Teste NX 50 Invictus Fly: primeira lancha com flybridge da NX Boats

NX 50 Invictus Fly se destaca na água, combina amplas áreas de convivência, duas suítes e opções com até três motores, em um projeto voltado para longas permanências a bordo

Por: Redação -
27/10/2026
Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Lançada em 2022 e já com dezenas de unidades na água, a NX 50 Invictus Fly (rmã da NX 50 Invictus HT), chegou para atender aos clientes da marca que desejam aproveitar os dias de sol no chamado terraço, ou convés superior. E logo disse a que veio. Desde que estreou, no Rio Boat Show 2023, a primeira lancha com flybridge da NX Boats já superou em vendas o sucesso da versão HT. Somados os dois cascos, o estaleiro computava a venda de 51 unidades em setembro de 2025, antes do São Paulo Boat Show. Após a realização do salão náutico paulista, esse número cresceu ainda mais (o balanço parcial do estaleiro indicava alta na procura). Para ver como ela se sai na água — e não apenas nas vendas — colocamos a NX 50 Invictus Fly à prova, tendo como cenário a Baía de Guanabara, no Rio, com o Pão de Açúcar ao fundo.

Para um estaleiro criado em 2014 e que não para de crescer (em 11 anos, a NX Boats já entregou mais de mil barcos, no Brasil e no exterior), a 50 pés com flybridge era um “nascimento”, por assim dizer, mais que esperado. Com ela, a marca eleva para um patamar ainda mais alto a sua linha premium, chamada Yacht Line, caracterizada por embarcações que oferecem design elegante, possibilidades de personalização, acabamentos artesanais, revestimentos nobres, sistemas de navegação avançados e uma estética que se destaca em qualquer marina.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Além de todos esses recursos, a NX 50 Invictus Fly se destaca por reunir espaços generosos e conforto de sobra. A bordo, os ambientes foram pensados para longas permanências, com suítes espaçosas, estofados ergonômicos, banheiros completos e áreas gourmet que garantem praticidade e bem-estar em qualquer situação.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

A novidade está no teto

O flybridge, estrela principal da nova versão da 50 pés, soma cerca de 12 metros quadrados (sendo 8,5 m² de área útil) — uma das maiores áreas do gênero em barcos desse porte — e oferece um verdadeiro terraço panorâmico. Ali, há um sofá em “L”, mesa central com pedestal de aço inox e tampo de pedra, geladeira de apoio, cristaleira embutida, porta-copos e cinco alto-falantes, incluindo um subwoofer. O layout favorece a circulação. O posto de comando tem no painel duas telas multifuncionais, além de joystick, bússola centralizada e assento para duas pessoas. A visibilidade é excelente, reforçando o prazer de pilotar a partir do convés superior.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

De proa a popa

O acesso à proa é feito pelo salão (não há passagem externa), através de uma abertura a bombordo, que vai do piso até o alto do para-brisa, sem exigir passagens laterais. Lá na frente, a NX 50 Fly reserva uma praça de proa completa, com solário para até quatro pessoas, sofás e mesa central. O ambiente tem ainda carregador por indução para celular, guincho elétrico com paiol profundo, chuveirinho para banho rápido ou lavagem da âncora e cunhos retráteis robustos, com o logo da NX gravado. Por outro lado, a plataforma de popa fixa de quase dois metros de largura conta com extensor e funciona como uma praia particular. O espaço gourmet vem com pia com água doce pressurizada, churrasqueira elétrica com duas grelhas, geleira com ralo e iluminação de cortesia, além de alto-falantes dedicados. Um chuveiro embutido, rebatível, com água quente, garante o conforto de quem volta do mar por uma escada retrátil de quatro degraus, após o mergulho.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Ambientes internos

