Atendendo a pedidos, Schaefer 510 GT passa a ter teto rígido na área de flybridge
Sucesso de 50 pés do estaleiro atracou no São Paulo Boat Show 2024 com uma atualização que promete melhorar o aproveitamento do espaço


Quando lançada em 2021, a Schaefer 510 GT representou um salto de qualidade no mercado náutico graças às soluções de engenharia que permitiram, entre outras coisas, uma ampla suíte máster à meia-nau. Agora, o modelo que se tornou querido entre os fãs da Schaefer Yachts ganhou uma atualização que promete deixá-lo ainda melhor.
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Trata-se do hard top adicionado à área de flybridge, agora protegida e bem iluminada com leds que se espalham em linhas ao longo de todo o teto. A novidade foi apresentada no São Paulo Boat Show 2024 e atende a pedidos de exigentes amantes do universo náutico.
É uma coisa que me pedem há muito tempo e agora tem no novo modelo da linha 2025. O que já era bom ficou melhor– Marcio Schaefer, CEO do estaleiro


Não são poucos os recursos que tornam a 510 GT atrativa. Além do fly com sofás que garantem o lazer a bordo, essa 51 pés com 4,35 metros de boca esbanja espaços amplos e personalizáveis em três layouts, podendo conter três suítes; duas suítes e uma cozinha extra; ou duas suítes e uma sala.
Na popa, o destaque vai para a varanda lateral a boreste, situada logo ao lado da plataforma com sofá em “L”. O espaço externo é separado do interno por uma ampla porta que, quando aberta, facilita a integração entre os ambientes.




Os acabamentos, segundo Marcio Schaefer, são “primorosos”. Um dos motivos é o cuidado que o estaleiro tem em produzir todos os móveis — incluindo os sistemas dos assentos rebatíveis –, de forma a garantir que tudo saia sob medida e evitar atrasos nas entregas dos barcos aos clientes.


No Boat Show, o modelo exposto conta com três suítes — uma com duas camas e outra, VIP, com cama de casal e banheiro rebatível, que também pode ser acessado pelo corredor. A terceira, máster, fica à meia-nau.




“Foi o único barco [de 51 pés] do mercado com suíte à meia-nau por muito tempo. É uma solução de engenharia que ninguém tinha”, comenta Rodrigo Loureiro, do trade marketing da Schaefer. “Hoje, imagino que outros tenham, mas não com esse espaço”.


A proa também agrada a quem curte passeios diurnos. Acessada por meio de passagens laterais, conta com um bom solário.




No posto de comando, o proprietário escolhe se quer pilotar em pé ou sentado. A Schaefer 510 GT chegou ao salão equipada com dois IPS 700 e sai por R$ 9,5 milhões — preço que começa em R$ 8 milhões, a depender dos motores e opcionais adicionados.










V44 também marca presença
Outro destaque da Schaefer Yachts no evento náutico é a Schaefer V44, que estreou em águas brasileiras durante o Rio Boat Show 2024. A lancha já foi testada pela equipe de NÁUTICA e tem feito muito sucesso tanto nacional, quanto internacionalmente.
“É um barco fantástico. Aonde quer que vá, impressiona a turma e o mercado. Eu diria que é uma Porsche conversível”, afirma Marcio Schaefer.
Totalizando seis barcos, o estaleiro catarinense também desembarcou com os modelos Schaefer 660, Schaefer 450, Schaefer 375 e Schaefer V33.
São Paulo Boat Show 2024
Consagrado como o maior evento náutico da América Latina, o salão que acontece desde 1998 reúne, neste ano, mais de 120 marcas e 150 barcos, disponíveis para o público conhecer e comprar. Nesta 27ª edição, os visitantes ainda podem participar do sorteio de uma lancha Focker 188 Joy, equipada com motor Yamaha.


Tradicionalmente, o evento revela os principais lançamentos do ano, com estaleiros nacionais e internacionais apresentando barcos e jets de todos os modelos, preços e tamanhos. O público ainda confere motores, equipamentos, acessórios, brinquedos aquáticos, decoração e produtos de luxo — como resorts e helicópteros — expostos no Espaço dos Desejos.
Anote aí!
Quando: De 19 a 24 de setembro de 2024
Onde: São Paulo Expo (Rodovia dos Imigrantes, 1,5 km – Vila Água Funda, São Paulo – SP, 04329-900)
Horário: Quinta-feira das 15h às 22h e nos demais dias das 13h às 22h
Mais informações: site do evento
Ingressos: site oficial de vendas
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Um setor que conversa consigo mesmo
Somos estaleiros, marinas, garagens náuticas, clubes, escolas de vela, operadores de passeio, fornecedores, mecânicos, marinheiros, guias, pescadores esportivos, agências de turismo. Cada elo da cadeia tem sua associação, seu grupo de WhatsApp, sua pauta. E, enquanto conversamos entre nós, as decisões que definem o nosso futuro são tomadas em outros lugares, quase sempre sem a gente na mesa.
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Advocacy não é palavrão
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Tenho visto de perto o que isso produz. Em São Paulo, o Fórum Náutico Paulista reúne voluntariamente empresários, gestores públicos e pesquisadores há quase duas décadas. Foi esse trabalho paciente, reunião após reunião, que ajudou a construir o plano de desenvolvimento do turismo náutico sustentável que virou programa de estado, o decreto de fomento ao setor, a nova regulamentação ambiental para estruturas náuticas e a agenda de redução de ICMS e de crédito para o setor. Nada disso caiu do céu. Aconteceu porque havia alguém, em nome do setor, sentado à mesa certa, com a proposta pronta.
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[caption id="attachment_206807" align="alignnone" width="920"]

Náutica precisa de água limpa
Não poderia falar de união do setor sem lembrar de uma bandeira que o Dr. Castello Branco, presidente do Fórum Náutico Paulista, repete há anos e que se tornou princípio do nosso trabalho: náutica precisa de água limpa.
É simples e é definitivo. Não existe turismo náutico, não existe marina, não existe regata, não existe mergulho, não existe passeio de barco em água poluída. O setor náutico é, por natureza, o maior interessado em rios, represas, baías e mares saudáveis. E é exatamente por isso que essa bandeira deveria estar no centro do nosso advocacy.
Quando o setor náutico se coloca como defensor do saneamento, da qualidade da água e da conservação dos ambientes aquáticos, ele inverte a narrativa. Deixa de ser visto como ameaça ambiental e passa a ser reconhecido como guardião da água. Um setor unido, que cobra investimento em saneamento nas mesmas instâncias em que discute tributo e licenciamento, ganha legitimidade para todo o resto da agenda.
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A pergunta que deixei para a plateia, e que deixo para você, leitor, é a do título: quem fala pela náutica? Enquanto a resposta for "cada um por si", seguiremos perdendo espaço. Quando a resposta for "todos nós", o setor finalmente vai ocupar o lugar que merece no desenvolvimento do país.
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