7º Congresso Internacional Náutico terá transmissão ao vivo. Confira a programação

Por: Redação -
21/09/2022

Nos dias 22 e 23 de setembro, São Paulo será palco do 7ª Congresso Internacional Náutico. O evento antecede a abertura oficial do São Paulo Boat Show e trará prefeitos, secretários e agentes do setor — de diversas regiões do Brasil — para apresentar e debater os desafios e as oportunidades que o turismo das águas oferece.

 

Com transmissão ao vivo pelo Canal NÁUTICA, esta edição do Congresso terá dois endereços:  dia 22, no Parque Global — complexo imobiliário de alto padrão em construção na zona sul de São Paulo–, e dia 23 no São Paulo Expo.

Após o encerramento do evento, será oficialmente aberta a edição 2022 do São Paulo Boat Show, maior feira náutica indoor da América Latina e que tem expectativa de movimentar cerca de R$ 300 milhões ao longo dos seis dias de evento.

 

Essa é a 7ª edição do evento, que anualmente se consolida como o mais importante da categoria, apresentando casos de crescimento econômico, tendências do turismo das águas, geração de empregos, questões ambientais, entre outros assuntos.

 

Entre os pontos abordados estão as estratégias de captação de recursos e investimentos náuticos para as cidades; legislação de marinas e rampas públicas; cases de turismo náutico: água doce e água salgada; questões ambientais; incentivos governamentais e parcerias público privadas; o turismo náutico impulsionando o crescimento dos pequenos municípios e o passo a passo para implantar o turismo náutico.

 

7º Congresso Internacional Náutico – Investimento no Turismo das Águas

Confira a programação*:

22 de setembro (quinta-feira)

Assista ao vivo: dia 1 do Congresso

 

10h00 – Credenciamento do 7º Congresso Internacional Náutico e café de boas-vindas

 

10h30 – Abertura oficial: Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA

 

10h40 – Palestra Economia do visitante, com Vinicius Lummertz, secretário de Turismo do Estado de São Paulo

 

11h00 – Painel de visões: Economia, Investimentos e o Setor Náutico
Visão  1: Como a Invest SP apoia projetos de investimentos no Estado de São Paulo. Com Gustavo Ley, vice-presidente da Invest SP

 

Visão  2: Economia e Infraestrutura. Saiba como o Estado de Santa Catarina atrai empresários do setor náutico. Com Mozart Medeiros de Leon, Secretaria da Fazenda de Santa Catarina

 

11h30 – Case: Parceria Público Privada no Turismo das Águas, com Juliano Richter Pires, secretário municipal de Turismo, Tecnologia e Desenvolvimento Econômico de Florianópolis

 

12h00 – Case: Eventos  Náuticos – Estratégias    de captação de recursos e investimentos, com Evandro Neiva, secretário de Turismo e Eventos, Prefeitura de Itajaí

 

12h30 – Painel Comparativo: Desafios e oportunidades na legislação de marinas públicas e rampas em São Paulo e Paraná.
Visão  São Paulo: Luis Sobrinho, Consultor da Invest SP e da Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo

Visão  Paraná: Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná

 

13h00 – Case: Sinergia entre municípios e hidrelétricas para o desenvolvimento do turismo   náutico, com Marta Bender Sartoretto, Prefeitura Municipal de Itá–SC

 

13h30 – Intervalo para almoço

 

15h00 – Apresentação do Case Novo Rio Pinheiros, com Fernando Chucre, Secretário de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo

 

15h30 – Plano Nacional de Expansão do Turismo Náutico com Motos Aquáticas, com Fernando Alves, Country Manager BRP Brasil Motorsports/ Sea-Doo

 

16h00 – Rio Pinheiros Experience

 

17h30 – Coquetel e encerramento do 1º dia de congresso

 

23 de setembro (sexta-feira)

Assista ao vivo: dia 2 do Congresso

 

9h40 – Recepção  e café de boas-vindas

 

10h00 – Abertura do 2º dia do 7º Congresso Internacional Náutico: palavras de Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA

 

Manhã de Cases Brasileiros: Blackout Room – Escolha a sua sala!

