Nova Sessa F48 lançada no Rio pode ser vista de 15 a 24 de abril no Guarujá


A Intech Boating, fabricante das lanchas italianas Sessa Marine no Brasil, irá expor a nova Sessa F48 durante a Sessa Week, de 15 a 24 de abril, na sede da Regatta, no Píer 26, no Guarujá.
Lançada no Rio Boat Show 2022, esta lancha teve seu projeto desenvolvido baseado no modelo F47, modelo original italiano reestilizado em 2021 na Itália. O novo layout interior, as lâminas e as referências de tecidos e de decoração foram trazidos para o Brasil e a nova decoração já segue como tendências mais atuais do design italiano.
Na versão brasileira, a lancha teve um aumento em sua extensão que impactou diretamente a área de popa. O cockpit de 5,5m² passou para 7m², já uma área de plataforma teve um avanço de 66 cm na sua parte fixa, passando a acomodar uma área gourmet funcional.
A área de praça de máquinas também foi ampliada e seu layout aperfeiçoado, possibilitando uma melhor circulação e instalação de equipamentos extras como estabilizador e dessalinizador. Ao lado da praça, um amplo compartimento com acesso ao sofá do cockpit, pode ter uma área de apoio ao marinheiro, com cama e vaso sanitário, ou pode ser estruturada para funcionar como um armazenamento para guardar brinquedos e materiais.
Na área externa, assim como sua irmã menor F42, o espaço no fly impressiona. Barra móvel com pia, assento duplo de piloto, solário confortável, instrumentação completa de motores, além de um sofá amplo em “U” com mesa para acomodar até 8 pessoas, garante a melhor diversão ao ar livre.
Com linhas elegantes, sem beleza, esportividade e conforto, a proa também é um destaque, oferecendo um solário aconchegante para o sol. Em todos os ambientes a privacidade e o conforto são garantidos através de pequenos detalhes, pensados para facilitar o uso no dia a dia do barco, como a porta em quatro do salão, tenda de cobertura opcional da proa, o toldo elétrico na plataforma e tela guarda-sol de cabine.
No interior, o design das janelas, amplas e longilíneas, valoriza a iluminação natural do interior cheio de brilho e aconchego. A disposição dos camarotes segue a criação original, com uma suíte principal de proa e duas cabines convidadas, situadas a boreste e bombordo.
Outra possibilidade que o novo modelo desenvolvido pela Intech oferece são duas opções de layouts de cozinha, a primeira opção segue a versão original, com uma área de copa centralizada à meia-nau, que preserva mais o espaço de conforto do salão. Já na segunda opção de layout, a cozinha fica na popa e é integrada ao cockpit, uma opção perfeita para quem gosta de cozinhar e navegar na companhia de mais pessoas.
A motorização escolhida para manter um alto desempenho já conhecido da marca é um Volvo Penta IPS 700 2X (550 HP – 810 kW). Para atender ao público, que valoriza muito a velocidade e o desempenho, também estará disponível a opção de upgrade para o IPS brasileiro 800 (550 HP – 810 kW).
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
[caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"]

Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
Projeto lançado em Cannes promete casco esportivo, 1.500 hp de potência e fabricação limitada a 26 unidades
Colaboração estratégica reúne engenharia, design, condições comerciais exclusivas e experiências para clientes das duas marcas, e inclui uma edição especial da NX 44 Fly nas cores do Suassuna Design by Pininfarina
Lançada no São Paulo Boat Show 2026, lancha da Real Powerboats registra alta procura e tem toda a produção vendida até o próximo ano