A praça de popa, integrada ao salão sem degraus, acomoda de nove a dez pessoas em um sofá em “L”, ao redor de uma mesa com seis ou até sete lugares, com a colocação de pufes extras, mas é um pouco compacta, em se tratando de um barco de 50 pés. Entre outros confortos, o projetista incluiu iluminação em LED, carregador de indução e até um terceiro posto de comando, com joystick. É também por ali o acesso à cabine do marinheiro, que conta com cama de dois metros de comprimento, ar-condicionado e vaso sanitário embutido. O salão conta com sofás com estofados ergonômicos, mesa com acabamento em pedra e aço inox e se integra totalmente com a praça de popa com a abertura de uma porta de vidro rebatível. Uma TV de 50 polegadas (embutida) e uma cristaleira generosa completam a área de estar. Por sua vez, a cozinha em “L”, posicionada entre o salão e a praça de popa, tem grandes janelas que garantem iluminação natural e vista panorâmica para o mar.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Posto de comando e camarotes

No posto de comando interno, o piloto dispõe de duas telas de 12 polegadas no painel, além de manetes duplos para controlar os três motores, joystick, comando de estabilizador (opcional) e assento para duas ou três pessoas. Tudo isso protegido por um para-brisa de folha única. Embaixo do banco do piloto fica o quadro elétrico, bem acessível e protegido por uma porta de acrílico.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

No convés inferior, com acesso por uma escada do tipo “Santos Dumont” com corrimão e acabamento em couro, há uma saleta central que pode se transformar em terceiro camarote com beliche. A suíte de proa, com cama de 1,85 por 1,50 metro, conta com banheiro reversível. Os banheiros, aliás, são completos, com boxe fechado e chuveiro de teto. A suíte máster, à meia-nau, ocupa toda a boca de mais de quatro metros e oferece conforto digno de um barco maior, na faixa dos 60 pés: sofá lateral, grandes armários e janelas que inundam o ambiente de luz natural. O acabamento premium combina madeira, tecidos tipo linho, couro, inox e pedra, reforçando a sofisticação.

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

O pé-direito nos vários ambientes fica entre 2,10 e 2,15 metros, com 1,93 metro nos banheiros e quase 1,77 metro na suíte de meia-nau.

Como ela navega

Na casa de máquinas, toda revestida com manta acústica, com gerador de 16 KVA, tanque de combustível de aço inox e todas as ligações (elétricas e hidráulicas) muito bem-feitas, a versão testada por NÁUTICA abrigava três motores Volvo Penta D6 de 440 cavalos de potência cada, capazes de oferecer desempenho empolgante com suavidade na condução, como se verá adiante. Nesta versão, o calado é de 1,10 metro com as rabetas baixas, reduzindo para apenas 80 centímetros quando levantadas, ideal para águas rasas. Outras opções de motorização são os sistemas IPS 600, 650 ou 700. No teste, realizado na Baía de Guanabara, iniciamos a navegação com um desafio: tentar plainar o barco com apenas dois dos três motores acionados (o de bombordo e o de boreste). A bordo tínhamos sete pessoas, 1.100 litros de combustível e 300 de água. Sem o uso de trim nem dos flaps, com 3.000 giros já atingimos 20 nós, em pleno planeio. Uma experiência estimulante!

Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Em seguida, já com os três motores ligados, acionamos os manetes. Com 2.200 giros, já atingimos quase 14 nós. Com 2.400 rpm, e 17 nós, o casco já decolou, levantando as turbinas. A gente sente como é rápido e ágil. Damos um pouco mais de motor. A 3.000 giros, com um pouco de trim, o GPS registra 27,7 nós. Bora acelerar mais. Com 3.400 giros, a NX 50 Fly alcança 32,3 nós. É rápida demais!


Hora de ver o seu comportamento nas curvas. A 3.500 giros (33 nós), guinamos para bombordo, depois para boreste. A lancha “deita”, como se fosse uma offshore, sem perder velocidade, com muita agilidade e raio de giro bem pequeno. Não dá para não ficar impressionado. Em todos os momentos — mesmo contra o vento, com muitas marolas pela frente —, navegamos confortavelmente, sem pancadas ou grandes solavancos, tanto em velocidade de cruzeiro econômico (21,5 nós a 2.600 rpm) como em cruzeiro rápido (30,2 nós a 3.200 rpm). No desempenho, graças ao trio de motores, ela também fez bonito, alcançando 37,9 nós de máxima, velocidade muito boa para uma lancha com fly.