 

10h20

Sala1: Encontro das Águas e Biomas. Com Jackson Murilo Gois, secretário municipal de Turismo de Porto Rico, e Guto Renato, diretor da Divisão de Turismo de Querência do Norte

Sala 2: Perspectivas de Ordenamento do Turismo Náutico na Ilha do Cardoso, em Cananéia-SP. Com Evelise Moraes, Diretora de Turismo e Lazer de Cananéia

 

10h40

Sala1: Experiências, investimentos e crescimento que o município realizou após a participação no Congresso Náutico. Com Kennedy Gabriel, secretário de Planejamento e Gestão de Rosana

Sala 2: A Náutica como propulsora turística de pequenos municípios. Com Wilson Almeida Lima, Prefeito de Iguape

 

11h00  –  Santa Cruz Cabrália: Turismo Náutico como grande oportunidade. Com Paulo César Magalhães, secretário de Turismo de Santa Cruz Cabrália

 

11h20 – Passo a passo para Implantar o Turismo Náutico nas Cidades Brasileiras

 

Os participantes poderão fazer uma consultoria técnica com especialistas do setor. Primeiramente, o Ministério do Turismo fará a apresentação sobre as Ações do MTUR para o desenvolvimento do Turismo Náutico. Em seguida, será apresentada a cartilha com o passo a passo que utilizarão como guia e, logo após, a sala será dividida em grupos de estudo para colocarem em prática os aprendizados de como implantar o turismo náutico em suas cidades. Este é o momento ideal para trocar informações relevantes com um time de especialistas.

 

Apresentação: Ações do MTUR para o Desenvolvimento do Turismo Náutico no Brasil. Com Rafael Costa Morgado, coordenador geral de Aproveitamento Turístico de Ativos de Domínio Público do Ministério do Turismo

 

11h40 – Consultoria Técnica:

Dr. Castello  Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista/Instituto Marinas do Brasil
Renato de Barros Silva, gerente de Prospecção de Negócios, InvestSP
Alex Bunese Juk, gerente de Estudos e Projetos de Obras Aquaviárias, secretária de Estado da Infraestrutura e Mobilidade do Estado de Santa  Catarina

 

12h30 – Considerações Finais do Conselho Consultivo:

Ernani Paciornik, presidente de NÁUTICA
Dr. Castello  Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista/Instituto Marinas do Brasil
Rafael Andreguetto, diretor de Políticas Ambientais da Secretaria de Desenvolvimento Sustentável e do Turismo do Paraná
Eduardo Colunna, presidente da ACOBAR
Cacau Peters, sócio-fundador da Intermarinas
Leandro Mané Ferrari, presidente da ACATMAR (Associação Náutica Brasileira)
Marcio Dottori, diretor do Minuto Náutico
Otto Aquino, diretor de comunicação de NÁUTICA

 

13h00 – Encerramento do 7º Congresso Internacional Náutico

 

15h00 – Cerimônia de Abertura do São Paulo Boat Show

 

*Programação sujeita a alterações sem aviso prévio

 

São Paulo Boat Show 2022

Com 25 anos de sucesso, a histórica São Paulo Boat Show de 2022 reunirá mais de 100 expositores, distribuídos por uma área climatizada de 30 mil m². O público vai conferir dezenas de novidades em lanchas, veleiros, jets, infláveis, motores, equipamentos, acessórios e serviços, além de atrações como destinos náuticos, palestras, objetos de luxo e o sorteio de um barco. Prepare o coração!

 

Anote aí!

SÃO PAULO BOAT SHOW 2022
Quando:
 De 23 a 28 de setembro
Onde: São Paulo Expo (Rod. dos Imigrantes, km 1,5)
HORÁRIOS
Abertura (23/09)
: das 15h às 22h
Dias de semana: das 13h às 22h
Fim de semana: das 12h às 22h
Encerramento (28/09): das 13h às 21h
Mais informações: saopauloboatshow.com.br

 

Sobre NÁUTICA

Com mais de 40 anos de mercado, NÁUTICA traz soluções em infraestrutura, eventos e comunicação. O grupo é formado pela Revista Náutica, pioneira e líder absoluta no setor; o Boat Show, com as edições São Paulo Boat Show, Rio Boat Show e Marina Itajaí Boat Show; a Metalu, uma das maiores construtoras de estruturas flutuantes de alumínio do mundo; e a Ilha dos Coqueiros, perfeita para comemorações.

