Intermarine Yachts centraliza serviços oferecidos aos clientes no novo Intermarine 360. Saiba mais


Para levar a experiência de seus clientes ainda mais longe, o estaleiro paulista Intermarine Yachts está com o novo programa Intermarine 360, que centraliza desde cuidados essenciais a uma embarcação até serviços para melhorias nos barcos dos clientes. São inúmeros serviços que, gradualmente, serão implementados com o intuito de proporcionar não só aos proprietários de embarcações Intermarine, mas a todo mercado, uma experiência ainda melhor. Confira:
Cuidados e manutenção
Ter uma embarcação em perfeitas condições demanda uma série de cuidados. Pensando nisso, a Intermarine elaborou um conjunto de serviços que vão da extensão de garantia das embarcações Intermarine a pacotes de manutenção programada.
Além disso, em decorrência da delicada situação atual, a empresa desenvolveu um pacote pensado especificamente para minimizar quaisquer problemas que os clientes possam ter devido ao tempo sem uso de suas embarcações. Em decorrência do período de pandemia, a maior parte das embarcações estão paradas e sem manutenção adequada há muito tempo. Um conjunto de serviços considerando essa necessidade inclui:
• Inspeções: elétrica, hidráulica, anodos, registros e ar condicionado (higienização);
• Limpeza de tanques (doce, cinza, negra);
• Higienização do porão e da casa de máquinas;
• Troca de pré-filtros diesel e gerador;
• Inspeção de calafetação;
• Ajuste de portas e portinholas de armários.
Através de uma minuciosa inspeção, a Intermarine disponibilizará um laudo técnico detalhado.
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Reformas e retrofit
Pensando nos proprietários que querem modernizar suas embarcações, o estaleiro montou uma equipe dedicada exclusivamente para esse tipo de serviço. Assim, além dos projetos de retrofit, serão realizadas reformas que incluem a instalação de opcionais, troca de revestimentos, acabamentos e mais. O serviço estará disponível para o mercado no decorrer do segundo semestre de 2020.
Peças e acessórios
A empresa oferece acessórios homologados, além de pacotes cuidadosamente montados e um inventário completo de peças originais Intermarine que são projetadas, testadas e produzidas com os mais altos critérios de qualidade, para que proporcionar aos clientes a tranquilidade de manter sua embarcação da mesma maneira que saiu da fábrica. Uma parte do acervo de peças e acessórios já está disponível para consulta e, a partir do segundo semestre de 2020, tudo poderá ser adquirido com toda comodidade através de um canal digital exclusivo.
Serviços especializados
O Intermarine 360 contempla uma série de serviços complementares que estão sendo elaborados visando elevar ainda mais a experiência dos clientes com suas embarcações. Da customização dos uniformes aos treinamentos em diversas competências para a tripulação, entre dezenas de outros serviços, a equipe oferecerá, no decorrer do segundo semestre, alternativas que vão não apenas potencializar o que a embarcação já tem de melhor, mas também ampliar as possibilidades.
Para mais informações, entre em contato pelos telefones (11) 3652-5252 e (13) 99660-1589, ou pelo e-mail [email protected].
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O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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