SailGP: equipe australiana vence etapa histórica da disputa na América do Sul
Pódio teve a Bonds Flying Roos no topo, Los Gallos (Espanha) em 2º e Artemis (Suécia) em 3º; Mubadala Brazil encerrou etapa em casa na 10ª colocação


Eram altas as expectativas para a estreia do SailGP em águas sul-americanas — especialmente após o cancelamento da disputa deste lado do globo em 2025. Nas arquibancadas, mais verde e amarelas do que nunca, o time brasileiro Mubadala Brazil pôde, enfim, receber o carinho da torcida no Rio de Janeiro. Na raia, contudo, quem se deu melhor foi a equipe australiana Bonds Flying Roos.
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O Enel Rio Sail Grand Prix marcou a 4ª etapa do circuito 2026 nos dias 11 e 12 de abril, na Baía de Guanabara. Ao todo, foram sete regatas classificatórias e uma final decisiva, em que a Austrália se sagrou como a primeira vencedora de uma etapa na América do Sul na história da competição.
Conseguimos manter consistência ao longo das regatas e isso fez a diferença na final. É muito especial vencer a primeira etapa do SailGP na América do Sul– afirmou Tom Slingsby, piloto do time australiano.
Resumo das corridas
O primeiro dia de disputas, no sábado, foi marcado por condições de vento mais instáveis, o que exigiu maior controle e leitura de raia por parte das equipes. Na ocasião, o Mubadala Brazil não participou das duas primeiras regatas devido a uma questão técnica de telemetria no catamarã F50 e, conforme regulamento, recebeu cinco pontos em cada uma delas.


Martine Grael, capitã do time brasileiro, explicou que o que impediu a equipe de correr foi um problema no motor, sem relação com a parte elétrica. “A equipe precisou retirar o motor, instalar em outro barco para testar, depois trazer de volta e entender o que estava acontecendo. Todo esse processo levou cerca de uma hora e acabamos perdendo as duas primeiras regatas”, detalhou.


Por outro lado, quando o F50 brasileiro finalmente entrou na água, a primeira mulher capitã da história da disputa não conseguiu esconder a emoção de correr em casa. “Quando finalmente entramos na água, com todo mundo aplaudindo, foi um momento muito especial — parecia até uma noiva chegando atrasada na cerimônia”, brincou.
No geral, foi um início de dia difícil e frustrante, mas também especial quando conseguimos entrar na competição– ressaltou Grael
No domingo, com vento mais firme, o cenário mudou. Os F50 do SailGP voltaram a entregar alta performance no Rio, alcançando velocidades entre 50 e 70 km/h e proporcionando disputas ainda mais dinâmicas na raia.
As três regatas classificatórias foram mais rápidas e diretas, com maior peso nas largadas e na execução das manobras. A Austrália foi o grande destaque do dia, vencendo duas das três provas e garantindo presença na final ao lado de Suécia (Artemis) e Espanha (Los Gallos).


Na grande decisão, disputada entre as três melhores equipes do fim de semana, o time australiano largou bem ao lado do sueco, que chegou a assumir a liderança em parte do percurso. A Austrália, contudo, retomou a ponta e controlou a prova até o final para confirmar a vitória na etapa.
Com o resultado da etapa brasileira, a Austrália (BONDS Flying Roos) assume a liderança da temporada 2026, seguida por Grã-Bretanha (Emirates Great Britain) e Estados Unidos (U.S. SailGP Team). O Brasil (Mubadala Brazil) aparece na 10ª colocação geral após a etapa do Rio de Janeiro.
Mubadala Brazil viveu semana especial com o público brasileiro
Apesar de não alcançar os melhores resultados, a etapa do Rio de Janeiro teve caráter simbólico para o Mubadala Brazil SailGP Team, que competiu pela primeira vez em casa, diante do público brasileiro. Ao longo da semana, a equipe se aproximou dos fãs e atraiu grande interesse do público, que acompanhou de perto as disputas e os bastidores.


Fora da água, a capitã Martine Grael foi destaque ao receber o carinho dos torcedores, assim como Kahena Kunze — hoje representando a Dinamarca —, em um momento ainda mais significativo por marcar os 10 anos do ouro olímpico conquistado pela dupla na Baía de Guanabara, em 2016. Segundo Martine, apesar dos resultados abaixo do esperado, a equipe apresentou evolução ao longo do fim de semana e segue em processo de crescimento.
Poder competir em casa, com esse cenário e com o apoio do público brasileiro, foi realmente marcante. Sabemos que os resultados não vieram como a gente gostaria, mas conseguimos evoluir e seguimos em um processo de crescimento como equipe– afirmou Martine Grael
Veja a classificação geral do SailGP após a etapa do Rio de Janeiro
- BONDS Flying Roos (Austrália) – 35 pontos;
- Emirates Great Britain – 28 pontos;
- U.S. SailGP Team – 27 pontos;
- Los Gallos (Espanha) – 25 pontos;
- Artemis (Suécia) – 23 pontos;
- DS Automobiles SailGP Team France – 23 pontos;
- ROCKWOOL Racing (Dinamarca) – 17 pontos;
- Germany Deutsche Bank – 15 pontos;
- Red Bull Italy – 15 pontos;
- Mubadala Brazil SailGP Team – 7 pontos;
- NorthStar (Canadá) – 7 pontos;
- Black Foils (Nova Zelândia) – 2 pontos;
- Switzerland – 1 ponto.
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