Começa hoje: 4ª Regata Sergipe-Bahia homenageia Aleixo Belov e conecta os dois estados pela vela
Evento espera reunir 40 veleiros e cerca de 200 velejadores em percurso de 160 milhas náuticas


Começou, nesta sexta-feira (30), a 4ª da Regata Sergipe-Bahia, que teve sua largada às 8h, e chegada prevista na Baía de Todos os Santos neste sábado (31). Nesta edição, a regata homenageia Aleixo Belov, referência da navegação brasileira, dono de seis voltas ao mundo.
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A expectativa da organização é que o evento reúna 40 veleiros e cerca de 200 velejadores, que já estão percorrendo as 160 milhas náuticas em mar aberto, cerca de 300 quilômetros, partindo do Iate Clube de Aracaju, em Sergipe, até o Yacht Clube da Bahia.


O percurso exige entre 24 e 30 horas de navegação ininterrupta, numa frota composta por veleiros de portes variados, de 28 a 55 pés.
O evento, também conhecido como RESEBA, possui projeção nacional e reúne velejadores de sete estados brasileiros, incluindo participantes do Rio Grande do Sul. Das 30 embarcações inscritas, apenas cinco são sergipanas.


A Marinha do Brasil oferece suporte essencial à prova, realizando a vistoria prévia de todas as embarcações, acompanhando o percurso com lanchas de apoio e disponibilizando o navio-veleiro oceânico João das Botas, da Escola Naval, que também integra a flotilha participante.
Na sua quarta edição, a regata Sergipe-Bahia vai para a sua quarta edição, sendo a terceira maior regata de percurso do Brasil — atrás da Recife-Fernando de Noronha e Rio de Janeiro-Santos.


A realização é da Barlavento Consultoria, do Iate Clube de Aracaju e da Associação SouRio de Desenvolvimento Sustentável.
Homenagem a Aleixo Belov
Lenda viva da navegação, Aleixo Belov já completou seis voltas ao mundo — a última delas, neste ano, após conquistar a temida Passagem Nordeste.


Após fugir da Segunda Guerra Mundial e encontrar sua paixão pelo oceano no Brasil ainda criança, Aleixo Belov realizou o feito de completar três voltas ao mundo solitárias em um barco construído por ele mesmo no quintal de casa, o famoso Três Marias — hoje exposto no Museu do Mar Aleixo Belov, em Salvador (BA).
O navegador ainda construiu o Veleiro Escola Fraternidade, embarcação maior e de aço, com o qual fez mais história. O barco protagonizou sua quarta e quinta volta ao mundo — essa última, em 2018.


Em 2025, ele partiu de Salvador e se sagrou com o primeiro veleiro das Américas a atravessar por inteiro a lendária Passagem Nordeste — uma das rotas marítimas mais complexas do planeta, que liga o Atlântico ao Pacífico pelo Ártico — chegando à Sibéria após navegar por mais de 4.500 milhas náuticas russas em temperaturas congelantes.


Após conquistar as águas gélidas, em fevereiro deste ano, Belov retornou a Salvador, concluindo sua 6ª volta ao mundo. À época, ele afirmou que esse foi o maior desafio de sua vida: “tivemos que vencer o gelo, as intempéries e lidar com a burocracia da região. Mas conseguimos”.
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