Vem aí a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show, o maior evento náutico do Sul do país
Salão catarinense acontecerá de 2 a 5 de julho, na Marina Itajaí. Ingressos já estão disponíveis com 30% off para o leitor NÁUTICA


Anote na sua agenda: de 2 a 5 de julho, as águas da Baía Afonso Wippel, em Santa Catarina, receberão a 4ª edição do Marina Itajaí Boat Show, o maior evento náutico do Sul do país. O evento, que teve um sucesso histórico em 2025, acontecerá novamente na tradicional Marina Itajaí — e o ingressos já estão disponíveis no site oficial.
Recorde de público e lançamentos globais: Boat Show de Itajaí comemora edição histórica
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Durante quatro dias, o município de Itajaí, um dos principais polos da indústria náutica brasileira, terá grandes novidades do setor sobre as águas catarinenses. Por lá, o visitante contará com uma ampla exposição de embarcações, motores, acessórios e equipamentos que todo barco precisa.



Não à toa, a quarta edição do Boat Show de Itajaí chega para consolidar a região como uma referência no calendário náutico nacional e internacional — visto que, em 2025, o evento contou com dois lançamentos globais: a Ferretti Yachts FY1000 e a Azimut 25 Grande Metri, ambas fabricadas em Itajaí.
Na Marina Itajaí, o evento acontecerá tanto em áreas secas quanto em áreas molhadas — onde costumam ficar a maioria dos barcos, em seu habitat natural. Já na parte coberta, o público encontrará acessórios e marcas que oferecem serviços para embarcações, além de oportunidades de empreendimento em um encontro que integra negócios, tecnologia, lazer e tendências de um estilo de vida ligado à água.
Atrações dentro e fora d’água
Ao invés de “apenas” ver os barcos, que tal testá-los? Pois saiba que no Marina Itajaí Boat Show 2026 o visitante poderá viver essa experiência. Quem pretende comprar uma embarcação poderá coloca-la à prova na Baía Afonso Wippel — o agendamento do test-drive deve ser marcado diretamente com o estaleiro.


Como de praxe, os expositores aproveitam a alta demanda do público do salão para apresentar condições especiais de venda, ideais tanto para quem deseja adquirir o primeiro barco quanto para quem busca fazer um upgrade.


Contudo, nem só de negócios vive a quarta edição do Boat Show de Itajaí. Por lá, o espaço proporcionará também experiências náuticas interativas que prometem aproximar o público do lifestyle náutico, incluindo atividades na água. O salão ainda reserva um espaço gastronômico sofisticado, com sabores incríveis que complementam a experiência do evento.
Relembre como foi o Marina Itajaí Boat Show em 2025
A 3ª edição do maior evento náutico do Sul do país entregou o que prometeu em 2025: o salão reforçou seu protagonismo entre os principais eventos náuticos do Brasil ao concentrar, em uma edição histórica, o recorde de público do evento — foram 22 mil visitantes — , dois dos maiores lançamentos globais do setor e mais de 70 expositores.


Mais de 60 embarcações expostas — sendo 40 delas nas águas — e novidades que aqueceram o mercado náutico, como a estreia mundial da Ferretti Yachts FY1000, a Azimut 25 Grande Metri e o lançamento digital da Nova Intermarine 56. A gama de embarcações foi enorme, tendo desde barcos de entrada e veleiros a lanchas potentes e iates.


“É um grande termômetro do mercado, surpreendendo pela geração de negócios e pelo perfil qualificado do público, que busca desde a primeira embarcação até opções de upgrade”, disse Thalita Vicentini, diretora do Grupo Náutica, durante a edição de 2025.


Ingressos à venda!
Não perca tempo, pois os ingressos para a 4ª edição do maior evento náutico do Sul do país já estão disponíveis. Para garantir o seu, acesse o site oficial de vendas e selecione a quantidade e tipo de entradas desejadas. As formas de pagamento aceitas são Pix, cartão de crédito (em até 12x) e boleto bancário.



O ingresso poderá ser adquirido presencialmente na bilheteria do evento. Porém, recomendamos garantir o seu com antecedência, pois as vendas são limitadas e podem esgotar. Também é possível adquirir ingresso online pelo Sympla. Cada tíquete vale para qualquer um dos quatro dias do salão e crianças de até 1 metro não pagam.


Inclusive, quem for leitor NÁUTICA tem uma condição especial na hora da compra: 30% off. Basta inserir o código promocional NAUTICA30 ao selecionar os ingressos e pronto — o desconto vale apenas para ingresso único e entrada inteira.
Quer ser expositor?
Para garantir sua participação como expositor na quarta edição do Marina Itajaí Boat Show, entre em contato com o Boat Show pelo telefone/WhatsApp (11) 2186-1068 ou pelo e-mail [email protected].
Marina Itajaí Boat Show 2026
Anote aí!
Quando: De 2 a 5 de julho de 2026.
Horário: Quinta e sexta-feira, das 14h às 21h; sábado e domingo, das 11h às 21h; no último dia (5) o evento se encerra às 20h.
Onde: Marina Itajaí (Av. Carlos Ely Castro, 100 – Centro, Itajaí – SC, 88301-445).
Mais informações: site do evento.
Ingressos: site oficial de vendas.
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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