Volvo Penta atinge o número de 30 mil sistemas IPS instalados

Por: Redação -
14/10/2020

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O cuidado com o meio ambiente tem sido um valor fundamental na Volvo Penta desde 1972 e parte do trabalho da empresa continua a atingir alta eficiência energética e emissões reduzidas em toda a sua linha de produtos. A visão da Volvo Penta é ser líder mundial em soluções de energia sustentável. Em todas as suas ofertas marítimas, o objetivo é fornecer soluções sustentáveis ​​que proporcionem uma experiência única e integrada.

Volvo Penta Inboard Performance System (IPS) é um exemplo de tecnologia que dá um passo confiante para aumentar a eficiência e reduzir as emissões, ao mesmo tempo que continua a melhorar o desempenho do produto. O IPS oferece  capacidade de manobra e desempenho avançados, fácil manutenção e facilidade de manutenção, e é capaz de oferecer novos níveis de conforto a bordo. A empresa já vendeu 30 mil soluções Volvo Penta IPS em todos os setores marítimos.

O Volvo Penta IPS foi uma revolução na tecnologia marítima quando foi lançado pela primeira vez no setor de lazer marítimo, em 2005. O design inovador e exclusivo do sistema tem hélices duplas contra-rotativas voltadas para a frente que ficam abaixo do casco para uma incrível ‘aderência’ de a água. Os drives IPS direcionáveis ​​individualmente são vinculados à função de encaixe do joystick integrada. O joystick torna a atracação – considerada um dos aspectos mais estressantes da navegação – mais fácil. O Volvo Penta IPS oferece uma gama de benefícios que variam dependendo do tipo de instalação. Em comparação com as instalações de eixo interno tradicionais, a Volvo Penta IPS oferece:

  • 40% maior alcance de cruzeiro

  • 20% maior velocidade máxima

  • Consumo de combustível reduzido em até 30%

  • Até 30% menos emissões de CO2

  • 50% menos ruído percebido

  • Mais espaço a bordo

Aumentar o uso do Volvo Penta IPS para uso comercial marítimo foi um dos compromissos da empresa com o programa WWF Climate Saver – do qual faz parte desde 2014. Com 30 mil unidades IPS instaladas, todas com uma redução de até 30% em consumo de combustível e uma redução típica de 15-20% – às vezes até 30% – de CO 2 , pode-se imaginar a economia nas emissões de CO 2 que o Volvo Penta IPS ajudou a realizar.

“Encontrar maneiras de reduzir o consumo de combustível e as emissões tem sido um objetivo nosso por muitos anos e é uma prioridade em toda a nossa linha de produtos”, explica Johan Inden, chefe do segmento marítimo da Volvo Penta. “Nós nos esforçamos para continuar a melhorar a tecnologia inovadora de hoje, enquanto, em paralelo, exploramos as possibilidades futuras de redução significativa ou zero de emissões.”

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Reduções significativas – os números por trás das reclamações

A introdução do Volvo Penta IPS no segmento comercial marítimo em 2005 foi um marco importante para a empresa ao longo de sua jornada WWF Climate Savers. Em apenas um exemplo, oito navios Njord Offshore , movidos por Volvo Penta IPS, economizaram em média um total de 20% em combustível e 8.375 toneladas de CO 2, mais de 250.000 horas de operação. Além disso, a capacidade de manobra superior do sistema é uma grande vantagem ao atracar offshore em condições adversas.

A Volvo Penta obteve sucessos semelhantes no setor de lazer marítimo. Veja o super iate Amer 94, por exemplo. Em uma jornada controlada de 160 quilômetros pelo Mediterrâneo, esta embarcação teve uma redução de 45 por cento no consumo de combustível em comparação com iates de tamanho semelhante equipados com a instalação de eixo interno tradicional. Este resultado notável foi devido ao design leve da embarcação e à instalação do eficiente e compacto Volvo Penta IPS, que juntos reduzem o peso do iate em 20 toneladas – o peso de quatro elefantes.

Além disso, a Volvo Penta começou a incorporar uma abordagem de economia circular quando se trata de fabricação – dando uma nova vida às transmissões IPS por meio da remanufatura.

“Nossa linha Volvo Penta IPS já oferece um impacto reduzido sobre o meio ambiente, por meio de sua maior eficiência de combustível e emissões reduzidas”, diz Johan. “Selecionar uma unidade IPS remanufaturada só aumenta a sustentabilidade de todo o ciclo de vida do barco, incluindo manutenção e reparo.”

Espaço para melhorias

Embora os números sejam bons, a Diretora Ambiental da Volvo Penta, Cecilia Gunnarsson, sabe que mais ainda pode ser feito.

“Ao comemorar esse marco, também nos lembramos que apoiar nosso meio ambiente é um compromisso contínuo”, afirma Cecilia. “É por isso que trabalhamos para tornar nossos sistemas compatíveis com combustíveis renováveis ​​como o HVO. Além disso, temos nosso pacote IMO III para IPS, para o setor marítimo, que atende aos mais rígidos padrões globais de emissão”.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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