Assista ao Teste Náutica da NX 50 Invictus Fly

 

 

NX 50 Invictus Fly

  • Velocidade máxima: 37,9 nós (a 3.680 rpm);
  • Cruzeiro econômico: 21,5 nós (a 2 600 rpm);
  • Aceleração: 13 segundos (até 20 nós);
  • Autonomia: 269 milhas (a 2.600 rpm);
  • Potência: 3 x Volvo Penta de 440 cv cada;
  • Preço: A partir de R$ 5.990 milhões, com dois motores de 480 hp cada.

Pontos altos

  • É rápida e navega bem;
  • Tamanho do flybridge;
  • Motorização versátil.

Pontos baixos

  • Apenas dois camarotes fechados;
  • Praça de popa compacta;
  • Não há passagem externa para a proa.
Foto: Victor Santos / Revista Náutica

Como ela é

  • Comprimento máximo: 14,98 m;
  • Boca: 4,05 m;
  • Altura na cabine: 2,15 m;
  • Altura no banheiro: 1,96 m;
  • Combustível: 1.250 litros;
  • Água doce: 400 litros;
  • Capacidade (dia): 24 pessoas;
  • Capacidade (noite): 7 pessoas;
  • Motorização: 2 x 440 hp a 2 x 600 hp; ou 3 x 440 hp cada.

Detalhes da navegação

A versão testada por NÁUTICA estava equipada com três motores Volvo Penta D6 de 440 hp cada, capazes de oferecer desempenho empolgante com suavidade na condução. Com 2.400 rpm, 17 nós, o casco já decolou, levantando as turbinas. Com 3 400 giros, alcançou 32,3 nós. A 3.680 giros, alcançou 37,9 nós de máxima, velocidade muito boa para uma lancha com fly.

Mais fotos da NX 50 Invictus Fly

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    Terceiro modelo da linha V do estaleiro, iniciada pela elogiadíssima V33 e seguida pela igualmente bem-sucedida V44, a Schaefer V34 é uma lancha walk around, de conceito esportivo, desenvolvida — assim com suas “irmãs — para o mercado internacional, especialmente os Estados Unidos, para onde são enviadas versões com motores de popa — normalmente, dois de 300 hp cada. No Brasil, porém, há também opções de centro-rabeta (diesel, na faixa de 320 hp ou acima). Curiosamente, a configuração de popa, que parecia destinada apenas ao mercado externo, tem ganhado cada vez mais adeptos por aqui.

    Inspirada na V33 — lançada em 2020 e já com muitas unidades vendidas —, a Schaefer V34 traz atualizações no design, no conforto e no estilo de navegação, mantendo a essência esportiva do modelo original. “Modernizamos sem perder nada”, resume o projetista Marcio Schaefer (o Marcinho, filho comandante do estaleiro, Marcio Luz Schaefer) ao detalhar as novidades. [caption id="attachment_211597" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] A principal inovação está no hard-top de fibra de vidro, que na V34 ganhou desenho completamente novo. Na V33, o T-top se limitava à área central, protegendo apenas o posto de comando e o espaço gourmet, que fica atrás do banco do piloto. Já na nova versão, as targas foram deslocadas para as laterais do costado, o que permite que a cobertura se estenda por toda a parte interna do cockpit. O resultado é um espaço mais integrado, com melhor aproveitamento da área gourmet e sensação de amplitude a bordo. [caption id="attachment_211593" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Assista ao teste completo!   https://www.youtube.com/watch?v=8rLDWIJnma0&t=34s

