Grupo Ferretti investe R$ 16,9 milhões em estaleiro na Itália para construir megaiates de até 100 metros

Empresa obteve aprovação para expansão de sua fábrica em Ancona, onde constrói iates para a CRN, Custom Line, Riva e Pershing

26/10/2026
Foto: Autorità di Sistema Portuale del Mare Adriatico Centrale/ Divulgação

O Grupo Ferretti segue com seus planos de expansão, seja dentro ou fora do Brasil. Na última quarta-feira (21), a empresa obteve aprovação para uma expansão de 3 milhões de euros (cerca de R$ 16,9 milhões, em conversão realizada em outubro) de seu estaleiro em Ancona, na Itália, o que abre caminho para a construção de megaiates de até 100 metros de comprimento (328 pés).

O projeto recebeu autorização no âmbito da Zona Econômica Especial (ZEE) da Itália, em um processo que levou apenas 54 dias, sendo esta a primeira aprovação desse tipo emitida no Porto de Ancona. Inicialmente, o investimento prevê a ampliação de um pavilhão de produção existente no estaleiro, que constrói iates para a CRN, Custom Line, Riva e Pershing.

Riva 82′ Diva. Foto: Riva Yachts / Divulgação

O valor investido será destinado a aumentar as dimensões de um galpão de construção, com a obra sendo concluída em seis meses, segundo informado no anúncio da Autoridade Portuária do Sistema Adriático Central, órgão público da Itália que administra os portos e as infraestruturas marítimas da região.

Ainda segundo a autoridade portuária, o projeto e as iniciativas industriais associadas poderão gerar aproximadamente 30 milhões de euros (cerca de R$ 169 milhões) em atividade econômica mais ampla. Micro Carloni, presidente do órgão, no comunicado oficial, comemorou o avanço.

A nossa prioridade é que as empresas encontrem um ambiente favorável nos portos do sistema, e em Ancona em particular, para concretizarem os seus projetos de crescimento e competitividade– disse Carloni

Ele ainda indicou que outros investimentos significativos são esperados — embora nenhum projeto ou orçamento adicional tenha sido detalhado.

 

Além de Carloni, a autorização foi assinada por Giosy Romano, coordenador da estrutura nacional da ZEE para o sul da Itália, e contou com o apoio da Prefeitura de Ancona e do governo regional de Marche, região no leste da Itália entre os montes Apeninos e o Mar Adriático.

Preparados para o próximo passo

A ampliação reforça a importância de Ancona como principal polo de produção de megaiates do Grupo Ferretti. Fundado em 1963 como um estaleiro da CRN, o complexo passou a concentrar a fabricação de iates do grupo em 2019.

Foto: Ferretti Group/ Divulgação

Segundo dados oficiais da empresa, a área total das instalações é de 76.945 metros quadrados, dos quais 32.704 metros quadrados correspondem a espaços de produção cobertos. O estaleiro conta com nove galpões de construção, distribuídos entre a fabricação de iates a motor com cascos de aço e alumínio e a linha Custom Line.

 

Desse total, quatro galpões são voltados à construção de embarcações com casco metálico, enquanto os outros cinco atendem à produção da Custom Line. O complexo também dispõe de uma marina privativa, utilizada em procedimentos de testes, lançamento e entrega dos iates finalizados.

Foto: Ferretti Group/ Divulgação

Atualmente, a CRN define sua operação em Ancona como especializada no desenvolvimento de megaiates totalmente personalizados, com cascos de aço e alumínio e comprimentos entre 45 e 95 metros.

Iates entregues em 2026

A expansão ocorre após um período de construção significativa de iates em Ancona, onde a CRN vem desenvolvendo diversos projetos totalmente personalizados, com embarcações que chegam a quase 300 pés, como o modelo de 86 metros CRN 144 e o CRN Cerulean, de 70 metros, entregue em setembro de 2026.

Cerulean. Foto: CRN Yacht/ Divulgação

Ainda neste ano, o estaleiro lançou o primeiro Custom Line Saetta 128, de 39,8 metros, com três unidades já vendidas, além do primeiro Navetta 35, lançado em maio. Outros quatro iates Custom Line chegaram à água no primeiro trimestre do ano, evidenciando o ritmo de produção da unidade.

Navetta 35. Foto: Custom Line Yacht/ Divulgação
Saetta 128. Foto: Custom Line Yacht/ Divulgação

Até o momento, nenhum projeto específico de 100 metros foi anunciado em relação à expansão. Porém, na visão do Grupo Ferretti, o investimento fornecerá infraestrutura adicional para a futura construção de iates de grande porte personalizados.

