O Lady Lee, um dos mais famosos barcos do país, está à venda. Interessa?


Para os apaixonados por barcos de madeira, esta notícia deve soar como música (e das boas): o Lady Lee, um dos mais famosos barcos do país, está à venda. E por um preço convidativo para um barco de seu porte (33 metros de comprimento, ou 108 pés) e com a sua história.
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Projetado e construído na década de 1980 (foi para a água pela primeira vez em 1989), o veleiro foi por 10 anos a casa do saudoso dentista e velejador William Netto (irmão do artista plástico Wesley Duke Lee), que navegou durante todo esse tempo entre o Brasil e o Caribe, ao lado da mulher e dos filhos.

“Construí o Lady Lee para fazer charters, fiquei uns dois anos em passeios na Amazônia e, depois, fui para o Caribe. Os gringos ficavam loucos com ele”, relatou o William Lee à reportagem de NÁUTICA meses antes de morrer, em 2013.
Foi um destes estrangeiros que convenceu Lee a vendê-lo, em 2006. Na volta do Caribe, durante uma temporada em Salvador, o arquiteto italiano Umberto Baruzzi ofereceu mais de meio milhão de dólares e ficou com o barco. Que, depois, foi vendido para os atuais proprietários, o alemão Wilfried Josef Cyrillus Huser e a brasileira Nancy Rangel, que agora o colocaram à venda novamente, pelo Atlântico BR.

“Estamos colocando um valor bem atrativo para quem conhece e reconhece a embarcação como uma peça de arte. Esperamos encontrar a pessoa certa para ele e não os curiosos palpiteiros que se aproximam com a possibilidade de tirar vantagens”, conta Nancy. Que acrescenta: “Nunca fizemos charter ou qualquer outra forma de locação da embarcação, por não sermos desse segmento, e por essa razão dispensamos riscos desnecessários às nossas vidas”.
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Quem frequenta a Marina da Glória, no Rio de Janeiro, já deve ter parado para admirá-lo em algum momento, com seus três mastros e o casco arredondado de madeira ipê, formato típico de uma “lorcha” —como é chamada a curiosa mistura entre uma típica nau portuguesa do século 16 com o velame de pendão das antigas embarcações chinesas.
O Lady Lee tem três velas confeccionadas em Dacron importado, sendo uma genoa e três chinesas, além de um motor Mercedes MTU de 750 hp. Apesar dos mais de 30 anos de mar, está longe de ser uma relíquia náutica (até porque passou recentemente por mais uma grande reforma).

Tudo dentro dele é motivo de admiração, tanto em tecnologia quanto em conforto: a madeira brilhando nas anteparas e nos móveis, o desenho imponente, a decoração impecável e as obras de arte espalhadas pelos cômodos. São sete suítes (mais uma para os marinheiros, com quatro camas e roupeiro) e uma cozinha com nada menos que seis portas de freezer e duas geladeiras, além de algumas mordomias, como banheiras de hidromassagem, ar-condicionado, adega e um bar que salta aos olhos, tanto pela beleza como pela elegância de seu balcão e dos móveis de madeira.
“Perto da fama que tem, este veleiro até que está sendo vendido por uma pechincha”, avalia Bill Schepis, broker agente náutico especializado, da Atlântico Brokers.
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