    Interior refinado

    Apesar de privilegiar as áreas externas, a V34 tem uma cabine com cama para duas pessoas, banheiro completo, pia e armários — ou seja, oferece um bom conforto para os pernoites. O acesso é feito por uma porta deslizante localizada a bombordo do posto de pilotagem, com trava de segurança. A escada tem degraus fundos e largos. Lá dentro, há um bom sofá em V que se converte em uma cama de casal, além de uma bancada com cuba e armários a bombordo (que não chega a ser uma cozinha, apenas permite a instalação de uma geladeira de 12 volts) e, a boreste, um armário vertical, que pode ser usado como guarda-roupa de uma porta. A iluminação, de teto, é confortável, e existem várias tomadas (de 127 ou 220 volts) distribuídas pelo ambiente. [caption id="attachment_211589" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] O banheiro conta com vaso elétrico, ducha, pia, espelho, porta-toalha, armário, vigia com ventilação natural e luz de led. O pé-direito na cabine é de 1,85 m (quase ninguém bate a cabeça no teto), inclusive no banheiro. Como o camarote é aberto, e há entrada de luz por várias janelas, a sensação de espaço interno aumenta ainda mais. Por sua vez, a gaiuta na proa, quando aberta, oferece ventilação abundante. [caption id="attachment_211623" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Para garantir maior conforto nos pernoites, é possível instalar gerador e ar-condicionado. Opcionalmente, o barco pode vir também com estabilizador Seakeeper.   Já como item de série, a lancha conta com tanque de águas negras; ou seja, o esgoto não vai para a água — todo barco com banheiro deveria ter esse reservatório de armazenamento temporário para dejetos sanitários (fezes e urina) provenientes do vaso, essencial para evitar a poluição marinha. [caption id="attachment_211591" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Console central bem protegido

    O posto de comando também foi redesenhado. Em vez de um banco corrido, como na V33, a nova lancha oferece dois bancos individuais. Por sua vez, o para-brisa é integral, conectado ao teto, e ainda há dois vidros laterais rentes ao painel, com proteção efetiva contra vento, respingos e até frio — um ganho considerável para quem navega em diferentes condições. No painel, há espaço para duas telas de 12 polegadas. O volante tem ajuste de altura. A posição de pilotagem é confortável, com assento rebatível e apoio para os pés nas duas posições. Por se tratar de um barco com console central — tanto o piloto como seu acompanhante têm boa visão dos dois bordos.   Para não dizer que tudo é perfeito, a posição do rádio VHF, que fica meio escondido, poderia ser um pouco melhor; mesmo assim, dá para visualizar bem o canal. Em compensação, a bússola está centralizada em relação ao piloto, como dever ser. [the_ad_placement id="post-middle-desktop-970-250"] [the_ad_placement id="post-vertical-mobile-328-400"] Quanto ao conjunto de botões para acionar luzes e equipamentos a bordo, a popular “botoeira”, a Schaefer Yachts opta por manter os interruptores individualizados, em vez de agrupá-los em blocos. A solução privilegia a leitura e o manuseio: com cada comando separado e devidamente identificado, reduz-se o risco de confusão — algo comum em painéis com botões muito próximos entre si — e ganha-se em praticidade no uso diário.   Fora do console central, na parede da amurada a boreste, há um painel no qual, em caso de emergência, basta apertar dois botões e cortar o combustível que alimenta os motores. [caption id="attachment_211602" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Circulação exemplar, proposta bem definida