 

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    Teste Schaefer V34: nascida para o mundo

    Terceiro modelo da linha V do estaleiro, iniciada pela elogiadíssima V33 e seguida pela igualmente bem-sucedida V44, a Schaefer V34 é uma lancha walk around, de conceito esportivo, desenvolvida — assim com suas “irmãs — para o mercado internacional, especialmente os Estados Unidos, para onde são enviadas versões com motores de popa — normalmente, dois de 300 hp cada. No Brasil, porém, há também opções de centro-rabeta (diesel, na faixa de 320 hp ou acima). Curiosamente, a configuração de popa, que parecia destinada apenas ao mercado externo, tem ganhado cada vez mais adeptos por aqui.

    Inspirada na V33 — lançada em 2020 e já com muitas unidades vendidas —, a Schaefer V34 traz atualizações no design, no conforto e no estilo de navegação, mantendo a essência esportiva do modelo original. “Modernizamos sem perder nada”, resume o projetista Marcio Schaefer (o Marcinho, filho comandante do estaleiro, Marcio Luz Schaefer) ao detalhar as novidades. [caption id="attachment_211597" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] A principal inovação está no hard-top de fibra de vidro, que na V34 ganhou desenho completamente novo. Na V33, o T-top se limitava à área central, protegendo apenas o posto de comando e o espaço gourmet, que fica atrás do banco do piloto. Já na nova versão, as targas foram deslocadas para as laterais do costado, o que permite que a cobertura se estenda por toda a parte interna do cockpit. O resultado é um espaço mais integrado, com melhor aproveitamento da área gourmet e sensação de amplitude a bordo. [caption id="attachment_211593" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Assista ao teste completo!   https://www.youtube.com/watch?v=8rLDWIJnma0&t=34s

    Interior refinado

    Apesar de privilegiar as áreas externas, a V34 tem uma cabine com cama para duas pessoas, banheiro completo, pia e armários — ou seja, oferece um bom conforto para os pernoites. O acesso é feito por uma porta deslizante localizada a bombordo do posto de pilotagem, com trava de segurança. A escada tem degraus fundos e largos. Lá dentro, há um bom sofá em V que se converte em uma cama de casal, além de uma bancada com cuba e armários a bombordo (que não chega a ser uma cozinha, apenas permite a instalação de uma geladeira de 12 volts) e, a boreste, um armário vertical, que pode ser usado como guarda-roupa de uma porta. A iluminação, de teto, é confortável, e existem várias tomadas (de 127 ou 220 volts) distribuídas pelo ambiente. [caption id="attachment_211589" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] O banheiro conta com vaso elétrico, ducha, pia, espelho, porta-toalha, armário, vigia com ventilação natural e luz de led. O pé-direito na cabine é de 1,85 m (quase ninguém bate a cabeça no teto), inclusive no banheiro. Como o camarote é aberto, e há entrada de luz por várias janelas, a sensação de espaço interno aumenta ainda mais. Por sua vez, a gaiuta na proa, quando aberta, oferece ventilação abundante. [caption id="attachment_211623" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Para garantir maior conforto nos pernoites, é possível instalar gerador e ar-condicionado. Opcionalmente, o barco pode vir também com estabilizador Seakeeper.   Já como item de série, a lancha conta com tanque de águas negras; ou seja, o esgoto não vai para a água — todo barco com banheiro deveria ter esse reservatório de armazenamento temporário para dejetos sanitários (fezes e urina) provenientes do vaso, essencial para evitar a poluição marinha. [caption id="attachment_211591" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Console central bem protegido

