Três grandes nomes da arquitetura náutica se unem para projetar megaiate de 77 metros


O megaiate de 77 metros, batizado de Black Shark, está cada vez mais próximo de ser apresentado ao público pelo estúdio Sinot — Architecture & Design. “Ter que criar a partir de um tema traz uma conexão com o interior, como se fosse um livro”, comenta Sinot sobre o Black Shark.

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A colaboração entre Sinot, Winch e Nobiskrug se desdobrou para atender um pedido do proprietário: transformar o tema “tubarão” em um megaiate. “É uma questão de como você consegue interpretar as coisas, não importa o quão literalmente. Acho que é esse o truque”, diz Sinot.
Apesar de o projeto ser algo incomum, Sinot garantiu que a tradução do tema não fosse contra a natureza de seus princípios de design. “Um design não deve existir apenas porque foi concebido. Deve ser uma manifestação de algo para um propósito, estética e função”, completa o designer.
“Um iate não é apenas um objeto de riqueza: é algo que você pode usar para se mover pelo mundo e ver coisas que outras pessoas não podem. Os superiates fazem você se sentir bem, e os interiores são o que faz com que os proprietários desejem receber as pessoas a bordo e desfrutar juntos do ambiente. Deve parecer um lugar seguro para se estar”.
Quando questionados sobre as nuances do design, os profissionais responsáveis pelo projeto explicaram que “o cliente é enérgico, muito interessante e envolvido. Ele gostou do fato de podermos usar várias tecnologias novas em nosso design, como impressão e digitalização 3D”.

“Ficou muito claro desde o início que ele queria criar algo único que correspondesse ao tema, mas ainda garantir que os espaços fossem aconchegantes, confortáveis e convidativos. Devido a essa direção clara, pudemos começar a criar os interiores em 3D desde o primeiro dia”, completam.
Em alguns dos espaços o teto foi inteiro pintado de preto, o que representa uma decoração bastante ousada. A promessa dos colaboradores é de que, quando o cliente ampliar os detalhes, tudo se relacione com o tema “preto” ou “tubarão”, juntos ou separadamente, e de uma forma subliminar.
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Ainda assim, apesar de seguir todo um tema durante a construção, o intuito nunca foi construir um parque temático dentro da embarcação. Detalhes como barbatanas ou quaisquer outras traduções literais foram estritamente excluídos. Em vez disso, a alternativa foi adicionar dentes ocultos no interior, que não são diretamente perceptíveis, mas que aumentam a tensão interna.
“Não sabíamos como era a aparência da pele de tubarão até usarmos um microscópio e podermos estudar seu padrão. Sua pele é feita para reduzir o arrasto na água com uma textura semelhante à de uma bola de golfe — traduzimos isso para uma impressão 3D e cobrimos paredes inteiras com esse padrão. O resultado é uma textura tátil muito interessante na parede. “, explicam os profissionais.

Eles também disseram que o intuito era contar uma história em todo o interior, com uma distinção clara entre os 5 conveses. Tudo para passar a percepção de que, de acordo com a posição dentro do megaiate, seja possível se ver abaixo da água, na superfície da água ou acima da água.
Por Naíza Ximenes, sob supervisão da jornalista Maristella Pereira.
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