Sessa C40 apresentada em coquetel durante o Boat Show traz novidades na versão 2019

Por: Redação -
29/09/2018

A Sessa Marine realizou o coquetel de lançamento da nova Sessa C40 modelo 2019 na noite desta sexta-feira (28) durante o São Paulo Boat Show 2018. Na ocasião, a marca reuniu clientes e amigos no seu estande do salão náutico paulista e apresentou as novidades do modelo.

A Sessa C40 Modelo 2019 traz novo design das janelas laterais, favorece a entrada de luz natural, deixando a embarcação ainda mais sofisticada e seguindo a atual tendência mundial de design com janelas mais panorâmicas e integradas com a natureza.

Com 12,30m de comprimento total, ela mantém o padrão da versão anterior, com estilo moderno, otimização dos espaços e navegação ágil e firme, oferecendo a melhor relação peso/potência da categoria, segundo o estaleiro. A motorização é exclusiva Volvo Penta, com dois motores D4 300 HP.

Com o tema “O mercado náutico vem com tudo”, o salão náutico paulista traz um verdadeiro show de experiência. Conta com um pavilhão exclusivo destinado a cidades com potencial náutico, que prometem seduzir os visitantes. A atração mostra o potencial turístico de diversos lugares, cuidadosamente selecionados.

Como de costume, os objetos e serviços mais cobiçados do mercado de luxo, de aeronaves a automóveis, estão ao alcance dos visitantes no Espaço dos Desejos, que reúne marcas de requinte em uma área de mais de 2,5 mil m² reservada.

Pelo quarto ano consecutivo, o PADI Dive Festival, maior evento de mergulho da América Latina, é realizado simultaneamente ao Boat Show, com novidades aos amantes do fundo do mar.

Além disso, o 4º Congresso NÁUTICA discutiu os entraves ao desenvolvimento do turismo náutico no Brasil e como superá-los. Especialistas de diversas áreas indicaram os caminhos a percorrer. O evento, exclusivo para convidados, aconteceu nos dias 27 e 28 de setembro, e reuniu prefeitos e secretários de turismo.

Os visitantes do maior salão náutico indoor da América Latina poderão, ainda, podem saborear um cardápio único dentro de uma experiência gastronômica inesquecível, preparada por um dos principais chefs do Brasil. E não acaba por aí! Todos os que visitarem o salão náutico e preencherem um cupom na entrada do evento concorrerão ao sorteio de um jet Sea-Doo Spark Trixx. Imperdível!

O São Paulo Boat Show 2018 acontece até a terça-feira, dia 2 de outubro, e reúne os principais lançamentos e destaques do mercado náutico em um só lugar. O São Paulo Expo recebe as principais marcas e representantes do setor, que apresentam para o público os mais diversos produtos, entre lanchas, infláveis, barcos de pesca, jets, equipamentos, acessórios, motores e muito mais!

Anote aí!

SÃO PAULO BOAT SHOW 2018

Quando? De 27 de setembro a 2 de outubro
Onde? São Paulo Expo
Horário? 27/09 (primeiro dia) – Das 15h às 22h
Dias de semana – Das 13h às 22h
Fim de semana – Das 12h às 22h
02/10 (último dia) – Das 13h às 21h

Acesse: www.saopauloboatshow.com.br

Aproveite e compre seu ingresso antecipado para visitar o São Paulo Boat Show. Saiba como.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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