    O posto de comando também foi redesenhado. Em vez de um banco corrido, como na V33, a nova lancha oferece dois bancos individuais. Por sua vez, o para-brisa é integral, conectado ao teto, e ainda há dois vidros laterais rentes ao painel, com proteção efetiva contra vento, respingos e até frio — um ganho considerável para quem navega em diferentes condições. No painel, há espaço para duas telas de 12 polegadas. O volante tem ajuste de altura. A posição de pilotagem é confortável, com assento rebatível e apoio para os pés nas duas posições. Por se tratar de um barco com console central — tanto o piloto como seu acompanhante têm boa visão dos dois bordos.   Para não dizer que tudo é perfeito, a posição do rádio VHF, que fica meio escondido, poderia ser um pouco melhor; mesmo assim, dá para visualizar bem o canal. Em compensação, a bússola está centralizada em relação ao piloto, como dever ser. [the_ad_placement id="post-middle-desktop-970-250"] [the_ad_placement id="post-vertical-mobile-328-400"] Quanto ao conjunto de botões para acionar luzes e equipamentos a bordo, a popular “botoeira”, a Schaefer Yachts opta por manter os interruptores individualizados, em vez de agrupá-los em blocos. A solução privilegia a leitura e o manuseio: com cada comando separado e devidamente identificado, reduz-se o risco de confusão — algo comum em painéis com botões muito próximos entre si — e ganha-se em praticidade no uso diário.   Fora do console central, na parede da amurada a boreste, há um painel no qual, em caso de emergência, basta apertar dois botões e cortar o combustível que alimenta os motores. [caption id="attachment_211602" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Circulação exemplar, proposta bem definida

    Como toda boa walkaround, a V34 privilegia a circulação. E aqui o estaleiro foi especialmente feliz: passagens laterais amplas e seguras permitem contornar toda a embarcação sem esforço; os pegadores são firmes e as amuradas, acolchoadas, o que aumenta o conforto ao se deslocar e evita impactos, especialmente com o barco em movimento. Vale observar, porém, que a adoção do hard-top integral — que se estende até os bordos — a targa acaba limitando a movimentação em situações específicas de pesca esportiva, já que as varas podem esbarrar na estrutura durante a briga com o peixe. Não chega a ser um problema propriamente dito, mas um indicativo claro do posicionamento do modelo: ao contrário da V33, a V34 nasce com foco no lazer e no passeio, e não na pesca.   No piso, a madeira teca é item opcional.  Nas laterais internas do casco, há lugares para guardar varas de pescar, arpões e demais instrumentos de pesca ou caça submarina, além de um degrau embutido. [caption id="attachment_211592" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Na proa, o solário generoso, com porta-copos nos braços móveis e cintas que mantêm os estofados firmes mesmo em navegação, reforça a vocação para o lazer. Um detalhe engenhoso é a escotilha de ventilação da cabine, discretamente encoberta pela seção dianteira do solário: quando o espaço não está em uso, basta erguer essa parte para liberar a abertura e favorecer a circulação de ar no interior. Além disso, para iluminar a cabine, há janelas nos dois bordos e na proa. Ainda na proa, há soluções bem pensadas por todos os lados: lançador de âncora móvel — um braço articulado e retrátil, que avança para o lançamento do ferro e depois se recolhe —, paiol profundo para corrente, compartimentos bem distribuídos e um segundo paiol com esguicho de água doce ou do mar, além de detalhes típicos da Schaefer, como ferragens robustas (os cunhos, de 8 polegadas, de inox, são reforçados), pintura perolizada e excelente padrão construtivo. [caption id="attachment_211594" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Já na praça de popa, o layout inteligente garante uma excelente área de convivência. Há uma mesa de teca com abas dobráveis e base retrátil, cercada por dois sofás dispostos frente a frente — ambos com encostos rebatíveis. O de ré permite a conversão em solário, enquanto o oposto pode ser invertido, deixando os ocupantes voltados para o móvel gourmet instalado logo atrás do posto de comando. Com a mesa rebaixada e o encosto do sofá de ré ajustado, o conjunto se transforma facilmente em um amplo solário. Opcionalmente, é possível instalar uma cobertura retrátil do tipo stobag. O pé-direito sob o hard-top é de aproximadamente 2,00 metros, com 1,94 m no posto de comando. Embaixo de todos os assentos, há espaço suficiente para guardar os coletes salva-vidas, o extintor de incêndio, defensas, cabos de cais, tralhas, etc.   A área gourmet — ampliada em relação à V33, em estilo mais próximo ao da V44 — conta com churrasqueira elétrica (ou a carvão), caixa térmica conversível em geladeira, uma boa tampa que pode ser usada como balcão, lixeira e pia com cuba e torneira. Embaixo, há dois grandes armários, com portas de acrílico e pegadores de inox. Um deles é do tipo cristaleira; o outro, indicado para guardar utensílios e mantimentos. [caption id="attachment_211598" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Schaefer / Divulgação[/caption] A plataforma de popa permite o embarque pelos dois bordos, mesmo com motores on-board instalados. A boreste, embutida, fica a escada de popa — de inox, com pegador e com quatro degraus, como é desejável. A entrada no cockpit, pelos dois bordos, é protegida por portinholas. [caption id="attachment_211599" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Casa de máquinas

