Homem morre após raio atingir barco em Ubatuba. Veja alguns cuidados para se proteger

Por: Redação -
01/04/2021

Um homem morreu após a embarcação que ele e um amigo estavam ser atingida por um raio, na madrugada de terça-feira (30), próximo à Ilha das Couves, em Ubatuba. Um morador da ilha ligou para o Corpo de Bombeiros pedindo ajuda após ver sinais luminosos sobre o barco de fibra de aproximadamente 6 metros e também ouvir gritos de socorro.

Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações

No instante em que os bombeiros faziam o atendimento telefônico da ocorrência, um indivíduo chegou na ilha em outra embarcação de pequeno porte pedindo ajuda. Segundo os bombeiros, ele se identificou como uma das vítimas e relatou que seu amigo fora atingido por uma descarga elétrica por raio. Ele contou que tentou reanimá-lo, mas sem êxito.

A embarcação permaneceu fundeada a cerca de 200 metros da ilha. Na chegada da equipe do 2º Pelotão Náutico do Corpo de Bombeiros foi constatado o óbito da vítima atingida pelo raio. O outro ocupante da embarcação estava em estado de choque, mas passa bem. Ambos são moradores de Ubatuba e, de acordo com as informações apuradas, praticavam mergulho livre.

Especialmente no verão, o Brasil é um dos lugares de maior incidência de raios no mundo! Para quem não sabe, um raio é uma mistura de cargas positivas e negativas, que produz uma violenta descarga elétrica dentro de nuvens ou de uma nuvem para a terra ou para a água, atingindo, quase sempre, o ponto mais próximo entre ambos. Ou seja, os pontos mais elevados, como árvores, antenas ou mastros! Até hoje, a única maneira para evitar que os raios ponham em risco o seu barco é equipá-lo com um bom pára-raios. O curioso é que, além de proteger, ele também atrai raios! Por isso, um pára-raios mal instalado não ajuda em nada.

Leia também

» Iate italiano promete unir design inovador e tecnologia em um só modelo. Confira

» Estudo aponta que espécie de baleia é capaz de imitar a voz humana

» Azimut Yachts apresenta nova lancha de 53 pés com flybrigde. Veja as fotos

Separamos algumas dicas para ajudar você a se proteger de raios a bordo:

A placa de escoamento da descarga e aterramento tem que ser de cobre, com mais de 20 cm² de área, e de uma espessura de 4 milímetros, no mínimo, fixada numa posição que a mantenha em contato permanente com a água,sob qualquer condição de navegação.

As emendas e curvas no cabo devem ser mínimas e a trajetória da descarga, a mais reta possível. O cabo precisa ser de cobre e de 50 milímetros, no mínimo.

O captor do raio deve ficar, no mínimo, 15 centímetros mais alto do que qualquer outra parte do barco.

Motor, tanques de água e gasolina, mecanismos do leme, e outros metais devem ser conectados à placa de contato com a água ou ao condutor de descida.

Não é recomendável usar como placa de descarga partes normalmente submersas, como hélice ou pá do leme, pois eles não são bons pontos de aterramento.

Fuja de materiais que não sejam resistentes à corrosão, para que a manutenção seja mínima. Use somente cobre condutor, do tipo eletrolítico, para uso em eletricidade. Abraçadeiras e grampos devem ser de bronze ou cobre. E as conexões nunca podem ser soldadas.

Pode-se usar a antena do rádio como pára-raios, se ela (e o rádio) estiverem equipados com descarregadores.

Os danos em equipamentos eletrônicos são causados pela indução elétrica (processo pelo qual um condutor fica “eletricamente ligado” quando uma corrente elétrica passa muito próximo a ele).A proteção é feita isolando os sistemas. Equipamentos como antenas de rádio VHF GPS devem ser montados na targa com aterramento separado dos demais sistemas.Se os motores forem controlados por manetes eletrônicos, estes também poderão sofrer danos se atingidos por uma descarga.

O mastro é o principal ponto de atração dos veleiros. Por isso, deve ser o primeiro estágio de um aterramento. Isto deve ser feito com fio número 4 ou tira de cobre de 38 milímetros de largura, ligando o mastro à quilha ou a uma placa metálica de 30 x 30 centímetros, para barcos de água salgada,e maior para água doce.

Embarcações pequenas também podem ser atingidas. Por isso, use um pequeno mastro, com o aterramento correto, para servir de pára-raios.

5 dicas para lidar com raios:

  1. Durante a tempestade, permaneça dentro das cabine;

  2. Se não houver, fique abaixado, em posição fetal: joelhos juntos, cotovelos encostados no corpo e mãos protegendo a cabeça;

  3. Jamais toque em mais de um objeto aterrado ao mesmo tempo. Se “fechar o circuito”, você receberá a descarga;

  4. Materiais não-condutores de energia não fornecem proteção contra raios. É lenda;

  5. Todos os tripulantes devem ficar longe de objetos metálicos.

Gostou desse artigo? Inscreva-se no canal de NÁUTICA no YouTube e ATIVE as notificações para ser avisado sobre novos vídeos.

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Empresário adota estilo de vida náutico como estratégia para aproximar a família

    Toni Witt transformou o mar em cultura familiar para manter os filhos por perto. A jornada culminou em upgrades sucessivos, até a aquisição de uma Ventura V250 para lazer e wakesurf. Entenda!

    Como funciona a multipropriedade náutica? Confira as dúvidas mais comuns sobre o conceito

    Flip Boat Club, especialista em compartilhamento de barcos, responde perguntas relacionadas a custos, cotas, localidades e reservas

    Como saber se a praia está própria para banho em SP? Veja as recomendações

    Chegada do verão é marcada pelo aumento de banhistas no litoral paulista, que pode aumentar o risco de infecção nas águas

    Habilitação de Arrais Amador gratuita: concurso abre inscrições em Cabedelo, na Paraíba

    Jovens de 18 a 29 anos poderão concorrer à formação com cursos teórico e prático pagos pela prefeitura

    Modelo de barco utilizado por Cleópatra há 2 mil anos foi encontrado na costa do Egito

    Embarcação de 35 metros era considerada de luxo e exigia ao menos 20 remadores para navegar