Organização holandesa anuncia parceria para limpar os rios mais poluídos do mundo. Entenda

Por: Redação -
06/01/2021

A The Ocean Cleanup, uma organização sem fins lucrativos que desenvolve tecnologias avançadas para livrar os oceanos do plástico, anunciou no final de 2020 uma parceria com a Konecranes (empresa finlandesa de engenharia e serviços) para projetar e fabricar o Interceptor em larga escala.

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Trata-se de um “robô” movido a energia solar (com a carcaça parecida com um catamarã) projetado para extrair plásticos dos rios antes que flutuem até o oceano. A necessidade da implantação do Interceptor em larga escala se deve a mentalidade da ação: enfrentar e limpar os rios mais poluídos do mundo.

Imagem: reprodução/NauticExpo

Tecnicamente, o Interceptor possui uma barreira flutuante que leva o lixo para o sistema criado pela Ocean Cleanup. Lá, um dispositivo está posicionado onde a maior quantidade de plástico flui (na superfície dos rios), e um outro dispositivo pode ser colocado mais abaixo para coletar o lixo que escapa dessa primeira barreira.

Segundo a organização em um dia comum, é possível extrair até 50 toneladas de lixo. Dependendo das correntes, das marés e da quantidade de plástico em um determinado rio, a Ocean Cleanup estima que até mil toneladas podem ser coletadas.

Imagem: reprodução/The Ocean Cleanup

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Visando as bases para o aumento da escala global, os Interceptores 005 e 006 estão sendo fabricados simultaneamente nas instalações da Konecranes em Klang, na Malásia, e devem ser concluídos até maio desse ano. Além disso, a Konecranes cuidará da fabricação, instalação e manutenção do Interceptor.

O Ocean Cleanup’s Interceptor foi revelado no final de 2019 e atualmente há três implantados em Klang, na Malásia; Jakarta, na Indonésia; e em Santo Domingo, na República Dominicana. Um quarto Interceptor, no Vietnã, teve sua implantação adiada e deve ser lançado ainda nesse mês, segundo a organização. Aos poucos, mais unidades serão lançadas em todos os continentes.

Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira

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