Navios de petróleo podem estar acelerando extinção da rara baleia-de-Rice

Por: Nicole Leslie -
30/05/2025

A baleia-de-Rice (Balaenoptera ricei), espécie já considerada em extinção, pode estar sendo ainda mais ameaçada por navios de petróleo e gás no Golfo do México. É o que aponta uma avaliação ambiental publicada pelo governo dos Estados Unidos, no último dia 20.

O estudo conclui que as colisões com embarcações que operam na extração de petróleo e gás na região têm potencial para agravar ainda mais o risco de extinção da espécie. A baleia-de-Rice está listada como ameaçada pelo Serviço Nacional de Pesca Marinha, a NOAA Fisheries, desde 2019.

Foto: National Oceanic and Atmospheric Association (NOAA) / Wikimedia Commons / Reprodução

Estima-se que existam apenas 51 indivíduos da espécie em todo o mundo, o que tornam essas baleias umas das mais ameaçadas no planeta. Segundo a NOAA, a maior concentração de baleias-de-Rice se encontra justamente no nordeste do Golfo do México, entre 100 e 400 metros de profundidade.

 

O principal risco aos animais está relacionado a possíveis derramamentos de óleo durante a atividade petrolífera. No entanto, quatro organizações de conservação dos EUA entraram com uma ação judicial contra o NOAA, alegando que o parecer biológico emitido pelo governo não oferece proteção adequada à espécie.


As entidades destacam que o documento é falho por ainda permitir atividades que representam riscos aos animais, subestimar os impactos de novos derramamentos e colocar em risco não apenas as baleias-de-Rice, mas outros animais como tartarugas-marinhas, corais e diversas espécies de peixes.

Sobre a baleia-de-Rice

A baleia-de-Rice foi considerada como baleia-de-Bryde até 2021, quando houve a divisão da segunda espécie em duas distintas. As Rice têm porte médio e podem atingir 12 metros, pesando até 27 toneladas.

 

Ainda não se sabe a expectativa de vida das baleias-de-Rice, no entanto as baleias-de-Bryde — o parente mais próximo — vivem cerca de 60 anos, atingindo a idade reprodutiva aos 9.

 

Quanto à coloração, a parte superior é cinza-escuro e a barriga pálida em tons rosados. Elas se alimentam de pequenos peixes e lulas e são encontradas principalmente entre 100 e 400 metros de profundidade no Golfo do México.

 

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