E se o nevoeiro te pegar? Confira algumas dicas de como agir nesse caso

Por: Redação -
16/06/2021

O que você faria se, de repente, ao entrar na barra, a visibilidade caísse para zero? Com a chegada do outono e a aproximação do inverno, os nevoeiros tornam-se bastante comuns na costa sul do Brasil.

O porto de Santos é um dos que mais sofrem com o mau tempo, nesta época do ano. Imagine-se, portanto, voltando de uma pescaria no final da tarde, quando, a poucas milhas da barra, a visibilidade cai para zero.

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Pior! Esta região tem tráfego intenso de navios e de barcos pesqueiros. Seu barco tem GPS, sonda e cartas náuticas. Mas não possui radar. E agora? O que fazer?

nevoeiro

a) Jogar a âncora ali mesmo e esperar a visibilidade melhorar?

b) Acelerar para tentar chegar à marina antes do nevoeiro piorar ainda mais?

c) Reduzir a velocidade, mas ainda continuar seguindo em frente, devagar?

O certo é…

Definitivamente, jogar a âncora não é uma boa ideia num local de tráfego intenso, como o Porto de Santos. Tentar chegar à marina, o mais rápido possível, aumentando para isso a velocidade, menos ainda, já que quanto mais rápido você estiver menor serão as chances de desviar a tempo de uma boia ou outro barco.

O certo, portanto, é reduzir a velocidade e segui em frente, atento mas bem devagar (alternativa c). Ao reduzir a velocidade sob forte nevoeiro, deve-se acender as luzes de navegação e usar, também, o apito ou buzina para informar sua presença na área.

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nevoeiro

De acordo com o Regulamento Internacional Para Evitar Abalroamento no Mar, um barco a motor, navegando em condições de visibilidade limitada, deve emitir um apito longo, no máximo a cada dois minutos.

Já um veleiro (quando estiver usando somente as velas como propulsão) deve emitir um apito longo, seguido de dois curtos, também a cada, no máximo, dois minutos. Na dúvida, apenas apite.

Também aumente a atenção e evite trafegar no canal balizado, por onde entram e saem os navios. Use a sonda para auxiliar a navegação e, se tiver mais uma pessoa a bordo, incumba-a de ficar de vigília. E, no caso do Porto de Santos, tome cuidado extra ao cruzar a rota das balsas que fazem a travessia para o Guarujá.

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