Embarcação mineira a vapor com mais de 100 anos passará por reforma


Depois de passar cinco anos parado no porto de Pirapora, onde suas madeiras já estavam apodrecendo, o Vapor Benjamin Guimarães será, enfim, recuperado. O Ministério do Turismo e a Secretaria de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais (Secult) assinaram um convênio para a recuperação da embarcação, uma das últimas movidas a lenha no mundo. Serão investidos R$ 3,7 milhões para restaurá-lo.
A previsão é que a reforma dure cerca de 12 meses. De acordo com o secretário da Secult, Marcelo Matte, a intenção é de que a embarcação, uma vez ativa, retome atividades que a tornaram um grande atrativo turístico. “Pretendemos atuar em parceria com a prefeitura de Pirapora, responsável pela gestão do vapor, para viabilizar recursos para que o Benjamin volte a ser motivo de viagens à região, com oferta de Vesperatas durante a navegação, tripulação a caráter, entre outros importantes detalhes que fazem da viagem um roteiro turístico encantador”, esclareceu Matte.
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Segundo a presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), Michele Arroyo, o casco do vapor vai ser totalmente substituído. A restauração do motor e da parte superior do vapor – que é toda de madeira – também será necessária. “Nossa expectativa é de que, em um ano, ele volte às águas dos rios mineiros para fazer, pelo menos, o percurso entre Pirapora e Barra do Guaicuaí, que é onde se encontram o Rio São Francisco e o Rio das Velhas”, explicou Michelle.
O vapor, construído em 1913, é um ícone do Norte de Minas. Durante décadas ele foi o meio de transporte usado para transportar cargas e levar passageiros de Pirapora a Juazeiro, na Bahia. A embarcação tem capacidade para transportar até 140 pessoas. Ela foi desativada em 2014 devido às más condições que comprometiam a segurança para navegação.
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