Martine Grael relembra trajetória na vela em novo mini documentário disponível no YouTube
Velejadora faz uma viagem entre os altos e baixos da carreira, passando por momentos de identificação própria, mudança de planos e até depressão


Martine Grael carrega um sobrenome de peso na vela. Quando nasceu, em 1991, seu pai, Torben Grael, já era tetracampeão mundial da modalidade. Não à toa, os ventos a levaram para o mesmo caminho, em um mar de descobertas, desafios e muita determinação. Toda essa trajetória é relembrada de forma sensível e verdadeira por Martine em um novo mini documentário, disponível no YouTube.
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A produção faz parte da série “No Comando”, produzida pela Rolex. A narrativa apresenta ao espectador um pouco da intimidade da família Grael — que soma nove medalhas em Olimpíadas entre Martine, seu pai e o tio, Lars —, em momentos compartilhados pela velejadora com a mãe, Andrea Grael; o pai, e o irmão, Marco.


O foco, porém, está em Martine e em sua jornada no esporte, que teve início ainda na infância. Hoje com 35 anos, ela começou a velejar aos 4. Aos 15, já somava dois títulos brasileiros na classe Optimist. Ao lado de Kahena Kunze, foi campeã mundial júnior na classe 420, em 2009, e campeã mundial em 2014, pouco antes de garantir o primeiro ouro da vela feminina do Brasil no Rio 2016. A dupla repetiu o feito em Tóquio 2020, sendo que, um ano antes, levaram o ouro nos Jogos Pan-americanos Lima 2019 — e Santiago, 2023.


Com uma passagem desafiadora pela Volvo Ocean Race, Martine, hoje, corre pelo SailGP, campeonato tido como a Fórmula 1 da vela, onde se sagrou como a primeira mulher da história da disputa a assumir o posto de capitã.


Em “Martine Grael – No comando”, a velejadora apresenta os bastidores deste currículo, permeando por momentos sensíveis como a busca pela própria identidade em meio a uma família de velejadores, o questionamento do futuro, as dificuldades de ser uma atleta e até uma depressão. Assista:
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