Marinha do Brasil doa embarcações para naufrágios controlados que acontecerão ainda este ano

Por: Redação -
10/05/2022
Navio "Anhatomirim" quando ainda estava em atividade (Ascom/ Marinha do Brasil)

A Marinha do Brasil doou à Secretaria de Turismo do Estado da Bahia (Setur) o casco do navio-varredor “Anhatomirim”. O ato aconteceu durante a cerimônia de assinatura do termo de doação realizado na sede do Comando do 2º Distrito Naval, no bairro do Comércio, em Salvador.

Durante a cerimônia de transferência do navio, o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacellar, anunciou que o casco do “Anhatomirim” e o ferry-boat Juracy Magalhães, também doado pela Marinha do Brasil, serão submetidos a um afundamento controlado na Baía de Todos-os-Santos (BTS), com o objetivo de tornarem-se recifes artificiais e proporcionar o desenvolvimento do habitat marinho no local.

“Receber esse navio doado pela Marinha Brasileira, para que a gente possa fazer o naufrágio controlado dele, é estimular o turismo náutico da Bahia e em particular o turismo de mergulho. O naufrágio controlado, quando bem dirigido, se transforma em um recife artificial que desenvolve a vida marinha”, declarou o secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacellar.

A iniciativa também visa incentivar o turismo subaquático na região. Antes de ser naufragado, a embarcação será preparada para garantir a segurança do procedimento, com a retirada de peças e de todo material potencialmente poluente, de forma a preservar o meio ambiente.

Além do secretário, estiveram presentes o Vice-Almirante Humberto Caldas da Silveira Júnior, comandante do 2º Distrito Naval, representantes do trade turístico, da Fundação Baía Viva e da Associação dos Mergulhadores Recreativos da Bahia (Amerb).

Para o Vice-Almirante, o projeto, além de estimular o turismo, ainda será capaz de destacar a importância dos mares em outros setores como o comercial e o náutico. “Além da doação do casco para atividades de mergulho, nós temos como atividade um fim importante, o desenvolvimento da mentalidade marítima”, destaca o comandante do 2º Distrito Naval.

O “Anhatomirim” era um navio-varredor, da classe “Aratu”, construído na Alemanha e incorporado à Marinha do Brasil em 1971. Permaneceu subordinado ao Comando da Força de Minagem e Varredura até sua baixa do serviço ativo da Armada, em 2016.

O ferry-boat Juracy Magalhães, que está fora de circulação, também será afundado na Baía de Todos-os-Santos. “Vamos abrir a licitação para realizar as duas operações, com estudos ambientais e escolha da melhor localização no mar. Os naufrágios deverão ser realizados até o fim do ano”, explica o titular da Setur-BA, Maurício Bacelar.

Em 2020, o ferry Agenor Gordilho e o rebocador Vega passaram pelo mesmo processo. No fundo da baía, ainda se destacam três embarcações de naufrágios históricos: Galeão Sacramento (1668), Vapor Maraldi (1875) e Clipper Backdader (1905).

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Procurando um terreno? Ilha intocada na Patagônia Chilena está à venda

    Local tem cerca de 445 km², mais de 80 lagos, a Cordilheira dos Andes de fundo e custa aproximadamente R$ 173,6 milhões

    1ª embarcação capaz de produzir seu próprio hidrogênio está prestes a finalizar volta ao mundo

    Boberto por 202 m² de painéis solares, barco percorreu quase 63.040 milhas náuticas apenas com energias renováveis

    Expedição realizada no Chile pode ter descoberto mais de 100 novas espécies marinhas

    Biólogos do Censo Marinho têm o objetivo de descobrir 100 mil novos seres do mar nos próximos 10 anos

    Casal troca apartamento para viver em veleiro com seis gatos

    Embora a rotina de manutenção do catamarã seja dura e exigente, Aline e José garante que vale a pena

    Novo submarino Tonelero será lançado ao mar no fim de março, no Rio de Janeiro

    Embarcação militar de 71,6 metros é oriunda do Programa de Desenvolvimento de Submarinos, selado entre Brasil e França