia de São Paulo Boat Show 2024
São Paulo Boat Show 2024: confira a transmissão ao vivo do 3º dia
Inscreva-se no Canal Náutica no Youtube
A primeira aparição com motor de centro-rabeta é uma delas. Embora projetada para comportar a opção, a lancha nunca havia sido exibida ao grande público na versão em que atracou no salão paulista.


A mudança abre possibilidade para um espaço gourmet completo, com porta copos, geleira, churrasqueira elétrica, tábua e pia espaçosa, que substituem os bancos que completam o modelo com motorização de popa.


Outro detalhe especialmente pensado para o São Paulo Boat Show é a cor oak green do casco. A aposta da FS tem inspiração nos carros de luxo europeus que adotaram a tonalidade, capaz de alternar entre um verde metalizado e um quase preto, a depender da incidência da luz do sol.


Por dentro da FS 355 exibida no salão
Ricardo Fragoso, diretor de exportação da FS Yachts, destaca a amplitude do salão gourmet, “parecido com o de barcos acima de 40 pés”. O motivo é a boca de 3,50 metros, a maior da categoria de lanchas na faixa dos 35 pés.
O tamanho, inclusive, chega a 4,35 metros quando aberta, a toque de botão, a plataforma lateral à boreste, que aumenta ainda mais o espaço de lazer na popa.


“Nós optamos por fazer só uma [plataforma lateral] para não perder a possibilidade do sofá. A gente tem uma baita sala aqui”, comenta Ricardo, ao mostrar os espaços de convivência no cockpit, que também incluem uma mesa dobrável capaz de esticar o comprimento do corredor que liga a popa ao restante do barco.


Na lateral, um pequeno sofá se situa próximo à cozinha, equipada com cooktop, geleira e espaços de armazenamento — os quais se multiplicam ao longo da lancha, a começar pelo paiol abaixo do banco no espaço gourmet.
É um barco que, por ter um projeto moderno, te dá muitas possibilidades– Ricardo Fragoso, à NÁUTICA
Na área do piloto, três bancos rebatíveis garantem momentos em família durante a navegação. A FS optou por volante italiano e bastante espaço para telas, além de sistema de som e outros recursos.


O acesso à proa fica por conta de uma passagem lateral, que recebeu uma portinhola que a isola quando necessário. No solário, três pessoas se acomodam confortavelmente e conseguem controlar o som pelos botões na lateral. A parte do paiol de âncora ainda serve como banco.


Já no convés inferior, a cama de proa pode ser remodelada para bancos com mesa. Um banheiro com box fechado, ar-condicionado e vaso elétrico serve os passageiros e fica de frente para a segunda cozinha, com pia, microondas e painel elétrico.




Descendo um degrau, duas camas de solteiro à meia-nau garantem o pernoite de quatro pessoas — sendo possível transformá-la em uma ampla cama de casal.


Quem gosta de passar um tempo na casa de máquinas pode ainda desfrutar do diferencial que a FS 355 traz por meio do acesso hidráulico, que levanta toda a parte da sala para garantir a amplitude no espaço durante a manutenção.
No São Paulo Boat Show, a lancha aparece com t-top em preto brilhante — sendo possível optar pelo fosco — e com dois motores Mercruiser de 300 hp DTS. Segundo o estaleiro, o modelo exposto estará com promoção especial até o final do evento, saindo por R$ 1.679.000.


Além da FS 355, a FS Yachts também exibe a FS 260, FS 290 e FS 360.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reúne, neste ano, mais de 120 marcas e 150 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda podem participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.


Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Anote aí!
Quando: De 19 a 24 de setembro de 2024
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP, 04329-900)
Horário: Quinta-feira das 15h às 22h e nos demais dias das 13h às 22h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Tags
Relacionadas
Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
[caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"]

Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades
Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina
Lançada no São Paulo Boat Show 2026, lancha da Real Powerboats registra alta procura e tem toda a produção vendida até o próximo ano




