Conheça primeira embarcação com menos de 50 metros de estaleiro italiano


Quando o estaleiro Tankoa Yachts anunciou o lançamento do T450, sua primeira embarcação com menos de 50 metros, a comunidade náutica se surpreendeu. Além do esforço do estaleiro para se ramificar e produzir embarcações mais compactas, o conceito incorporou a visão única do designer Giorgio Cassetta — que passou a integrar o time de design desde então.
O T450 possui 45 metros e casco de aço e alumínio. A arquitetura naval de Francesco Rogantin focou em um conceito principal: fornecer espaços — interiores e exteriores — flexíveis, para dar a sensação de uma embarcação muito maior.

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O designer conta que o longo tempo de desenvolvimento foi um fator excepcional para a extrema qualidade do resultado. Ele foi capaz de esculpir cuidadosamente as linhas externas e refinadas do superiate, que foram feitas para aparecer como “duas pinceladas”.
Ele continua o relato: “Ela é menos esportiva, menos agressiva do que os superiates de alumínio da Tankoa. A embarcação ganhou detalhes de elegância e alguns detalhes de identidade de marca que são reconhecíveis. Além disso, o barco tem tetos altos, de 2,2 metros, e que foram um obstáculo a mais no desafio de montar um estilo que pode parecer simples, mas forma um equilíbrio refinado 100 vezes — até o último milímetro”.

Completando as inspirações, Giorgio também explicou que outro exemplo disso é o cockpit do convés principal, “fortemente inspirado por veleiros de competição com seus terraços abertos e a perspectiva infinita do convés de popa. Quando você olha para o barco atrás, o convés tem um efeito gradiente que o faz parecer muito maior. Há muita ilusão no design e não há como negar que ela parece poderosa sentada na água”.
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No interior, foram usados materiais luxuosos inspirados no litoral, além de tons terrosos para completar a sensação de ininterrupção dos amplos espaços. “Removemos intencionalmente qualquer decoração inútil e áreas e recursos sem importância – e, ao fazer isso, demos volume às áreas de hóspedes e armazenamento”, completou o designer.


Foi com esse pensamento que foram adicionados mais alguns aparatos: um deck aberto, espaço para tender de 7 metros e uma grande lazarette. Há, ainda, a opção de colocar (ou não) uma piscina no convés. Quanto às acomodações, a opção foi alocar seis camarotes além da suíte máster do proprietário, com 65 metros quadrados.
O flybridge não escapou da genialidade do designer: ele oferece refeições ao ar livre e uma área de descanso na maior área externa de popa da classe, além de um sky lounge.
O convés principal consiste em uma grande sala de jantar, um salão de plano aberto com janelas de altura total, clube de praia opcional, piscina e terraços dobráveis.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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