Entre ondas de sete metros, líder da Vendée Globe passa o Cabo Horn


O cenário é como o “fim do mundo”: um lugar inóspito e com o horizonte vazio, assim é o Cabo Horn. Situado no Estreito de Drake na Terra do Fogo, em território chileno, o local é o ponto de encontro entre os oceanos Atlântico e Pacífico.
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Agora, adicione uma abrupta mudança de profundidade, algo que sempre provoca ondas fortes e que às vezes estão descontroladas por conta das correntes marítimas. Assim foi a travessia de Yannick Bestaven, que ultrapassou o Cabo Horn no último sábado (02/01).
O líder da competição foi recebido com ondas de 7 metros de altura, apesar de sua rota mais conservadora, ao sul, para evitar as piores condições dessa tempestade. O francês de 48 anos demorou 55 dias até contornar o Cabo Horn, desde que iniciou a corrida, na França.
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Neste momento, resta a Bestaven atravessar o Atlântico de volta a sua terra natal para se consagrar o campeão da 9ª edição da regata mais dura da vela mundial. Sua vantagem sobre o segundo colocado, Charlie Dalin (Apivia), é de 160 milhas náuticas. Nesses moldes é difícil de imaginar um cenário que não seja a vitória de Yannick Bestaven.
Por Gustavo Baldassare sob supervisão da jornalista Maristella Pereira
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