 

NÁUTICA também se preocupa com as questões sociais e é detentora de ações como “Só Jogue na Água o que Peixe pode Comer” e “Por Uma Cidade Navegável”, assim como desenvolve os principais Guias de Turismo Náutico do país.

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    Quem fala pela náutica?

    Salvador recebeu o 2º Fórum Náutico Internacional, realizado pela Associação Náutica da Bahia, com empresários, gestores públicos, especialistas e convidados de fora do país. A Baía de Todos-os-Santos é um dos maiores ativos náuticos do mundo, e ninguém na plateia precisava ser convencido disso. Ouvimos casos de sucesso, projetos de marinas, roteiros, regatas, oportunidades de investimento. Mas, quando chegou a minha vez de encerrar, preferi falar sobre o que ainda nos impede de transformar todo esse potencial em desenvolvimento de verdade.

     

    O setor náutico brasileiro ainda não sabe se defender.

    Um setor que conversa consigo mesmo

    Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.

     

    Pense em quantas instâncias de poder tocam a náutica. O licenciamento ambiental de uma marina. A alíquota de ICMS sobre a embarcação. As normas da Marinha. O plano diretor que define o uso da orla. O ordenamento de praias e acessos públicos à água. As linhas de crédito para o pequeno empreendedor. A formação de mão de obra. O saneamento. Câmaras municipais, assembleias legislativas, Congresso Nacional, conselhos, órgãos ambientais, ministérios. Em cada um desses espaços, alguém está falando sobre o nosso setor. A pergunta é: somos nós?

     

    Na maioria das vezes, não. E quem não está na mesa costuma estar no cardápio.

    [caption id="attachment_208270" align="alignnone" width="920"] Foto: NatalieZera / Envato[/caption]

    Advocacy não é palavrão

    Por isso defendi, no encerramento do fórum, que o mercado náutico precisa se unir para construir um trabalho permanente de advocacy. Não se trata de lobby no sentido pejorativo, nem de defender o interesse de uma empresa isolada. É representação organizada: uma agenda comum, dados confiáveis, propostas técnicas e presença constante em todos os espaços onde se decide algo que afeta o setor.

     

    Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.

     

    Esse modelo precisa existir na Bahia, em cada estado com vocação náutica e, sobretudo, em escala nacional.

     

    Explicar para quem não navega

    O segundo ponto da minha fala é tão importante quanto o primeiro: precisamos de assessoria de imprensa e de comunicação profissional para o setor.

     

    Para boa parte da população, a náutica ainda é "coisa de rico". Uma marina nova é vista como ameaça ao acesso à praia; um projeto de garagem náutica, como problema ambiental. E, quando não explicamos, alguém explica por nós, quase sempre mal.

     

    Temos uma história poderosa para contar e não contamos. Um estudo do Fórum Náutico Paulista mostrou que a cadeia náutica de lazer movimentava cerca de R$ 5,3 bilhões por ano no estado de São Paulo e gerava mais de 27 mil empregos. E apenas 0,8% da população paulista usava embarcações de lazer, contra 5,3% no Reino Unido. Ou seja, o potencial de crescimento é enorme, e esse crescimento significa renda para o marinheiro, para o mecânico, para o laminador, para a cozinheira do restaurante da marina, para o operador de passeio caiçara que se formaliza.

     

    Essa é a náutica que precisa chegar ao jornal, à TV, às redes sociais, à conversa de bar. O cidadão que entende que a cidade náutica gera emprego para o filho dele deixa de ser opositor e passa a ser aliado. E o político que percebe que a população apoia o setor passa a apoiá-lo também. Comunicação e advocacy andam juntas.

    [caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"] Foto: nd3000/ Envato[/caption]

    Náutica precisa de água limpa

    Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.

     

    É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.

     

    Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.

    O próximo passo é nosso

    Saí da Bahia convencida de que o Brasil náutico tem tudo: costa, rios, represas, gente talentosa, empresas competentes, gestores públicos interessados. O que falta é organização. Falta transformar dezenas de vozes isoladas em uma voz coletiva, técnica e presente.

     

    Fóruns como o da Bahia são o começo dessa conversa. O desafio agora é que ela não termine no encerramento do evento. Que vire rede, agenda comum, representação permanente e comunicação com a sociedade.

     

    A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.

      Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.

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