Teste Evolve 360 HT: uma lancha que impressiona pelo espaço interno

06/05/2022

Com sede em Palhoça, região metropolitana de Florianópolis, o estaleiro Evolve Boats tem bastante prestígio no país, já com 10 anos de operação, comemorados no ano passado.

Uma história que, na verdade, começou um pouco antes, quando a gaúcha Piaggia Boats lançou as lanchas Evolution 210 e 240, de grande sucesso de vendas. Em 2009, o empresário Ricardo Wilges entrou no negócio.

A partir da aquisição dos moldes das duas lanchas Evolution, ele fundou a Evolve Boats. Desde então, fazendo jus ao nome (tanto em português quanto em inglês, Evolve significa evoluir), o estaleiro não parou de crescer. E a Evolve 360 HT é o melhor exemplo disso.

A Evolve 360 HT está na linha de frente da marca. Lançada no início de 2017 e apresentada pela primeira vez no São Paulo Boat Show 2018, rapidamente a lancha caiu no gosto do brasileiro. Já são 33 unidades na água, segundo o estaleiro. A navegação estável e com bom desempenho, mesmo com motores de menor potência, é um de seus diferenciais, junto com o ótimo aproveitamento do espaço e a construção cuidadosa, que chama muito a atenção.

Outro diferencial do estaleiro é permitir que o cliente escolha a cor e os acessórios internos. A lancha ganha a cara do dono. No caso da 360 HT, a possibilidade de customização permite, por exemplo, o fechamento do camarote principal com uma porta de correr, o que resulta em mais privacidade.

Como ela é

A Evolve 360 HT é uma lancha com cobertura de fibra sobre boa parte do cockpit e teto solar rígido, de acionamento elétrico. A abertura é bem grande, com mais de 1,80 m de largura, e garante entrada de muito sol, vento e grande luminosidade natural. O fechamento protege o cockpit das intempéries.

Ou seja, como é típico nas HTs, há a flexibilidade de se tornar um barco fechado em momentos de vento, chuva ou frio, e aberto nos dias mais quentes. As janelas laterais são generosas e dão o tom da estética do barco, e ainda garantem que, mesmo com tudo fechado, ninguém perca o contato com o mar. E tudo (janelas, design do casco, guarda-mancebo) combina perfeitamente bem.

O posto de pilotagem, com banco duplo, tem painel completo, sistema de joystick, bom acabamento e visão adequada para o piloto, por conta do bom tamanho e altura do para-brisa. Para a pilotagem em pé, o banco pode ser rebatido e há apoio para os pés. No outro bordo, ladeando o posto de comando, há uma chaise-longue de 1,85 m com encosto de cabeça, onde se pode estender as pernas confortavelmente.

No cockpit, há uma pequena cozinha (a cozinha principal fica na cabine) e um sofá grande, em forma de “J”, o que resulta em ótimo espaço de circulação. Esse sofá, com encosto alto e assento largo, é bem confortável. Uma mesa de aperitivos pode ser montada e retirada fácil e rapidamente (há um nicho para guardá-la sob a tampa do acesso ao porão e encaixes para os pés de inox sob o banco). O pé-direito sob o HT é de 1,85 m e o aparelho de ar-condicionado, de 16 mil BTUs, tem saída para essa área.

O acesso à proa é excelente. São duas passagens laterais, cada uma delas com 30 cm de largura, protegidas por um guarda-mancebo alto (com 66 cm de altura, em média). E ainda há providenciais pega-mãos pelo caminho. O solário de proa, com encostos rebatíveis individuais e dois porta-copos na cabeceira, é bem largo para duas pessoas. No bico de proa, há um bem sacado banco de madeira. Você pode já ter visto isso em barcos maiores, mas, em uma lancha de 36 pés, é uma novidade muito bem-vinda.

Por sua vez, na popa, há muito o que se usar. A plataforma, com 3,25 metros de largura e 1,75 m de comprimento total, tem uma boa parte (exatamente 1,25 m) submersível, com acionamento por controle remoto sem fio ou por comando elétrico instalado no posto de pilotagem. Uma escada do tipo robô arma-se sozinha, conforme a plataforma móvel vai “afundando”. E há ainda uma segunda escada, para os momentos em que a parte móvel não é acionada.