    A V34 pode ser equipada com um motor de centro-rabeta a diesel ou um par de motores de popa. Neste teste de NÁUTICA, estava equipada com dois motores de popa de 300 hp cada. O acesso ao porão se dá com o levantamento — por meio de um mecanismo elétrico — de um dos sofás e do piso sob ele. Tudo muito simples e rápido. Na versão popa, com a ausência dos motores, sobra espaço para armazenar muita coisa, como parte do material de salvatagem, por exemplo. Por esse porão tem-se acesso aos tanques de água, de 150 litros, e de combustível, de 700 litros. [caption id="attachment_211595" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Mesmo casco, mesma confiança

    Hora de navegar. Segundo as projeções do estaleiro, com essa motorização, a Schaefer V34 pode alcançar velocidade máxima na casa dos 40 nós. Para conferir se entrega mesmo o que promete, levamos a irmã da V33 para ás águas de Bertioga, no litoral de São Paulo. Estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp.Se o design e o layout evoluíram, o casco permanece o mesmo — e isso é uma ótima notícia. A V34 herda da V33 um casco já amplamente testado e aprovado. Durante o teste, o desempenho confirmou a reputação: navegação macia, sem pancadas secas, com controle total tanto contra quanto a favor das ondas. A 24 nós contra o mar, o casco manteve compostura exemplar. A favor, navegando a 32 nós, mostrou estabilidade e precisão. Em outras palavras: continua sendo um barco fácil de pilotar, previsível e prazeroso — características fundamentais para o público que busca esse tipo de lancha.   Com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp e condições ideais, a velocidade pode chegar a cerca de 43 nós. Neste teste, em mar mexido, com ondas de cerca de 1 metro e ventos de 10 a 12 nós, alcançou 42,4 de top, a 6 000 rpm. Para quem busca ainda mais desempenho, há opção de motorização mais potente, como dois motores de popa de 400 hp cada, com os quis é possível superar a casa dos 50 nós. A velocidade de cruzeiro com a motorização testada foi de 27,4 nós, a 4 000 giros, com autonomia próxima de 211 milhas.   Em resumo, a Schaefer V34 não tenta reinventar a fórmula — e acerta justamente por isso. Mantém o que a V33 tinha de melhor (casco, desempenho, proposta) e eleva o conjunto com melhorias práticas e perceptíveis no uso real. Mais protegida, mais integrada e mais madura, ela se posiciona como uma evolução natural dentro da linha V do estaleiro e como uma alternativa extremamente consistente para quem busca uma walkaround moderna, eficiente e pronta para diferentes cenários de navegação. A sensação é clara: a V33 cresceu. E virou um barco ainda melhor. [caption id="attachment_211600" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos altos

    — Qualidade construtiva — Acabamento de primeira — Casco estável e cortador de onda [caption id="attachment_211596" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos baixos

    — Diâmetro da corrente da âncora deveria ser maior — Falta trava para a corrente da âncora — Não tem opção de verificação visual do nível dos tanques de combustível

    Detalhes da navegação

    A V34 estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp cada, num dia de mar mexido, com ventos de 12 nós e ondas de 1,00 metro de altura. A bordo três pessoas, 150 litros de água e 80 litros de combustível. VELOCIDADE MÁXIMA: 42,4 nós (a 6 000 rpm) CRUZEIRO ECONÔMICO: 27,4 nós (a 4 000 rpm) ACELERAÇÃO 7,4 segundos até 20 nós POTÊNCIA: 2 x motores de popa de 300 hp PREÇO: A partir de R$ 2,4 milhões, equipada com dois motores de popa de 300 hp cada (preço pesquisado em abril/2026) [caption id="attachment_211590" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Como ela é

    Ficha técnica da Schaefer V34 — Comprimento total: 10,33 m (33,9 pés) — Boca máxima: 3,35 metros. — Calado: 0,45 metros — Tanque de combustível: 700 litros —  Tanque de água doce: 150 litros — Capacidade de passageiros (dia/noite): 10/2 pessoas — Ângulo de V na popa (deadrise): 18,9° — Deslocamento (leve): 4.950 kg [caption id="attachment_211705" align="alignnone" width="920"] Ficha técnica da Schaefer V34. Foto: Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211625" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211624" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211620" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211621" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211622" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211619" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211618" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211617" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211616" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211615" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

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