A bordo de seu novo barco, uma Schaefer V44, Gisele Bündchen e Joaquim Valente curtem Miami
1ª aparição do casal após a modelo dar à luz ao terceiro filho foi no barco do estaleiro brasileiro, que estará no Rio Boat Show 2025


Gisele Bündchen promete desfilar bastante, mas agora sobre as águas, a bordo de sua nova Schaefer V44. O modelo, já testado por NÁUTICA, foi adquirido recentemente por Joaquim Valente, namorado de Gisele, a tempo de celebrar a chegada do primeiro filho do casal (e terceiro da modelo), River.
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Que este iate deslumbrante seja o cenário perfeito para criar novas memórias preciosas– escreveu a Schaefer no anúncio da venda
A embarcação foi adquirida durante o Miami Boat Show, que aconteceu em fevereiro. O casal, inclusive, já foi avistado ao menos três vezes curtindo as águas de Miami a bordo da luxuosa lancha nesse tempo.


Em uma das ocasiões, a modelo e o lutador receberam um grupo de amigos. O barco, aliás, tem capacidade para até 14 pessoas (4 no pernoite). A filha de Gisele com o jogador de futebol americano Tom Brady, Vivian Lake, de 12 anos, também já aproveitou os recursos da nova embarcação.
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Nas fotos, que já estampam jornais internacionais, é possível ver que Valente assume o comando da embarcação em algumas ocasiões. Gisele e os amigos, por outro lado, aproveitaram os espaços aconchegantes tanto da popa quanto da proa do barco para socializar e relaxar.
Schaefer V44, a nova lancha de Gisele Bündchen
Projetada especialmente para o mercado americano, cujos usuários apreciam lanchas de passeio estilo retrô, com proa reta, console de pilotagem central e motores de popa, a V44 segue a trajetória de sucesso de sua antecessora, a V33, lançada em 2020.


Com 13,61 m de comprimento (44,8 pés) e 4,17 m de boca, essa walk around nasceu com os avanços da indústria náutica de ponta no mundo, começando pela tripla motorização de popa de 400 hp cada — que pode chegar a uma trinca de 600 hp cada.
A V44 ainda oferece recursos extras para as horas em que o barco fica parado, como a criação de duas varandas laterais (beach clubs ou open decks), que aumentam a largura do cockpit em 1,35 m — a boca máxima do barco salta para 5,52 metros, resultando em mais espaços tanto para a circulação como para a colocação de itens adicionais de conforto, como cadeiras de sol.
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Atrás do posto central de pilotagem fica um grande móvel gourmet, equipado na parte superior com grill elétrico, caixa térmica, cuba, além da indispensável lixeira na lateral a boreste. Na parte vertical fica uma geladeira elétrica, além de um armário e de uma máquina de gelo. Acima, como item de série, há uma a tv de 43 polegadas, de acionamento elétrico.


Além do chamado espaço gourmet no cockpit, a V44 conta com uma cozinha completa a bombordo da cabine, com fogão elétrico de duas bocas, forno de micro-ondas, geladeira e pia com cuba profunda. Na proa, há o clássico sofá em V conversível em uma cama de casal. À meia-nau, debaixo do cockpit, fica o segundo camarote aberto, com duas boas camas de solteiro.


A Schaefer V44, nova lancha de Gisele Bündchen, poderá ser vista de perto durante o Rio Boat Show 2025, junto da Schaefer 600, lançamento da marca. O salão náutico acontece na Marina da Glória, de 26 de abril a 4 de maio.
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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