Ainda na área de popa, o barco conta com o infalível espaço gourmet, com churrasqueira, porta-copos, pia e geleira, além de um excelente paiol, perfeito para armazenar sapatos, máscara e snorkel, extintor e tudo o que é necessários estar à mão nesta área. Esse paiol conta com uma tampa “inteligente”, que é armada com um braço de inox e se transforma em área de apoio para a churrasqueira. Para cobrir essa área, pode-se instalar um toldo (opcional), que abre e fecha por acionamento elétrico.

Perfeita para passeios durante o dia, levando até 13 pessoas, a Evolve 360 HT se destaca pelo ótimo espaço interno. Nada menos que seis pessoas podem dormir a bordo. A cabine, com até 1,80 m de altura, divide-se em três ambientes. O primeiro, na proa, é o do camarote principal, de casal, com cama de boa dimensão (2,08 m x 1,47 m), um sofá auxiliar, tv, janelas laterais e vigias com estofados tipo blackout. Sob a cama, há dois espaços para o proprietário armazenar suas coisas, além de material de salvatagem, como coletes salva-vidas. O aparelho de ar-condicionado, instalado bem no cantinho, não atrapalha a área.

O segundo ambiente é formado por um sofá-cama e pela cozinha, que é completa, com geladeira, fogão, micro-ondas, pia e armários. Quando aberto, o sofá se converte em uma terceira cama, com 1,00 m de largura por 1,75 m de comprimento, em que, com jeitinho, podem dormir duas pessoas. Sem esquecer o camarote de meia-nau, com cama de 1,92 m de comprimento por 1,20 m de largura, boa iluminação natural e cortinas de fechamento, do tipo blackout, que garante comodidade térmica e uma certa privacidade.

O conforto se estende ao excelente banheiro, com box fechado e altura de 1,85 m, tudo bem feito e sem apertos. Há disponibilidade de água quente e fria em todo barco. A possibilidade de customização oferecida pelo estaleiro permite o fechamento do camarote principal, na proa, com uma porta de madeira de correr, o que resulta em ainda mais privacidade. Também é possível customizar as cores dos móveis e dos estofados.

O painel de instrumentos é bem completo, inclusive com sistema de manobra por joystick, entre outros acessórios. Destaque também para as instalações de hidráulica e elétrica. Na hidráulica, o estaleiro usa o sistema quick italiano, de engate rápido. Há abraçadeiras duplas nos encaixes e todo encanamento, de água quente e água fria, é devidamente sinalizado. Na parte elétrica, a fiação completa é estanhada e codificada, com conexões protegidas por conduítes, inclusive abaixo da linha d’água.

O quadro elétrico foi muito bem feito, seguindo a mesma linha das instalações gerais do barco, com cabos e placas minuciosamente etiquetados e numerados. O barco tem projeto elétrico específico e dimensionado exatamente para tudo que vem embarcado, o que é ótimo. Para a manutenção, o acesso (em sua grande parte) é fácil e rápido, com tudo muito à mão, o que ajuda a manter o barco em ordem. Além do espaço gourmet da plataforma de popa, há um segundo, de apoio, na praça de popa, com fogão por indução de uma boca, bancada, pia de inox, torneira, gavetas e uma discreta lixeira.

Quer dizer, a Evolve 360 HT não é apenas uma lancha confortável e moderna. É também uma 36 pés muito bem equipada, com ótimas instalações e um cuidado primoroso nos detalhes de construção e acabamento. Tem tudo para satisfazer a quem procura por uma lancha cabinada de médio porte com pernoite para até seis pessoas. E que também navega bem, como provou no teste de mar que fizemos em Balneário Camboriú, Santa Catarina.

Como navega

Navegamos com a Evolve 360 HT nas imediações de Balneário Camboriú, em Santa Catarina, em um dia de mar “encarneirado” (ou seja, batido), com ventos que chegaram a 15 nós. Mesmo com o mar mexido, o casco enfrentou as ondas com suavidade, batendo mais forte em raríssimas e inevitáveis ocasiões, e isso apesar da boca mais larga na proa. Mérito do bom V do casco na popa, de 17,5 graus.