    Como toda boa walkaround, a V34 privilegia a circulação. E aqui o estaleiro foi especialmente feliz: passagens laterais amplas e seguras permitem contornar toda a embarcação sem esforço; os pegadores são firmes e as amuradas, acolchoadas, o que aumenta o conforto ao se deslocar e evita impactos, especialmente com o barco em movimento. Vale observar, porém, que a adoção do hard-top integral — que se estende até os bordos — a targa acaba limitando a movimentação em situações específicas de pesca esportiva, já que as varas podem esbarrar na estrutura durante a briga com o peixe. Não chega a ser um problema propriamente dito, mas um indicativo claro do posicionamento do modelo: ao contrário da V33, a V34 nasce com foco no lazer e no passeio, e não na pesca.   No piso, a madeira teca é item opcional.  Nas laterais internas do casco, há lugares para guardar varas de pescar, arpões e demais instrumentos de pesca ou caça submarina, além de um degrau embutido. [caption id="attachment_211592" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Na proa, o solário generoso, com porta-copos nos braços móveis e cintas que mantêm os estofados firmes mesmo em navegação, reforça a vocação para o lazer. Um detalhe engenhoso é a escotilha de ventilação da cabine, discretamente encoberta pela seção dianteira do solário: quando o espaço não está em uso, basta erguer essa parte para liberar a abertura e favorecer a circulação de ar no interior. Além disso, para iluminar a cabine, há janelas nos dois bordos e na proa. Ainda na proa, há soluções bem pensadas por todos os lados: lançador de âncora móvel — um braço articulado e retrátil, que avança para o lançamento do ferro e depois se recolhe —, paiol profundo para corrente, compartimentos bem distribuídos e um segundo paiol com esguicho de água doce ou do mar, além de detalhes típicos da Schaefer, como ferragens robustas (os cunhos, de 8 polegadas, de inox, são reforçados), pintura perolizada e excelente padrão construtivo. [caption id="attachment_211594" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] Já na praça de popa, o layout inteligente garante uma excelente área de convivência. Há uma mesa de teca com abas dobráveis e base retrátil, cercada por dois sofás dispostos frente a frente — ambos com encostos rebatíveis. O de ré permite a conversão em solário, enquanto o oposto pode ser invertido, deixando os ocupantes voltados para o móvel gourmet instalado logo atrás do posto de comando. Com a mesa rebaixada e o encosto do sofá de ré ajustado, o conjunto se transforma facilmente em um amplo solário. Opcionalmente, é possível instalar uma cobertura retrátil do tipo stobag. O pé-direito sob o hard-top é de aproximadamente 2,00 metros, com 1,94 m no posto de comando. Embaixo de todos os assentos, há espaço suficiente para guardar os coletes salva-vidas, o extintor de incêndio, defensas, cabos de cais, tralhas, etc.   A área gourmet — ampliada em relação à V33, em estilo mais próximo ao da V44 — conta com churrasqueira elétrica (ou a carvão), caixa térmica conversível em geladeira, uma boa tampa que pode ser usada como balcão, lixeira e pia com cuba e torneira. Embaixo, há dois grandes armários, com portas de acrílico e pegadores de inox. Um deles é do tipo cristaleira; o outro, indicado para guardar utensílios e mantimentos. [caption id="attachment_211598" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Schaefer / Divulgação[/caption] A plataforma de popa permite o embarque pelos dois bordos, mesmo com motores on-board instalados. A boreste, embutida, fica a escada de popa — de inox, com pegador e com quatro degraus, como é desejável. A entrada no cockpit, pelos dois bordos, é protegida por portinholas. [caption id="attachment_211599" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Casa de máquinas

    A V34 pode ser equipada com um motor de centro-rabeta a diesel ou um par de motores de popa. Neste teste de NÁUTICA, estava equipada com dois motores de popa de 300 hp cada. O acesso ao porão se dá com o levantamento — por meio de um mecanismo elétrico — de um dos sofás e do piso sob ele. Tudo muito simples e rápido. Na versão popa, com a ausência dos motores, sobra espaço para armazenar muita coisa, como parte do material de salvatagem, por exemplo. Por esse porão tem-se acesso aos tanques de água, de 150 litros, e de combustível, de 700 litros. [caption id="attachment_211595" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Mesmo casco, mesma confiança

