6º Congresso Internacional Náutica acontecerá em novembro, antecedendo o São Paulo Boat Show


Especialistas do setor público e privado irão se reunir no 6º Congresso Internacional Náutica, que acontecerá nos dias 3 e 4 de novembro, antes do início do São Paulo Boat Show 2021, para discutir melhores práticas do turismo das águas e tendências pós-pandemia.
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O evento contará com palestras sobre a retomada do turismo, melhores práticas do turismo das águas, tendências do turismo pós-pandemia e oportunidades para que prefeitos, secretários e agentes do setor possam se encontrar e debater com os principais influenciadores nacionais e internacionais. Um encontro focado no turismo das águas comandado por Ernani Paciornik, presidente do Grupo Náutica.
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Em meio a este momento tão complexo que estamos vivendo, mais uma vez, o Grupo Náutica inova e traz para o seu público o evento que debate sobre temas tão necessários, principalmente, na atualidade. O encontro será das 10 às 17h, no dia 3/11, e das 10h às 13h30, no dia 4/11.
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Estão confirmados o Ministro do Turismo do Brasil, Gilson Machado Neto; o Secretário de Turismo de São Paulo, Vinicius Lummertz; a Secretária de Turismo do Distrito Federal, Vanessa Mendoza; e o Secretário de Turismo da Bahia, Mauricio Bacelar; além dos prefeitos de Nazaré Paulista, Murilo Pinheiro Ramos, e de Ilhabela, Antonio Luiz Colucci. Zurab Pololikashvili, Secretário Geral da Organização Mundial de Turismo, e Udo Kelinitiz, Secretário Geral da ICOMIA, também saudarão os participantes do Congresso.
Confira o que estará em pauta no 6º Congresso Internacional Náutica:
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Como o turismo das águas pode ser estratégico para a retomada da economia da sua região;
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Principais tendências no turismo pós-pandemia;
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Crescimento da busca pelos destinos nacionais;
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Turismo das águas vinculado ao: turismo rural, turismo de natureza, ecoturismo, turismo de aventura e turismo gastronômico;
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Como preparar a sua região para atender às necessidades atuais dos turistas;
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O turismo das águas como um acelerador de crescimento econômico;
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Desafios e oportunidades do turismo das águas;
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Melhores práticas internacionais pós-pandemia.

Veja a programação prévia (sujeita a alteração) do 6º Congresso Internacional Náutica:
Quarta-feira, 3 de Novembro de 2021
10h00 – Credenciamento dos Participantes do 6º Congresso Internacional Náutica e Café de Boas Vindas
10h30 – Abertura Oficial do Congresso: Palavras do Presidente do Grupo Náutica e Convidados
10h55 – Saudações
Zurab Pololikashvili, Secretário-Geral da Organização Mundial de Turismo OMT/ World Tourism Organization (UNWTO)
Udo Kelinitiz, Secretário Geral da ICOMIA
11h00 – Cartilha Virtual de Estruturas Náuticas
Vinicius Lummertz, Secretário Estadual de Turismo de São Paulo
11h40 – Programa Novo Rio Pinheiros
Luiz Ricardo Santoro, Secretário Executivo de Infraestrutura e
Meio Ambiente do Estado de São Paulo
12h20 – Turismo das Águas em São Paulo Desenvolvimento Econômico pelo Turismo Náutico – Murilo Pinheiro Ramos, Prefeito de Nazaré Paulista
Case Ilhabela – Antonio Luiz Colucci, Prefeito de Ilhabela
12h50 – Debate entre os secretários e os representantes das
cidades
13h00 – Intervalo para Almoço
15h00 – Cases Rio de Janeiro
Case Maraey: Emílio Merlo, CEO, MARAEY
Case Buzios: Pedro Bulhões, Opportunity
15h40 – Case Paraná: Turismo Náutico como Estratégia de Conservação da Natureza
16h10 – Coffee Break
16h30 – Case Distrito Federal
Vanessa Chaves de Mendoza, Secretária de Estado de Turismo
do Distrito Federal
17h00 – Encerramento do Primeiro do 1º dia do 6º Congresso
Internacional Náutica.
Quinta-feira, 4 de novembro de 2021
10h00 – Recepção do 2º dia do 6º Congresso Internacional Náutica e Café de Boas Vindas
10h30 – Abertura do 2º dia de Congresso: Palavras do Presidente
do Grupo Náutica Ernani Paciornik, Presidente do Grupo Náutica
10h40 – Em confirmação
11h10 – Modernização da Gestão Ambiental para a Náutica Visão Jurídica: Dra. Renata Castanho, Sócia Gestora da Área Ambiental, Lobo de Rizzo Advogados
Mediação: Marco Antônio Castello Branco, Presidente do Fórum Náutico Paulista
11h30 – Apresentação de Cases Náuticos Brasileiros
Mauricio Bacellar, Secretário Estadual de Turismo da Bahia
12h10 – Debate entre os palestrantes e os participantes
12h20 – Visão Internacional – Marinas como Propulsor do Turismo. ICOMIA, Conferência Mundial de Marinas, DUBAI Out.21
Gabriela Lobato, Presidente do Grupo BR Marinas
12h40 – Mesa de Reflexões: Considerações Finais do Conselho Consultivo. Momento Interativo de Perguntas e Respostas com o público
Ernani Paciornik
Klaus “Cacau” Peters
Eduardo Colunna
Marco Antônio Castello Branco
Gabriela Lobato Marins
Ricardo Fazzini
13h00 – Palavras do Ministro do Turismo do Brasil, Gilson Machado Neto
13h30 – Encerramento do 6º Congresso Internacional Náutica
15h00 – Abertura Oficial do São Paulo Boat Show
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Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.
O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.
Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?
Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.
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Advocacy não é palavrão
Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.
Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.
Explicar para quem não navega
O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.
Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.
Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.
Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.
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Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
O próximo passo é nosso
Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.
Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.
A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.Driving Change realiza sua 3ª edição com sete jovens velejadoras; Conheça a iniciativa!
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