Ideia proposta ao Senado busca disponibilizar gasolina pura e E10 nos postos do Brasil

Se apoiada, a proposta se tornará sugestão legislativa a ser debatida pelos senadores. Proposta surgiu após Governo Federal aprovar a nova mistura obrigatória de etanol E32

Por: Nicole Leslie -
29/07/2026
Foto: Marina Capital / Divulgação

Após a repercussão negativa da nova mistura obrigatória de etanol na gasolina ser aprovada no Brasil (a E32, com 32% de etanol), diferentes setores e indústrias que utilizam ou dependem do combustível passaram a chamar atenção para os malefícios que o novo produto pode gerar em cada cadeia. Em meio a esse debate, uma ideia legislativa proposta ao Senado busca tornar opcional a compra de gasolina pura (E0) ou gasolina E10 (com 10% de etanol) nos postos do país.

A ideia tem até o dia 19 de novembro para receber 20 mil apoios. Caso consiga, se tornará uma sugestão legislativa a ser debatida pelos senadores.

Foto: ESBProfessional / Envato

Proposta por um morador do Estado de São Paulo, a ideia embasa seu argumento na tese de que, no Brasil, não há opção de comprar gasolina com menos etanol do que o imposto pela mistura obrigatória. Isso gera polêmica pois muitos equipamentos, como motores usados em embarcações e carros, não foram desenvolvidos para funcionar com um teor tão alto de etanol no combustível.

Foto: TDyuvbanova / Envato

A ideia legislativa pontua que nos Estados Unidos, por exemplo, consumidores podem escolher entre gasolina E0, E10 ou E15 nos postos, e a escolha de qual combustível usar cabe ao consumidor. No Brasil, por sua vez, a oferta é única em seus postos — no caso, a E35.

Proponho assegurar, em todo o país, a venda opcional e adicional de Gasolina E10 (10% de etanol fixo) e Gasolina pura (sem etanol), sem alterar a mistura obrigatória atual-declara a proposta

O apoio à ideia legislativa é feito pelo portal e-Cidadania (clique aqui).


Riscos da E32 para o setor náutico

Os desafios do teor de 32% de etanol na gasolina para o setor náutico vão desde danos aos motores até problemas de segurança. O capitão Márcio Dottori, especialista e consultor técnico em navegação, elencou os principais riscos que a alteração implica para quem fabrica ou utiliza embarcações no Brasil. Eduardo Colunna, presidente da Associação Brasileira de Construtores de Barcos e seus Implementos (Acobar), reforçou os impactos negativos dessa mudança para o setor. Leia os detalhes na reportagem completa.

 

Náutica Responde

Faça uma pergunta para a Náutica

    Relacionadas

    Série com ilha, barca e mistério náutico domina o Emmy 2026

    “O Segredo de Widow’s Bay”, da Apple TV, venceu 14 prêmios e reforçou o apelo de histórias ambientadas em comunidades costeiras isoladas

    Filme sobre Amyr Klink fica fora da disputa do Brasil no Oscar 2027

    “100 Dias”, de Carlos Saldanha, estava entre os seis finalistas para representar o país, mas o escolhido foi “Feito Pipa”, de Allan Deberton

    “A Garota do Remo” leva competição, romance e barcos de oito pessoas à Netflix

    Série acompanha jovem remadora que assume o posto de timoneira em equipe masculina de colégio de elite e transforma o remo em pano de fundo para drama adolescente

    9 barcos: Mestra Boats aposta em diferentes tamanhos e layouts para o São Paulo Boat Show

    Estaleiro apresentará modelos dos 19 aos 35 pés no salão náutico que acontece de 24 a 29 de setembro, no São Paulo Expo

    Mulheres se destacam como líderes e gestoras em atividades da economia do mar 

    "A Náutica Por Elas: Eventos, Estaleiros, Marinas e Planejamento Estratégico" foi o assunto do sétimo painel do 2º Fórum Náutico Internacional da ANB