Vela é incluída nos Jogos Paralímpicos de Pernambuco

Por: Redação -
27/07/2018
Foto: Tsuey Lan Bizzocchi

Na final dos Jogos Paralímpicos de Pernambuco, realizada no último domingo (22), velejadores do Cabanga e demais atletas paraolímpicos foram convidados a vivenciar a experiência de se desafiar através da vela.

João Ivson, atleta de tiro ao arco paraolímpico, número 1 do Brasil e homenageado dos Jogos deste ano, ficou paraplégico após um acidente de carro. Apesar de já ter um envolvimento com o mar através do surf e do mergulho, a primeira experiência com a vela foi surreal.27

“Para mim, que sou de outro esporte, ter a experiência com a vela foi algo bem fora do meu costume e fiquei deslumbrado com a experiência. Foi muito bacana. Espero que a gente consiga trazer mais vezes pessoas de outras modalidades para conhecer a vela”, argumentou.

Já Ana Cláudia, paraatleta que disputou os 100m rasos e o salto em distância nos Jogos, exaltou as particularidades da vela. “Foi uma experiência muito divertida. Pude entender como funciona a vela, que tem estratégias. O vento pode estar ao seu favor e depois mudar. Foi interessante demais e diferente participar. Quando recebi o convite, aceitei logo e foi maravilhoso”, resumiu.

Na avaliação de Lucas Barbalho, Capitão da Flotilha de Day Sailer do Cabanga, que esteve presente na competição representando o Comodoro Delmiro Gouveia, o aprendizado é geral.

“Ter atletas paralímpicos no barco foi de extremo aprendizado. O Diego, por exemplo, enxerga apenas 5% e já veleja conosco há quase um ano. As pessoas se perguntam como ele pode ajudar na condução do barco, mas ele desenvolveu uma técnica de perceber a direção do vento com o rosto muito interessante e durante as etapas do Pernambucano tem um papel importante na disputa”, relatou.

Apesar do caráter festivo da regata de apresentação da vela nos Jogos Paralímpicos de Pernambuco, o espírito de competidor está enraizado em cada um desses atletas. Na água, uma disputa muito acirrada pelo primeiro lugar, com destaque para a ultrapassagem da embarcação Bay Tree, comandada por Antônio Nilo, que teve a bordo o velejador Tiago Monteiro e o paratleta João Ivson. O trio ultrapassou na última boia o veleiro Penduick, de Yannick Ollivier, o velejador Gustavo Guedes e da paraatleta do Atletismo, Ana Claudia.

Além da vela, os Jogos Paralímpicos de Pernambuco 2018 contou com participação de atletas das seguintes modalidades: Tênis de Mesa; Goalball; Atletismo; Bocha; Natação; Futsal; Vôlei de Surdos; Artes Marciais; Fisiculturismo; Dança e Tiro com Arco.​

Quer conferir mais conteúdo de NÁUTICA?
A edição deste mês já está disponível nas bancas, no nosso app
e também na Loja Virtual. Baixe agora!
App Revista Náutica
Loja Virtual
Disponível para tablets e smartphones

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    SailGP: time brasileiro tem participação interrompida em etapa sem Martine Grael como capitã

    Apesar de mostrar competitividade no Canadá, equipe sob liderança de Paul Goodison sofreu penalização e abandonou a prova

    Em clima de Copa: Marina Itajaí Boat Show terá telão e ativações voltadas ao torneio

    Salão náutico, que acontece de 2 a 5 de julho, promete figurinha personalizada, camiseta exclusiva e atrações para toda a família

    Aumento de idosos no Brasil: Triton registra alta de 40% nas vendas para público sênior

    Movimento acompanha cenário em que a proporção de idosos no país passou de 11,3% para 16,6% entre 2012 e 2025, segundo dados do IBGE

    Setor náutico cresce no Brasil, mas falta mão de obra qualificada; veja áreas em alta

    Com frota perto de 1 milhão de embarcações, mercado amplia oportunidades em áreas técnicas, operacionais e de serviços

    Azimut levará os seis modelos produzidos em Itajaí ao maior salão náutico do Sul do país

    De lanchas a iates de luxo, estaleiro italiano promete seis embarcações nas águas do Marina Itajaí Boat Show. Saiba quais modelos são esperados!