Terceira perna da Volvo Ocean Race deve ser concluída neste domingo na Austrália

Por: Redação -
20/12/2017

A disputa pela liderança da terceira etapa da Volvo Ocean Race segue bastante acirrada entre os espanhóis do MAPFRE e os chineses do Dongfeng Race Team. Os barcos se revezam na ponta da perna entre a Cidade do Cabo, na África do Sul, até Melbourne, na Austrália. A prova está em sua reta final nos mares do sul.

A atualização de posições da tarde desta quarta-feira (20) indicou provável chegada na tarde de domingo (24), véspera de Natal. ”Claro que é bom estar na liderança, mas sabemos que eles [Dongfeng] vão pressionar muito”, disse o espanhol Xabi Fernández, comandante do MAPFRE.

“Os próximos bordos serão oportunidades para eles passarem, como o último foi para nós. Sabemos que eles são rápidos e precisamos ter muito cuidado”, concluiu o espanhol.

Todos os sete barcos que disputam a terceira etapa da Volvo Ocean Race navegaram próximos à Zona de Exclusão, linha imaginária imposta pela organização para evitar acidentes com icebergs nessa parte dos mares do sul.

O Dongfeng de Charles Caudrelier ainda recuperou brevemente o primeiro lugar na noite passada, quando optaram por um rumo 35 milhas ao norte do limite de exclusão, mas um ângulo melhor na brisa oeste-sul-oeste resultou em velocidades mais rápidas para os espanhóis. O MAPFRE passou mais uma vez para a frente depois das 0100 UTC, e, desde então conseguiu uma vantagem de 10 milhas em relação ao Dongfeng.

Stu Bannatyne, do Dongfeng, disse que a equipe estava preparada para lutar pelo primeiro lugar até à linha de chegada – mas admitiu que não há espaço para o erro.

“Para cruzar a linha em primeiro, vamos ter de navegar 100% eficaz”, disse o velejador do Dongfeng. ”Mas sabemos que estamos há 10 dias competindo e todos estão cansados”.

Apesar de perder algumas milhas para o Vestas 11th Hour Racing, em terceiro lugar, houve boas notícias para o quarto colocado, o Brunel de Bouwe Bekking. A atleta Annie Lush, que no fim de semana foi varrida por um onda, quando estava no deck com o Peter Burling ao leme, levantou-se do seu beliche pela primeira vez desde que machucou as costas. “Finalmente 72 horas depois saí do meu beliche”, disse Lush. “Posso me mover e isto é fantástico”.

Depois de escolher rotas diferentes nos últimos dias, hoje todos os sete barcos estão praticamente alinhados ao longo do paralelo 45, com mais de 450 milhas separando o MAPFRE em primeiro lugar, do team AkzoNobel em sétimo.

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