    Hora de navegar. Segundo as projeções do estaleiro, com essa motorização, a Schaefer V34 pode alcançar velocidade máxima na casa dos 40 nós. Para conferir se entrega mesmo o que promete, levamos a irmã da V33 para ás águas de Bertioga, no litoral de São Paulo. Estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp.Se o design e o layout evoluíram, o casco permanece o mesmo — e isso é uma ótima notícia. A V34 herda da V33 um casco já amplamente testado e aprovado. Durante o teste, o desempenho confirmou a reputação: navegação macia, sem pancadas secas, com controle total tanto contra quanto a favor das ondas. A 24 nós contra o mar, o casco manteve compostura exemplar. A favor, navegando a 32 nós, mostrou estabilidade e precisão. Em outras palavras: continua sendo um barco fácil de pilotar, previsível e prazeroso — características fundamentais para o público que busca esse tipo de lancha.   Com dois motores de popa Mercury V8 de 300 hp e condições ideais, a velocidade pode chegar a cerca de 43 nós. Neste teste, em mar mexido, com ondas de cerca de 1 metro e ventos de 10 a 12 nós, alcançou 42,4 de top, a 6 000 rpm. Para quem busca ainda mais desempenho, há opção de motorização mais potente, como dois motores de popa de 400 hp cada, com os quis é possível superar a casa dos 50 nós. A velocidade de cruzeiro com a motorização testada foi de 27,4 nós, a 4 000 giros, com autonomia próxima de 211 milhas.   Em resumo, a Schaefer V34 não tenta reinventar a fórmula — e acerta justamente por isso. Mantém o que a V33 tinha de melhor (casco, desempenho, proposta) e eleva o conjunto com melhorias práticas e perceptíveis no uso real. Mais protegida, mais integrada e mais madura, ela se posiciona como uma evolução natural dentro da linha V do estaleiro e como uma alternativa extremamente consistente para quem busca uma walkaround moderna, eficiente e pronta para diferentes cenários de navegação. A sensação é clara: a V33 cresceu. E virou um barco ainda melhor. [caption id="attachment_211600" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos altos

    — Qualidade construtiva — Acabamento de primeira — Casco estável e cortador de onda [caption id="attachment_211596" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Pontos baixos

    — Diâmetro da corrente da âncora deveria ser maior — Falta trava para a corrente da âncora — Não tem opção de verificação visual do nível dos tanques de combustível

    Detalhes da navegação

    A V34 estava equipada com dois motores Mercury V8 de 300 hp cada, num dia de mar mexido, com ventos de 12 nós e ondas de 1,00 metro de altura. A bordo três pessoas, 150 litros de água e 80 litros de combustível. VELOCIDADE MÁXIMA: 42,4 nós (a 6 000 rpm) CRUZEIRO ECONÔMICO: 27,4 nós (a 4 000 rpm) ACELERAÇÃO 7,4 segundos até 20 nós POTÊNCIA: 2 x motores de popa de 300 hp PREÇO: A partir de R$ 2,4 milhões, equipada com dois motores de popa de 300 hp cada (preço pesquisado em abril/2026) [caption id="attachment_211590" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Como ela é

    Ficha técnica da Schaefer V34 — Comprimento total: 10,33 m (33,9 pés) — Boca máxima: 3,35 metros. — Calado: 0,45 metros — Tanque de combustível: 700 litros —  Tanque de água doce: 150 litros — Capacidade de passageiros (dia/noite): 10/2 pessoas — Ângulo de V na popa (deadrise): 18,9° — Deslocamento (leve): 4.950 kg [caption id="attachment_211705" align="alignnone" width="920"] Ficha técnica da Schaefer V34. Foto: Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211625" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211624" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211620" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211621" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211622" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211619" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211618" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211617" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211616" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption] [caption id="attachment_211615" align="alignnone" width="920"] Schaefer V34. Foto: Victor Santos / Revista Náutica[/caption]

    Praia do Santinho, em Florianópolis (SC), receberá 4ª etapa do Campeonato Sul-Americano de Jet Waves

    Modalidade de alta performance acontecerá nos dias 31 de outubro e 1º de novembro; evento contará com atletas mirins e transmissão ao vivo pelo YouTube