Novos recursos

Por: Redação -
05/07/2016

A Garmin acaba de anunciar os modelos Oregon 700 e 750, uma atualização para a sua série mais popular de gps portáteis com tela touchscreen. Dispondo de GPS de alta sensibilidade e recepção GLONASS, a nova série Oregon possui uma antena de gps redesenhada para melhor recepção e desempenho. Todos os novos modelos incluem mais recursos de conectividade como notificações inteligentes, atualizações automáticas de software, uploads e downloads de dados e campos. Eles também serão compatíveis com o Garmin Connect IQ™ para campos de dados personalizados. Todos os modelos vêm pré-carregado com mapa base mundial com relevo sombreado.

“Estamos muito contentes em apresentar uma atualização da série Oregon de GPS portátil. A antena reforçada emparelhada com mais recursos de conectividade e compatibilidade com Connect IQ fazem desses novos modelos os dispositivos robustos, podendo ser personalizados para cada usuário”, afirma a Business Development Manager da Garmin do Brasil, Daniele Rocha.

A nova série Oregon possui gps de alta sensibilidade, além do suporte GLONASS com um mapa base mundial com relevo sombreado, para fácil navegação, e um ano de assinatura de imagens de satélite BirdsEye. O Oregon 750 possui uma câmera embutida de 8 megapixel com flash para georreferenciamento de fotos. Além disso, ambos os modelos possuem uma entrada micros para mais armazenamento de dados e mapeamento adicional como mapas topográficos, mapas automotivos e cartas náuticas.

Há, ainda, uma interface do menu atualizado e simplificado que apresenta uma variedade de perfis otimizados para cada atividade como trilha, ciclismo, pesca e muitos mais.

Além dos sensores integrados, a nova série Oregon 700 também oferece uma variedade de novos recursos conectados. Esses são os primeiros gps portáteis a serem compatíveis com a plataforma Garmin Connect IQ, que antes estava disponível apenas para os dispositivos vestíveis Garmin. Com o Connect IQ, os usuários da série Oregon 700 podem customizar o seu dispositivo com mais campos de dados. Usuários também podem parear o seu gps portátil com seu smartphone compatível para notificações de chamadas, mensagens de texto e e-mail diretamente no dispositivo, bem como downloads de software sem fio e carregamentos automáticos de dados para a comunidade online Garmin Connect™.

Todos os novos modelos do Oregon 700 incluem informações da previsão do tempo, para que os usuários possam sempre estar ciente de intempéries e condições perfeitas para as suas aventuras ao ar livre.

Apresentando um visor touchscreen de 3” legível a luz solar, com capacidades de dupla orientação, esses dispositivos possuem um design robusto com resistência à água. Essas unidades também possuem um duplo sistema de bateria, que é compatível com baterias AA ou uma bateria opcional NiMH interna recarregável. Os novos portáteis podem chegar até 16 horas de bateria usando uma ou outra opção.

Os novos dispositivos devem chegar ao Brasil em agosto.

Imagem Divulgação

 

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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