“Banheira da morte”: conheça fenômeno que existe no Golfo do México
Uma linha tênue divide as belezas e os perigos do fundo do mar. Por isso, para os mais desavisados — sejam eles humanos ou animais –, qualquer descuido pode ser mortal. Exemplo disso é a “banheira da morte”, localizada próximo ao Golfo do México.
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Essa piscina submarina funciona como uma grande armadilha, que não hesita em aniquilar qualquer um que invada suas dependências.
Tamanha letalidade vem da composição da água que enche a “banheira” de 30 metros de diâmetro e 3,6 metros de profundidade. O líquido é quatro vezes mais salgado do que o resto do mar ao seu redor, com direito a uma pitada de metano e sulfeto de hidrogênio — dois gases tóxicos.


Tudo isso, além de resultar em uma mistura mortal por si só, ainda deixa a água mais densa, o que dificulta o nado das criaturas marinhas que vão parar ali.
Ou seja, sem conseguir fugir e imersos em meio a gases tóxicos, os animais acabam dando à “banheira da morte” a chance de exercer o seu papel nas profundezas do oceano.


Essa zona circular foi descoberta a mais de mil metros de profundidade em 2015, por cientistas a bordo do E/V Nautilus, com o auxílio de um robô submarino do tipo ROV (sigla em inglês para “veículo operado remotamente”), batizado de Hercules.
Segundo os pesquisadores, tanto essa quanto outras piscinas de salmoura são causadas pela dissolução de depósitos de sal enterrados, criados durante um período em que o Golfo secou. É o movimento do sal que esculpe o fundo do mar, criando habitats únicos.


Segundo os estudiosos, alguns organismos se adaptaram ao ambiente extremo. É o caso de mexilhões e vermes tubulares, que transformam os gases de infiltração e produtos químicos em energia.
Em um vídeo do canal do YouTube do EVNautilus, o pesquisador Erik Cordes, da Temple University, afirmou que esse lago submarino é uma das coisas mais incríveis que existem no fundo do mar. Confira:
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