A lancha estava equipada com dois motores diesel de 270 hp cada, com rabetas Bravo III Racing e sistema de controle por joystick. A bordo, três adultos, 540 litros de combustível (a lancha tem dois tanques de 365 litros cada) e 270 litros de água. Começamos acelerando forte para entrar rapidamente em planeio. O uso dos flapes foi essencial para ajudar o barco a estabilizar o cruzeiro. Com 19 nós, aliviamos os manetes e parte dos flapes. O barco ficou leve, estável, e deu respostas rápidas, batendo muito pouco ao cruzar a marolas bem mexidas.

Não foi apenas nas retas que a Evolve 360 HT se saiu bem: estável e firme, a lancha também fez curvas fechadas com facilidade e sem jogar água pra cima. Não fosse o vento mais forte, não teríamos nem respingos no para-brisa, após várias manobras e aceleradas. Em curvas de nível médio, na velocidade de cruzeiro econômico (que foi de 23,1 nós, a 3 300 giros), deu apenas uma adernada sutil, sem nenhum estresse. O raio de giro é bem pequeno. Durante todo o teste, casco se mostrou seco, sem borrifos no convés.

A facilidade de navegar, mesmo com motores de menor potência, é um dos diferenciais da marca. De fato, empurrada pela dupla de motores diesel de 270 hp, a Evolve 360 HT demonstrou que tem força de sobra para navegar com tranquilidade. E quando o joystick entra em operação, manobrar passa a parecer brincadeira de criança.

Nas medições de desempenho, registramos 32,3 nós de máxima, uma boa performance. No teste de aceleração, cravou o tempo de 15,7 segundos para ir da marcha lenta aos 20 nós, já esperado pela característica do casco, que anda mais leve e melhor após os 19 nós. No consumo de cruzeiro, a 3500 rpm e 25,7 nós, outra boa marca: 84,8 litros/hora.

O casco, bem largo, com 3,45 metros de boca avançada até a proa, exige certa técnica de quem está no comando. É preciso entendê-lo, saber o momento certo de usar os flapes e de dar motorização. Mas nada que uma rápida convivência com a Evolve 360 HT não resolva, de maneira tranquila.

Pontos altos

  • Qualidade da construção
  • Bastante espaço a bordo
  • Pernoite para até seis pessoas

Pontos baixos

  • Sofá da cabine tem pé-direito baixo
  • Tanque de água poderia ser maior
  • Faltam porta-copos na proa

Características técnicas

Comprimento total: 11,02 m
Comprimento do casco: 7,86 m
Boca: 3,45 m
Calado com propulsão: 0,90 m
Altura da cabine na entrada: 1,90 m
Ângulo do V na popa: 17,5 graus
Combustível: 730 litros
Água: 270 litros
Águas negras: 100 litros
Capacidade dia: 12 pessoas
Capacidade pernoite: 6 pessoas
Peso com motor: 8 300 kg
Potência: 2 x 260 a 430 hp

Quanto custa

A Evolve 360 HT custa a partir de R$ 683 mil, com dois motores gasolina de 300 hp cada com montagem básica. Já com dois motores de centro-rabeta a diesel de 300 hp cada, equipada com ar-condicionado, gerador, guincho elétrico, gps, som, geladeira, teca de EVA, churrasqueira, tv, microondas, flapes, aquecedor de água, rádio vhf e farol na proa, custa cerca de R$ 820 mil. O modelo testado por NÁUTICA, equipado com dois motores de centro-rabeta diesel de 270 hp cada, com a lista completa de opcionais acima, além de joystick para manobras, piloto automático, plataforma submersível e madeira teca, custa cerca de R$ 1,150 milhão. Preços pesquisados em março/2020.

Quem faz

Da linha de montagem do estaleiro Evolve Boats, atualmente saem três modelos de lanchas: a 235 Cab, a 270 Cab e a 360 HT. São barcos que se destacam pelo conjunto design-navegação-inovação, além da atraente relação custo-benefício. Para saber mais, ligue para tel. 48/3374-3015 ou acesse www.evolveboats.com.br.

Veja mais fotos da 360 HT

Edição de texto: Gilberto Ungaretti
Edição de vídeo: TakeBoom Produções
Fotos: Rogério Palatta e Victor Oliveira/TakeBoom e Mariana Boro/Divulgação

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    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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