Entenda como o gerenciamento costeiro pode ser um pilar estratégico para destinos turísticos
Para Bianca Colepicolo, um litoral bem gerido impacta diretamente a decisão de viagem de milhões de turistas


O gerenciamento costeiro é uma ferramenta essencial para o equilíbrio entre desenvolvimento econômico, preservação ambiental e qualidade de vida das comunidades de zonas costeiras. No Brasil, onde 8.500 km de litoral concentram uma significativa parcela da população e da atividade turística, a adoção de políticas integradas de gestão é decisiva para manter a atratividade dos destinos e evitar a degradação dos ecossistemas.
Barco turístico fará passeios gratuitos na Lagoa da Pampulha ainda neste ano
Em participação no Boat Show, Setur-SP apostou em destinos do litoral e interior paulista
Inscreva-se no Canal Náutica no YouTube
A gestão integrada da zona costeira (GIZC) envolve o planejamento e a regulação de usos do solo, das águas e das atividades produtivas. Ela considera os impactos cumulativos de obras de infraestrutura, ocupação urbana, turismo, pesca, transporte marítimo e mudanças climáticas, propondo soluções que minimizam conflitos e garantem sustentabilidade.
Exemplos práticos incluem o ordenamento de praias para evitar superlotação, a definição de áreas para esportes náuticos, zonas de exclusão para proteção de recifes e manguezais, e o monitoramento da balneabilidade da água.


Para o turismo, os benefícios são diretos: um litoral bem gerido significa praias limpas, paisagens preservadas e infraestrutura adequada — fatores que impactam a decisão de viagem de milhões de turistas.
Segundo dados do Ministério do Turismo, 44% das viagens domésticas têm o sol e praia como principal motivação. Isso torna indispensável que municípios costeiros implementem planos de gerenciamento que considerem não apenas o presente, mas a resiliência futura diante de eventos extremos, como ressacas e elevação do nível do mar.


Além de preservar o meio ambiente, o gerenciamento costeiro favorece o desenvolvimento econômico local ao organizar usos para atividades náuticas, construir marinas seguras, incentivar investimentos em turismo de experiência e fortalecer a imagem do destino como sustentável.
Cidades que adotam modelos de governança costeira participativa — envolvendo comunidade, setor privado e poder público — obtêm melhores resultados na captação de recursos e na certificação de qualidade, como o selo Bandeira Azul.
Portanto, o gerenciamento costeiro não é apenas uma questão ambiental: é um pilar estratégico para a competitividade dos destinos turísticos. Municípios que planejam e ordenam suas zonas costeiras se posicionam à frente na atração de visitantes, na geração de emprego e renda e na preservação de seu patrimônio natural e cultural.
Mestre em Comunicação e Gestão Pública, Bianca Colepicolo é especialista em turismo náutico e coordena o Fórum Náutico Paulista. Autora de “Turismo Pra Quê?”, Bianca também é consultora e palestrante.
Náutica Responde
Faça uma pergunta para a Náutica
Relacionadas
Modelo vem para ocupar lacuna entre 29 e 36 pés e terá passagem pela proa por dentro; evento ocorrerá de 24 a 29 de setembro
Embarcação teria sido afundada propositalmente pelos nazistas durante o confronto para evitar domínio das forças soviéticas. Entenda
Pioneiro da indústria europeia de iates a motor, empresário criou a Marine Projects em Plymouth em 1965, origem da atual Princess Yachts
Navegadora autora do best-seller “Bom dia, inverno” reconheceu que a fala não levou em conta o impacto na cadeia editorial
Procissão fluvial contou com centenas de fiéis nas águas a bordo de lanchas, jets e pontoons




