Morre Charlie Dalin: velejador foi campeão e recordista da Vendée Globe enquanto enfrentava um câncer
Diagnosticado em 2023, o francês manteve o tratamento em sigilo e fez história em uma das regatas mais difíceis do mundo


Foi confirmada, nesta quinta-feira (11), a morte, aos 42 anos, do velejador francês Charlie Dalin, após uma batalha contra um câncer gastrointestinal. O atleta havia sido diagnosticado em 2023 e, ainda assim, foi o campeão da Vendée Globe de 2024/25 — considerada uma das regatas mais difíceis do mundo — enquanto mantinha o tratamento contra a doença em sigilo.
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Em outubro de 2025, meses depois de se sagrar campeão da disputa, Dalin lançou sua autobiografia, intitulada La Force du Destin (‘A Força do Destino’). Nela, o velejador revela que sua desistência da regata transatlântica Transat Jacques Vabre de 2023 “por problemas médicos não especificados”, na verdade, foi justamente causada pelo diagnóstico.


Apesar disso, Dalin completou a Transat CIC e a regata de retorno New York Vendée-Les Sables em 2024, conquistando a tão esperada classificação para a Vendée Globe, onde ele protagonizaria um dos maiores feitos da vela mundial.


Depois de bater na trave na edição 2020/2021 — quando foi o primeiro a cruzar a linha de chegada, mas perdeu o título após uma compensação de tempo concedida ao também francês Yannick Bestaven, que desviou sua rota para auxiliar um competidor em apuros —, Dalin protagonizou um verdadeiro acerto de contas com a Vendée Globe. Quatro anos depois, voltou à regata de volta ao mundo para conquistar, de forma incontestável, a vitória que parecia lhe dever o destino.


Mesmo com um treinamento adaptado devido ao tratamento, Charlie Dalin finalmente conquistou o título que lhe escapou por pouco na edição anterior. Ele completou a circunavegação em 64 dias, 19 horas, 22 minutos e 49 segundos, estabelecendo um novo recorde da prova e derrubando a marca anterior em quase 10 dias.
Dalin falou sobre sua participação na prova após o diagnóstico à revista francesa de vela Voiles et Voiliers. Na ocasião, ele revelou que se sentiu “incrivelmente relaxado”.
Costumamos ouvir que participar da Vendée já é uma vitória. No meu caso, foi exatamente isso! Porque um ano antes, eu nem sabia se sobreviveria– destacou Dalin à época
Charlie deixa sua companheira e um filho pequeno, mas também um legado de força e resiliência para o mundo da vela.
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